sábado, 12 de setembro de 2009

A razão do meu sucesso no amor

Sobre o amor, estamos de acordo que quem escolhe são as mulheres. Portanto, de nenhuma forma se conquista uma mulher; enquanto um homem se conquista de qualquer forma ( logo não há homens difíceis). Correcto ?
Então que tipo de homens procuram as mulheres ? Bom, as mulheres querem um homem que julguem desejado por outras. Preferem os ricos, os famosos e os poderosos. Em último caso, o marido da amiga.
Os homens que as mulheres preferem têm uma característica particular em comum: são indivíduos que não hesitam em mentir, enganar ou manipular para obter aquilo que desejam (e sexo é algo que os homens desejam muito).
Relativamente às mulheres, desejam este tipo de homens por uma de duas razões: ou querem o dinheiro deles ou, simplesmente, gostam de ser enganadas (e só Deus sabe como vocês adoram que um estupor bem falante vos engane).
Mas atenção que enganar uma mulher é algo que tem de ser bem feito, ascende à categoria de autêntica arte. Assim, no amor, vence o homem que demonstra uma atitude firme, autoconfiante, que se expressa com desenvoltura e age com frieza calculista; em contrapartida perde o tímido, aquele pobre diabo hesitante que gagueja traído pelos seus sentimentos sinceros.
E, sem mais delongas, minhas amigas, termino esta minha explicação sobre as causas do meu sucesso no amor. É exactamente a mesma que faz deste blog um caso ímpar de popularidade entre o público feminino. Vocês adoram que vos minta !

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A verdade, essa puta

A verdade, triste e crua, é que nós, os portugueses, lidamos cada vez mais de forma errada com a verdade. Vivemos obcecados por ela, a ponto de hoje a maioria de nós preferir uma verdade estúpida a uma mentira inteligente. Por exemplo, outro dia um amigo meu (vamos chamar-lhe B.) chegou-se à beira da esposa anunciando-lhe que tinha uma amante e pretendia divorciar-se. Quando me contaram isto, nem queria creditar. O gajo em vez de ter comido a fulana e ficado bem caladinho, teve de revelar a dolorosa verdade, como se a mentira o matasse. Fiquei desiludido. Como era possível ter tido tantos anos, como amigo, tão grande totó?
Mais tarde, a verdade dos factos mostrou-se diferente. Afinal, o B. tinha sido, isso sim, apanhado em flagrante a comer, não uma, mas duas gajas no próprio leito conjugal. Enchi-me de orgulho em ter um amigo destes, peguei no telemóvel e liguei a dar-lhe os parabéns.
É claro que o B. foi estúpido porque deixou-se apanhar. Toda a gente sabe que é perigoso e que não se deve praticar sexo em casa. Se não ensinam esta importante verdade na escola aos jovens, no mínimo devia ser obrigatório passar uma legenda na televisão quando dão filmes com cenas de sexo a avisar para não se imitar aquilo em casa, como fazem quando mostram cenas perigosas praticadas por duplos do cinema.
O que as pessoas julgam ser sexo comum praticado em casa, na verdade é o mero cumprimento dum contrato matrimonial, naquele ponto muito específico que na prática se traduz em a esposa abrir as pernas para que o marido a penetre nas noites de sábado, numa fracção de tempo que varia entre os 3 e os 15 minutos, conforme a idade. E nada mais.
A razão pela qual as pessoas casadas ou comprometidas "pulam a cerca" é que o sexo, quando praticado de forma ilegal, imoral ou simplesmente condenado pela igreja, sabe muito melhor. É como comer fora de casa e experimentar um prato novo, em vez da pizza congelada aquecida no microondas. Claro que o prazer resultante, duma eventual "facadinha no matrimónio" varia proporcionalmente à capacidade da pessoa em conviver com esse pequeno embuste, eis o preço que se paga. Aquele que não tiver estômago para tal, que fique quieto. Quem seja escravo da verdade e der cabo do arranjinho ou mesmo do próprio casamento, indo confessar à cara-metade a cruel verdade de que lhe pôs os cornos, merece uma boa dose de sofrimento. É o mal dos tempos modernos porque isto nem sempre foi assim, antigamente era aceite e pacífico que além da esposa o marido podia ter uma ou várias amantes. Mas hoje, fruto das manobras do "tal Lobby", a verdade é que tem de prevalecer.
Para os portugueses deixou de haver margem para o sonho e para a fé. Não acreditamos em nada senão na verdade. No século XX, três pastorinhos afirmaram que viram uma senhora muito brilhante a voar e o país inteiro acreditou; hoje um gajo diz que é Engenheiro e há logo uma série de tipos que duvidam firmemente.
A verdade tiraniza-nos, essa é que é a verdade. De todos lados nos pressionam com doses brutais de verdade: ele é o falar verdade, a verdade desportiva, o cinema verdade, a verdade do toureio. Bolas, que tanta verdade até parece mentira.
Vocês acham que a mim me interessa a verdade dos penaltis que o Lucílio marca ? 7 milhões de portugueses querem é que o Benfica ganhe, o resto é treta. Que se lixe a verdade desportiva e a verdade dos défices orçamentais. Eu quero é vitórias.
Vocês acham que se fosse a verdade, jornalistas, cineastas, políticos e mágicos governavam a vida ?
Para já não falar nas putas. Vai uma na rua com mamas de silicone e dizem vocês, eh pá, não são verdadeiras não prestam. É que dizem mesmo.
No fundo, as mulheres, todas elas, são é muito espertas. De nós, homens, exigem a verdade e vai-se a ver, elas são mamas falsas, unhas falsas, loiras falsas, orgasmos falsos, tudo falso, tudo mentira.
(...)
Mas por mim que se lixe a verdade, eu amo as mulheres de qualquer maneira, mesmo que me mintam É como diz o outro: engana-me que eu gosto.

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quarta-feira, 25 de março de 2009

Sobre o Autor

Bino Coutinho D'Almeida Quintela Mexia, (heterónimo) terá nascido em 1962. De origem misteriosa, Cona-da-Mãe (Beira Baixa) é tido