quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Como ser um grande amante

É incrível a quantidade de gajas boas que andam por aí sem homem. Quando falo de gajas boas, refiro-me a gajas nas casa dos 30, 40 e até 50, giras, mas sobretudo bem sucedidas na vida.
Nada me dá mais tusa do que uma gaja inteligente e madura, que faz da personalidade o seu principal motivo de atracção sexual.
A sério, não entendo os gajos que se perdem por miúdas novas. Trata-se de admitir que não têm pedalada para jogar senão nos juniores.
Por mim, sou exigente, só jogo no escalão dos crescidos. Prefiro desafios difíceis e para isso não há nada como uma gaja já vivida e esperta, a quem muito malandro já deu música.
Ao contrário de outros, não gosto de virgens, não obstante considerar-me um excelente mestre.
Prefiro ser o último amor duma mulher do que o primeiro. Ser aquele gajo que surge na vida duma fêmea e estabelece um novo padrão sexual e amoroso.
Pode parecer cruel da minha parte, porque após a minha partida, a vida de cada mulher que deixo para trás não volta a ser igual. O padrão de exigência sexual elevou-se comigo a um nível muito difícil de igualar por outro macho.
No entanto, antes da partida deixo a cada amada minha o derradeiro ensinamento. A plena satisfação sexual não reside em factores físicos ou em acertar no ponto G (que aliás, nem sequer existe).
O segredo do meu sucesso na cama, deriva simplesmente em perceber que o cérebro é o nosso principal órgão sexual. E portanto, aquilo que faz tão poderosos os orgasmos que as mulheres sentem ao fazer amor comigo, não sou eu: é a própria fantasia mental delas (estimulada por mim, claro).
Ora nesta perspectiva, deixa de ser importante a quantidade de ejaculações que consigo produzir durante uma sessão de amor. O que importa é a intensidade e a quantidade de prazer que consigo induzir na mulher que está comigo. É isto que faz de mim um amante inesquecível mesmo para a dama mais exigente (modéstia à parte).
Agora, é natural que a muitos de vós surja a seguinte questão, "mas como é que se estimula a fantasia sexual duma mulher, de modo a provocar-lhe tão fortes orgasmos ?"
Bom, meus amigos, não posso ensinar os truques todos, pois não ?
No entanto, deixo a seguinte dica: no amor quem escolhe é a mulher.
Observem os cãezinhos na rua. Vemos passar uma cadela com cio e atrás dela uma matilha de cães desejosos de com ela copular. Porém, só conseguirá montar a cadela quem esta escolher.
Percebem ? É sempre a fêmea quem escolhe...
E o que significa isto, transportado do reino animal para o mundo dos humanos ? Significa que aqui o grande Bino, jamais tentou conquistar uma mulher.
Ou mais rigorosamente, jamais dei a entender a uma mulher que não era ela quem estava a dirigir o processo de sedução. Nesse jogo (da sedução) um gajo tem de se fazer desinteressado ou distraído.
Um verdadeiro sedutor, em vez de proferir piropos foleiros ou mandar olhos medonhos para o decote da gaja a quem quer dar a volta, tem é de parecer desinteressado apesar de na realidade estar muito atento (usando a visão periférica) à liguagem gestual das fêmeas, que algumas vezes é subtil, mas outras é completamente clara. Basta saber ler os sinais...

Etiquetas: , , , , ,

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Isto deve ser um problema na cabeça

Estou a passar uma fase na minha vida sem paralelo. Tudo é novo, tudo muda de um dia para o outro, nada é certo e não consigo adivinhar o que vai acontecer amanhã.
Devia andar de rastos, triste e deprimido. Mas não. Sinto-me feliz sem saber porquê. Com um optimismo em relação ao futuro para o qual não consigo, racionalmente, encontrar qualquer fundamento. Tudo vai dar certo, tenho a certeza.
Um dia conto-vos a minha vida.

Etiquetas:

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Beleza natural.

1- Peso: 63,8 Kg esta manhã, em jejum (há muitos anos que não pesava tão pouco).
2- Tomates: devidamente depilados (graças à eficácia duma pinça Dovo 2,5" de bicos oblíquos).
3- Pintelheira: aparada e o André parece 2cm mais longo (Máquina Philishave).
4- Cintura: 97 cm (o pormenor menos agradável do meu atraente corpinho).
5- Pernas: ainda não estou mentalizado para depilá-las. O Barradas faz essa merda e jura que quando roça as pernas uma na outra tem a sensação de estar a empernar com uma gaja (isso a mim dáva-me tesão).
6- Tronco: pêlos desbastados (já não pareço um macaco).
7- Axilas: pêlos desbastados e muito desodorizante.
8- Costas: preciso depilar (mas estou longe de parecer o Tony Ramos, ok ?)
9- Cabelo: cortado ontem, bem rentinho. Patilhas aparadas.
10- Sobrolhos: aparados na direcção do nariz (pinça Dovo).

Etiquetas: ,

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O que se passa com as mulheres ?

Dizem elas que nós, os homens, somos tarados. A culpa é delas, que nos inspiram e obrigam a variações.
Vamos começar por aquela a quem chamaremos mulher Zombie. Parece viver em estado catatónico, indiferente ao mundo exterior. Ficamos divididos entre a vontade em chocalhá-la, a ver se acorda, ou enfiar-lhe uma litrada de Red Bull pela boca abaixo (embora eu, pessoalmente, considere que para este tipo de gaja, várias sessões de sexo depravado, com especial ênfase no sexo anal, ainda é o tratamento com a eficácia mais surpreendente).
No outro extremo das classes de mulheres temos a mulher matraca, que se caracteriza basicamente por não conseguir permanecer calada. Está provado cientificamente que o broche, enquanto prática sexual, foi inventado na época do paleolítico (ou até antes) por homens que costumavam copular com este género de mulheres.
Se no caso da mulher Zombie, os movimentos corporais durante o acto sexual são raros e quase sempre de natureza reflexiva (derivado, por exemplo, dumas palmadas no rabo); já no caso da mulher matraca em regra o problema prende-se com movimento a mais. Há quem especule que a prática do Bondage surgiu justamente da necessidade de amenizar tal distúrbio. Se bem que a posição do missionário e a língua na boca delas, em casos menos graves já seja o suficiente para controlar a doença. Sobretudo se o macho pesar mais de 130 Kilos.
No intervalo das duas categorias de mulher anteriormente apresentadas, é possível encontrar a rapazona. Convém desde já diferenciar a rapazona da lésbica. Enquanto a lésbica é aquela fêmea de mente aberta que a gente não desdenharia saltar para a cueca, de preferência junto com a namorada (dela ou nossa); a rapazona é a tipa amiga que ao beber cerveja, passa a mão previamente pelo gargalo da garrafa, bebe a mini em dois tragos, depois arrota e desata a discutir futebol com a malta.
O defeito da rapazona até nem é o querer papar-nos, o verdadeiro problema é ser feia como a porra. No entanto, isso não impediu a rapazona de, também ela ter tido o seu papel na história da inovação sexual. A rapazona deu origem à prática do sexo em estado de embriaguez (do homem). Contudo, o seu principal mérito em termos sexuais foi ter sido a grande inspiradora da foda à canzana.
.
Em breve continuaremos esta abordagem sobre os vários tipos de mulheres e o seu contributo para as diferentes práticas sexuais.

Etiquetas: , ,

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sexo anal sem dor

Fui ao dentista. O gajo é brasileiro, muito simpático. Como já tenho alguma confiança com ele, sugeri-lhe se não me arranjava uma ou duas injecções de anestesia, para fins imorais.
Parecendo não perceber, expliquei-lhe que pretendia aplicar anestesia no cu das gajas para tornar o sexo anal indolor.
Para meu espanto, recusou-se. Foda-se até custa a acreditar, disse que não podia fazer uma coisa dessas.
Meninas... eu tentei.

Etiquetas: ,

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A verdade, essa puta

A verdade, triste e crua, é que nós, os portugueses, lidamos cada vez mais de forma errada com a verdade. Vivemos obcecados por ela, a ponto de hoje a maioria de nós preferir uma verdade estúpida a uma mentira inteligente. Por exemplo, outro dia um amigo meu (vamos chamar-lhe B.) chegou-se à beira da esposa anunciando-lhe que tinha uma amante e pretendia divorciar-se. Quando me contaram isto, nem queria creditar. O gajo em vez de ter comido a fulana e ficado bem caladinho, teve de revelar a dolorosa verdade, como se a mentira o matasse. Fiquei desiludido. Como era possível ter tido tantos anos, como amigo, tão grande totó?
Mais tarde, a verdade dos factos mostrou-se diferente. Afinal, o B. tinha sido, isso sim, apanhado em flagrante a comer, não uma, mas duas gajas no próprio leito conjugal. Enchi-me de orgulho em ter um amigo destes, peguei no telemóvel e liguei a dar-lhe os parabéns.
É claro que o B. foi estúpido porque deixou-se apanhar. Toda a gente sabe que é perigoso e que não se deve praticar sexo em casa. Se não ensinam esta importante verdade na escola aos jovens, no mínimo devia ser obrigatório passar uma legenda na televisão quando dão filmes com cenas de sexo a avisar para não se imitar aquilo em casa, como fazem quando mostram cenas perigosas praticadas por duplos do cinema.
O que as pessoas julgam ser sexo comum praticado em casa, na verdade é o mero cumprimento dum contrato matrimonial, naquele ponto muito específico que na prática se traduz em a esposa abrir as pernas para que o marido a penetre nas noites de sábado, numa fracção de tempo que varia entre os 3 e os 15 minutos, conforme a idade. E nada mais.
A razão pela qual as pessoas casadas ou comprometidas "pulam a cerca" é que o sexo, quando praticado de forma ilegal, imoral ou simplesmente condenado pela igreja, sabe muito melhor. É como comer fora de casa e experimentar um prato novo, em vez da pizza congelada aquecida no microondas. Claro que o prazer resultante, duma eventual "facadinha no matrimónio" varia proporcionalmente à capacidade da pessoa em conviver com esse pequeno embuste, eis o preço que se paga. Aquele que não tiver estômago para tal, que fique quieto. Quem seja escravo da verdade e der cabo do arranjinho ou mesmo do próprio casamento, indo confessar à cara-metade a cruel verdade de que lhe pôs os cornos, merece uma boa dose de sofrimento. É o mal dos tempos modernos porque isto nem sempre foi assim, antigamente era aceite e pacífico que além da esposa o marido podia ter uma ou várias amantes. Mas hoje, fruto das manobras do "tal Lobby", a verdade é que tem de prevalecer.
Para os portugueses deixou de haver margem para o sonho e para a fé. Não acreditamos em nada senão na verdade. No século XX, três pastorinhos afirmaram que viram uma senhora muito brilhante a voar e o país inteiro acreditou; hoje um gajo diz que é Engenheiro e há logo uma série de tipos que duvidam firmemente.
A verdade tiraniza-nos, essa é que é a verdade. De todos lados nos pressionam com doses brutais de verdade: ele é o falar verdade, a verdade desportiva, o cinema verdade, a verdade do toureio. Bolas, que tanta verdade até parece mentira.
Vocês acham que a mim me interessa a verdade dos penaltis que o Lucílio marca ? 7 milhões de portugueses querem é que o Benfica ganhe, o resto é treta. Que se lixe a verdade desportiva e a verdade dos défices orçamentais. Eu quero é vitórias.
Vocês acham que se fosse a verdade, jornalistas, cineastas, políticos e mágicos governavam a vida ?
Para já não falar nas putas. Vai uma na rua com mamas de silicone e dizem vocês, eh pá, não são verdadeiras não prestam. É que dizem mesmo.
No fundo, as mulheres, todas elas, são é muito espertas. De nós, homens, exigem a verdade e vai-se a ver, elas são mamas falsas, unhas falsas, loiras falsas, orgasmos falsos, tudo falso, tudo mentira.
(...)
Mas por mim que se lixe a verdade, eu amo as mulheres de qualquer maneira, mesmo que me mintam É como diz o outro: engana-me que eu gosto.

Etiquetas: , , , , , , ,

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Hoje vou gabar-me.

Quem me conhece sabe que sou um indivíduo discreto pouco amigo de me gabar, mas hoje terei de abrir uma excepção. A minha catraia mais nova acaba de me deixar babado porque teve nota máxima nas provas de aferição do 4º ano ("AA" ou qualquer coisa assim). Mas isto só porque é menina, é claro que se fosse um puto, queria lá saber das notas dele na escola, o meu sonho é que fosse avançado nos infantis do Barreirense e a seguir fosse evoluindo até ser vendido aos 18 anos ao Benfica (caso não estivessem falidos) e depois transferido para o Real de Madrid por mais de 100 milhões. Mas isto já sou eu a divagar, o que importa é que a Soninha nos encheu de orgulho cá em casa. Se continuar boa aluna, com sorte talvez consiga licenciar-se e depois ser professora.

Etiquetas: ,

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O ladrão de Livros

A Fronteira do Caos Editores e o autor convidam Vossa Excelência para a sessão de lançamento do livro, O Ladrão de Livros da autoria de Carlos J. Barros, a ter lugar no próximo dia 25 de Abril pelas 18 horas, na Livraria Alêtheia. A apresentação pública do livro será da responsabilidade de Paulino Coelho.


Eu - Barradas, não podes ir ao lançamento do livro do Carlos.
Ele - Mas porquê ? Aposto que há comes e bebes à borliú.
Eu - Não insistas.
Ele - E a gaja da capa, tu já a viste ?
Eu - Sim, é gira. Mas trata-se dum modelo, não vai lá estar.
Ele - Não percebo. Se não é para comer à pala, nem sacar gajas, então para que serve o lançamento dum livro ?
Eu - É uma espécie de lançamento do peso, mas com livros. Serve para ver quem lança mais longe.
Ele - Isso é mentira. Trata-se dum convívio, tu só não vais porque a Mekinha não te deixa e depois tens ciúmes que eu vá.
Eu - Não vou porque aquilo não é ambiente para nós. Vão lá estar intelectuais e gajos a falar do livro. É pior que ir à missa, em dois minutos iamos estar a dormir na cadeira. E olha que tu ressonas.
Ele - Na volta é um livro interessante, do que é que fala ?
Eu - Não li, mas parece que o Carlos, na juventude, andava no gamanço de livros.
Ele - No gamanço andavas tu, meu cabrão. Se não leste o livro não sabes. Aposto que nem sequer conheces o rapaz.
Eu - Agora é que acertaste. Realmente nunca o vi, nem mais gordo, nem mais magro.
Ele - Então ? Mais uma razão para irmos lá. Se a gente der barraca ninguém nos conhece, não precisas de dizer que és o Bino. Aposto que há comida, nem que seja uns salgadinhos.
Eu - Barradas, tu não tens nível intelectual para ir àquilo. Eu próprio quase não percebo nada do que o gajo escreve.
Ele - Escreve em estrangeiro ?
Eu - Em português. Mas é assim duma forma sensível, que parece poesia, só que escrito em prosa. Percebes ?
Ele - Não.
Eu - Pois, eu também não.
Ele - Mas ele escreve de forma sensível como ?
Eu - Oh pá, escreve... sei lá... escreve quase como se fosse uma gaja.
Ele - Será que é uma gaja ? Afinal, não o conheces.
Eu - Já vi fotografias, é um gajo. Mas é um gajo que escreve com sensibilidade poética.
Ele - Quero ir ao lançamento, preciso duma dose de sensibilidade. A minha Maria está sempre a dizer-me que sou um machista insensível.
Eu - Não podes.
Ele - Porquê ?
Eu - A sensibilidade num degenerado como tu pode ter efeitos colaterais perigosos. Chegavas a casa e ainda pedias à Maria que te enfiasse um dedo no cu.
Ele - Portanto, não vamos.
Eu - Exacto ! Não vais.

Etiquetas: , ,

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sexo divino

Já sabemos que os anjos não têm sexo, mas ponham-se no lugar de Deus. E então ? Eu cá, se fosse Deus, garanto-vos que tinha sexo e não seria pouco. Havia de ser sempre a bombar, com gajas no mínimo tão boas como as que costumo engatar e um instrumento sexual em nada inferior ao meu André.
Obviamente que, de entre os dois sexos, o feminino seria de longe aquele que eu mais iria favorecer. As mulheres seriam, portanto, os seres humanos mais inteligentes, a dominar o mundo e, como é fácil de ver, sem ponta de celulite, gordura, estrias ou porra que lhes estragasse a beleza.
Aliás, não sei se alguma vez vos disse, mas eu não gosto de homens. Nem sequer tenho amigos, o que tenho é amigas... muitas. Ter amor aos homens, convenhamos que é um bocado abichanado.
Ah e nada de padres, só sacerdotizas e boazonas.

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sobre o Autor

Bino Coutinho D'Almeida Quintela Mexia, (heterónimo) terá nascido em 1962. De origem misteriosa, Cona-da-Mãe (Beira Baixa) é tido como o local provável do seu nascimento.
A sua entrada triunfal e aparatosa no mundo da blogosfera faz-se em 2001 com um blog de assinalável fracasso chamado “Binoculista”.
Fixa-se acidentalmente na leitura de blogs brasileiros sem que os próprios se apercebam. Com eles aprende o estilo da “escola de blogar brasileira”, assente num lirismo fantasista sensual e excelentes templates.
Nessa fase, começa por fazer amizade com o grande Iberê Rodrigues (O maior blogueiro vivo do Brasil). Adopta o nick “Binoc" e funda “O meu problema é sexo”, blog que inexplicavelmente lhe permite ser muito bem recebido pela crítica brasileira e trocar comentários com alguns dos vultos mais notáveis da blogosfera Tupiniquim, entre eles Stickel, Cals, Carriconde, etc.
Binoc decide assumir-se como Bino quando ingressa, para grande desgraça de todos, na blogosfera portuguesa. O ambiente cultural repressivo leva-o a fundar sem êxito assinalável o famoso Blog “Abrupto Sexual”, que apesar do nome nada tem a ver com o conhecido Ambrósio Pina, o que não é de admirar.
De carácter tímido e discreto, trava amizade com várias pessoas cujo nome foi expressamente proibido pelas próprias de revelar aqui (Carlos Barros).
Entretanto publica na net, em sites e blogs obscenos de carácter religioso, perto de duas centenas de estudos científicos versando entre outros temas, ele próprio e o seu umbigo.
Enquanto frequentador habitual da blogosfera lusa, Bino tem cultivado uma lúcida presença no panorama cultural e em defesa da liberdade de expressão revelou-se um polemista esclarecido e desassombrado. O seu pensamento apresenta-se esotérico e heterodoxo para ele próprio e completamente idiota ou mesmo inexistente para os restantes.
Imaginativo, de trabalho principalmente teórico, a sua investigação sobre a sexualidade das betinhas, tem vindo a situar-se na exploração do espaço vazio, partindo de propostas indecentes muito simples, baseadas na gabarolice repetida e utilizando a ausência do corpo como provocação, o que chateia muito.
A classe literária e o bom gosto estético do inimitável “Abrupto Sexual” tem proporcionado a Bino novas experiências na área da queda de visitantes e constitui hoje um exemplo paradigmático na classe dos blogs fracassados que teimam em não acabar. A obtenção de cinco galardões de “pior blog português” e duas aparições em Fátima marcam o momento mais alto na carreira blogosférica de Bino.
Os seus mais recentes escritos, ainda por publicar, auguram-lhe um largo êxito como "o 2º mais insuportável e estúpido dos blogueiros portugueses", categoria em que, aliás, pretende especializar-se.O seu maior sonho é conseguir vencer o Gus Hansen no Poker e ser o Espadinha.

Etiquetas: ,

domingo, 18 de janeiro de 2009

Entrevista Janeiro 2009

Sejamos justos, tivemos em 2008 um Abrupto Sexual muito fraquinho. Que aconteceu Bino ?

o A.S. nunca foi um blog de muitos posts, eu trabalho.

Mas dantes também trabalhava. Será falta de inspiração, cansaço ?

Sou um homem de muitas facetas, tenho-me dedicado a outros projectos.

Quais projectos ?

Não pretendo revelar. Mas entre outras coisas de carácter literário, tenho-me dedicado ao desporto.

Isso é uma grande surpresa. Qual a modalidade desportiva ?

Poker Texas Hold'em.

Mas os jogos de cartas são desporto ?

Não é segredo para ninguém que desde que passei a dedicar-me ao Poker, desde há 4 semanas atrás, este jogo tem vindo a conhecer um tremendo aumento de popularidade. Ao ponto de hoje serem numerosas as transmissões televisivas e se considerar o Poker uma modalidade desportiva, tudo graças à minha pessoa. Penso deixar o mundo da beleza e tornar-me profissional naquela área.

Que pode a blogosfera esperar do Bino em 2009 ?

O mesmo de sempre: o melhor blog português escrito por mim, apenas um pouquinho mais fraco. Talvez publique um video no Youtube, não sei.

Este ano a blogosfera portuguesa completa 10 anos, pretende comemorar ?

Faz 10 anos ? Boa, macaco.

Em tempos, prometeu invadir o blogómetro. Mas não cumpriu, que aconteceu ?

Ainda não desisti. A coisa está em stand by por falta de tempo, mas acho que cada vez mais se justifica uma brincadeira a respeito desse assunto.

Porque diz que se justifica ?

Acho que tempos uma blogosfera que se leva demasiado a sério e perde demasiado tempo com blogs. Só revela que em Portugal há uma certa elite com demasiado tempo livre, para a qual a minha única mensagem é: mais trabalho e menos política.


Receia a crise económica em 2009 ?

Tanto como nos anos anteriores. Portugal está sempre em crise. Dantes a moda eram os comentadores políticos e desportivos, agora surgiram os comentadores económicos. Tecem tremendas previsões para 2009, apesar de nenhum ter previsto a tal crise financeira do último trimestre de 2008. Cada um tenta dizer mais disparates que os demais, se a economia fosse uma doença, um diria que a economia está constipada, outro que tem gripe, a seguir vinha outro a dizer que a economia tem é uma pneumonia, isto enquanto não chegar um qualquer que diga que a economia morreu.

Que prevê então o Bino ?

Aquilo que é fácil. Falar em deflação é um puro disparate, vai continuar a haver o mesmo de sempre: inflação, desemprego, um Portugal pobre e endividado.

Ou seja, nada de novo.

Exacto. Nada de novo. Continuo a ser o blogueiro mais sexy de Portugal.

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Não fomos ao Lux

Sábado, assim tipo 11 e tal da noite, deixei a Mekinha em casa a tomar conta das filhotas e dirigi-me no meu Opel até casa do Barradas. Ele e a mulher têm uma playstation onde cantam Karaoke. Também cantei, mas é claro que levei uma tareia do Barradas e fiquei desconfiado que há-de passar os dias agarrado ao microfone a treinar. Uma colega de trabalho da mulher dele que também estava presente, chamada Vânia, tentou igualmente o karaoke. Deu show. Não que tivesse cantado bem, mas enquanto cantava dançou de maneira tão sensual que nos deixou, a mim e ao Barradas, a salivar da boca.
Atenção ! Quando digo que ela dançou sensualmente, bem, vocês não conhecem a Vânia. Imaginem a Ana Malhoa no seu melhor e a seguir multipliquem a parte do melhor várias vezes: eis a Vânia.
E foi com a imagem da Vânia a cantar Shakira, que eu e o Barradas nos pirámos da casa (mulher) dele e metemos no carro com destino a uma noite de aventura.
Começámos por ir buscar umas amigas do Barradas, que não conhecia, a Setúbal para sairem connosco. Chegámos à cidade do Sado, fomos para os lados da Fonte Nova. O Barradas, assim que estacionei frente à casa delas, ripou do telemóvel para avisar que descessem.
Ficámos no carro à espera. Quando apareceram constatei que eram três e, à medida que caminhavam em direcção a nós, percebi que eram material de alto nível. O cabrão do Barradas tinha-se esmerado na companhia.
Feitas as apresentações, o Barradas tratou de se instalar no banco de trás com duas delas, enquanto a outra não teve outro remédio senão sentar-se ao meu lado. A modos que para dar logo a entender quem é que ia foder com quem.
Começámos por ir para os lados do Feijó, a um bar onde se fuma narguilé. Sentámo-nos na cave, nuns bancos baixinhos e chamámos o empregado. Além do inevitável Licor Beirão para beber, resolvemos experimentar o narguilé versão afrodisíaca.
Enquanto o cachimbo não chegava, fiquei a saber que as nossas amigas eram brasileiras de Minas Gerais.
Confesso que me esqueci dos nomes delas, mas recordo-me que duas eram massagistas e a terceira manicure. Senti alguma dificuldade por parte do Barradas em explicar como é que as tinha conhecido, mas o assunto morreu porque entretanto chegou o cachimbo e dedicámo-nos a mamar no bucal.
O sabor era doce, agradável até, mas fiquei com dúvidas acerca do seu efeito afrodísiaco. Sinceramente, acho que não resultou. Mas pronto, sempre deu para estarmos ali coisa de uma hora entretidos a conversar sobre assuntos banais, tais como sexo em grupo, swing ( troca de casais), bondage, etc.
Entretanto as nossas amigas, sem razão aparente, resolveram começar a beijar-se na boca entre elas, numa espécie de show lésbico. Eu e o Barradas fartámo-nos de rir com a cena. E foi num ambiente descontraído que deixámos o bar rumo às docas em Álcantara.
Porém, nas docas demorámos pouco, o Lux chamava por nós. Ao passarmos pelo Terreiro do Paço, por ter havido nesse dia uma manifestação de professores o trânsito ainda estava cortado, o que dificultava a passagem pelo local. Quando finalmente chegámos ao Lux, havia imensos putos para entrar, numa bicha imensa. Assim não dava. Passámos com o carro por debaixo duma especie de túnel e seguimos em frente, para dentro da zona portuária. Parámos para mijar mesmo junto a um paquete que ali estava atracado e resolvemos bazar para o Kaxaça.
Através da Vasco chegámos rapidamente ao Montijo. A discoteca estava cheia, com um ambiente espactacular. Dançámos toda a noite, quase até cair.
Às 6 e meia da manhã deixámos o local, já clareava o dia. Entre as duas rotundas junto ao Fórum Montijo, a BT da GNR mandava parar todos os automóveis para fazer o teste do álcool. Também fui ao balão, claro. Mas não acusei nada, ahahahahah.
Já na auto-estrada, comecei a pensar na forma como haveríamos, eu e o Barradas, de conseguir papar as brasileiras. Acabados de passar às portagens de Setúbal, olho pelo espelho e verifico o meu amigo a beijar alternadamente as duas gajas lá atrás. Percebi que ía haver mambo.
Surpreendentemente, conforme íamos parando nos semáforos de Setúbal, comecei a olhar melhor para a brasileira que seguia ao meu lado adormecida. Afinal, às luz do dia não era assim tão gira como me pareceu inicialmente. Julguei até, que fosse mais nova. Calculei-lhe perto de trinta anos, mas agora parecia-me mais perto dos cinquenta. Notei-lhe as mamas descaídas, as rugas no rosto e, no geral, talvez pela roupa, um aspecto de puta barata. Aos poucos, sei lá porquê, comecei a lembrar-me da Mequinha e a sentir uma vontade quase irreprimível de correr para casa. A brasileira parecia-me, agora, simplesmente horrorosa. Subitamente oiço um uivo, olhei para trás e percebi que as brasileiras havia acabado de fazer um broche ao Barradas. O banco de trás do meu rico carrinho havia sido conspurcado pelos fluídos seminais daquele cabrão. Deu-me uma fúria, encostei o carro e pus todos na rua. Arranquei de novo, atravessei o traço contínuo e dei meia volta com destino a casa. Pelo retrovisor ainda pude ver o Barradas a correr de punho no ar atrás de mim. Parei. Fiz marcha atrás, ele abriu a porta e sentou-se ofegante, no banco ao meu lado. Arranquei novamente e só lhe disse, não voltas a esporrar-te em nenhum carro meu, percebeste ?

Etiquetas: , , , ,

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ler o futuro

Acabo de ler no JN que Silvester Stallone lê o futuro através do traseiro das pessoas. Ora aqui está uma notícia que não me convence, mas que me faz lembrar uma tipa que há muitos anos conheci no circo, a qual conseguia ler o futuro no órgão sexual das pessoas (porque no traseiro o que ela conseguia ler era o passado).
Parece que ainda estou a vê-la. Quando "leu" a minha "dianteira" vaticinou-me um futuro brilhante no cinema porno. Por acaso falhou a previsão, pois por amor decidi não aproveitar o potencial do meu André para fins económicos. Mas sei de casos em que lendo a traseira de alguns gajos, ela lhes conseguiu desvendar-lhes acertadamente um passado de enrabanço.
De qualquer modo, analisando a "traseira da Europa", será preferível "ler" um passado glorioso na terra e no mar do que prever um futuro de merda, que pelo rumo que as coisas têm levado é a previsão que todos fazem (excepto o governo).

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ciência prova que mulheres gostam de sexo anal.

A ciência acaba de achar a prova que faltava: as mulheres heterossexuais gostam de sexo anal. Uma equipa de cientistas suecos investigou o cérebro humano e descobriu que o cérebro das mulheres heterossexuais é igual ao dos paneleiros ( Está aqui no Diário de Notícias de hoje ). Por outro lado, o mesmo estudo revela que o cérebro de gajos como eu é igual ao das lésbicas. Isto é importante porque me permite compreender a razão pela qual a maior parte dos homens heterossexuais se excitam com a ideia de gajas a enrolarem-se.

Etiquetas: , ,

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Tomate em sangue

Esta manhã estava com a minha Philishave a barbear-me todo nu, como habitualmente. Olhando para as rugas deste meu interessante rosto de aventureiro por momentos tive dúvidas se realmente estarei quase a completar 48 anos. Mirei-me ainda com mais atenção e constatei que o estômago saliente será o principal obstáculo para que eu próprio me considere um jovem sexualmente irresistível. Encolhi a barriga e nesse momento a minha atenção dirigiu-se ainda mais para baixo. Por entre um luxuriante matagal, conhecido por pintelheira, espreitava o meu fiel companheiro de aventuras sexuais, André.
Peguei-lhe pela ponta e puxando-o para um lado e para o outro fui observando os pintelhos à sua volta. Então, num impulso súbito, passei com a máquina da barba a rasar pela pintelheira e aparei tudo quanto era pintelho. Avaliei pelo espelho o resultado e fiquei agradado com o que vi. Sem ter rapado, mas apenas encurtado os pelos, André parecia ter crescido 2 cms e a visão geral era muito mais agradável. Entusiasmado, desejei ir mais longe. Puxei André para cima e dirigi a lâmina da máquina aos colhões. Infelizmente a mão escapou-me e sem querer rocei na pele do meu querido colhão esquerdo. Sangrou um pouco e mesmo agora ainda me arde um bocado. Mesmo assim valeu a pena, com menos mata à volta do André acho que passei a ter entre pernas o aspecto dum actor do cinema porno, embora menos do que o Ron Jeremy.

Etiquetas: , ,

sábado, 12 de abril de 2008

A história de Bino.

Somos uma família numerosa com poucos nomes. O meu pai chama-se Vino, primo de Vino, ambos afilhados de Vino.
Nos anos 50 do século XX, Vino inscreveu-se para trabalhar nos Caminhos de Ferro. Entretanto, mudou de ideias e emigrou para o Brasil. Quando a CP respondeu ao pedido de emprego, o Vino mais novo, aproveitando a circunstância de possuir o mesmo nome* do primo que partira, preencheu a vaga em seu lugar.
Vino tornou-se empregado da CP em Santa Apolónia. Pouco tempo depois adoeceu com uma úlcera no estômago e foi operado. Durante o periodo de convalescença regressou à aldeia natal para uma mais cómoda recuperação.
Luisa era uma jovem de fora que ensinava havia pouco tempo na escola primária da aldeia de Vino. Começou a notar que enquanto dava aulas um estranho passava repetidamente à porta da escola olhando para ela.
Certo dia, ao tentar abrir a porta da sala de aulas, Luisa verificou que alguém tinha introduzido um pau na fechadura. Era necessário um serralheiro que conseguisse abrir a porta. Nas redondezas, o mais parecido que havia com um serralheiro era Ti António, o ferreiro da terra. Mas este não se deslocou ao local, mandou em sua vez o filho mais velho. Quando o jovem Vino chegou à escola para executar a reparação, Luisa reconheceu imediatamente o estranho que costumava fazer-lhe olhinhos.
Vino era de estatura baixa, mas possuia um cabelo magnífico cujo penteado suplantava claramente os seus congéneres mundialmente mais famosos no mesmo estilo, nomeadamente Elvis Presley e James Dean. Como devem calcular, um cabelo destes, só por si, conquistava corações.
Como típico beirão, Vino era de pouquíssimas palavras, mas os seus olhos pequeninos não deixavam margem para dúvidas sobre as suas intenções a respeito de Luisa. Bastou uma carta de Vino e pouco tempo depois começaram a namorar.
A seguir casaram. E desse casamento, uns anos mais tarde, nasceu este que vos escreve - Bino, de nome igual aos meus irmãos. E também de Bino, meu primo e afilhado de Vino, meu pai.
.

*Vino e Vino são duplamente primos pois as suas mães eram irmãs e os seus pais, irmãos. Daí resulta que Vino e Vino tenham o nome completo perfeitamente igual, incluindo naturalmente os apelidos.
P.S. - Nunca se provou que tenha sido Vino quem entalou o pau na fechadura da escola.

Etiquetas: , ,

quinta-feira, 20 de março de 2008

Meias brancas como dantes.

Hoje, como era 5ª feira, tomei banho. Depois, decidi cortar as unhas dos pés, sentado na borda da cama, como é hábito de qualquer homem. Enquanto cortava, tive o cuidado de seguir com o olhar a trajectória percorrida pelos pedaços de unha que iam saltando desde a ponta dos dedos até aos cantos mais remotos do quarto. Finalmente, após o trabalho realizado, fui resgatar os pedaços de unha que se havia espalhado. Terei conseguido encontrar aproximadamente 50% da totalidade, com eles fiz um pequeno monte de unhas que coloquei sobre a mesa de cabeceira. Continuando como é costume os homens fazerem, peguei nos pedaços maiores extraídos do dedo grande de cada pé e observei atentamente.
Vocês não sei, mas comigo costuma suceder-me sentir uma espécie de nostalgia sempre que examino aqueles pedaços de unha que até há instantes faziam parte do meu ser e agora de mim se separaram eternamente. Em que se tranformarão tais pedaços de matéria que transportam os meus preciosos genes ?
E foi hoje, esta manhã, quando observava os meus pedaços de unha que o choque e o horror me invadiram. Em vez de habituais pedacinhos brancos e reluzentes deparei com restos de unha enegrecidos.
Após breve refexão que explicasse o mistério, conclui que a culpa era das peúgas pretas que usei durante os dias do mês passado em que choveu e houve cheias. Andei por ruas inundadas, com água pela canela. As peúgas molhadas tinham debotado tinta negra sobre o branco das minhas preciosas unhas. Maldita hora em que acedi à exigência da Mekinha em deixar-me de meias brancas e passar a usar peúgas pretas.
Bem sei que as meias brancas começam a ficar amarelas e têm que se por na lixívia por causa disso, mas meias pretas não são melhores.
A Mekinha diz que a culpa é minha, por ter comprado meias do "baratilho" no mercado do Pinhal Novo, que se comprasse meias das marcas Lassie ou Ramsés, no Feira Nova já isto não me acontecia...
Ora bolas! Será possivel que um gajo não consiga andar elegante sem ter de gastar uma fortuna em euros ? Bons velhos tempos quando eu comprava barato toda a minha roupa em Ceuta sempre que lá ia de excursão. E ainda trazia uns blusões de cabedal para a malta amiga.

Etiquetas:

terça-feira, 4 de março de 2008

As vagas lembranças de Bino

Não me lembro quem lhe deu o nome, mas quem o escreveu na parede recordo-me que foi o Luís "Berek". Para quem não sabe, a "esquina do Ya meu" fica no Bairro da auto-construção, em Porto Salvo. É a primeira esquina à direita, para quem desce a rua Arantes do Nascimento, a seguir à antiga leitaria do sr. Luís.
Era lá que a malta se juntava.

Etiquetas: , , ,

sábado, 1 de março de 2008

O dia em que me apeteceu terminar o Blog (video)

sábado, 22 de dezembro de 2007

Dedicado ao tio.

O meu tio é a única pessoa da minha família que às vezes visita este blog. Outro dia queixou-se-me de que ultimamente só tenho escrito merda por aqui. A fim de inverter (ou não) tal estado de coisas, aqui fica este post dedicado a ele.

No início da humanidade, antes de as mulheres terem inventado a linguagem oral, os homens comunicavam gestualmente. Fazer um manguito ou um caralhinho com os dedos, são exemplos ainda vivos dessa linguagem de outrora. O motivo pelo qual não desapareceram é óbvio – um gesto pode valer mais do que 1500 palavras.
Mas de todas as formas de comunicação que o homem utiliza, há uma que nem imagens, palavras ou gestos conseguirão substituir com tamanha eficácia quando se trata de insultar ou expressar um estado de alma. Apesar de ser tão velho quanto a humanidade, até hoje não conseguiram inventar nada mais expressivo do que um valente peido.
Sei do que falo pois sou um peidorrento razoável. De manhã, ao levantar, gosto de ir até à casa de banho e mandar um ou dois arrotos rectais. Nada de especial, exceptuando talvez o gozo de saber que me consigo fazer ouvir na casa dos vizinhos até 3 andares acima.
Todavia tenho um familiar que ao pé dele não sou nada. Mais do que produzir peidos memoráveis, ele transforma o acto de soltar gases sonoros pelo cu numa obra de arte de fino recorte.
Quem julgar que o peido é apenas uma expressão de mau gosto ou falta de educação fique ciente de que não possui sensibilidade suficiente para conseguir compreender o que é arte ou mesmo o belo.
O peido é arte quando aquele que o executa tem consciência de estar nesse momento a expressar sentimentos e emoções duma forma que só a melhor pintura renascentista, música barroca e pornografia dos anos 70 conseguem igualar.
Enquanto género de insulto cómico, o peido não tem rival e é precisamente neste campo específico que esse meu familiar peidorrento é genial. Ele domina com incrível talento a sublime arte do insulto através do peido. É um mestre a conjugar a oportunidade do momento, a duração, o timbre, a intensidade e a expressão facial durante a execução dum peido. Um peido dele é de nos levar às lágrimas. Se fosse americano, já estava milionário.
Mas não se pense que é uma forma de arte fácil. O peido desde há muito que é combatido por quem não o compreende. Trata-se duma arte para homens de barba rija e rebeldes. Ao pé do peido, o grafite é uma arte maricas.
Esse meu familiar tem por hábito jogar dominó e cartas no bar da sede do clube recreativo cá da terra. Como é sabido, estamos a falar de jogos em que a componente psicológica é importante quando usada como arma para desmoralizar o adversário.
Pois não tiveram descanso enquanto a direcção do clube não proibiu o meu familiar de se peidar no bar da sede, especialmente durante os jogos. Ao Rodrigues, que adormece a ler o Correio da Manhã e ressona mais alto que a serração do Tonho Pachorrito, não dizem eles nada.
Para evitar chatices no clube, o meu familiar acatou a ordem vinda da direcção. Agora em vez de dar peidos passou a bufar-se, claro. Mas não é a mesma coisa.

Etiquetas: ,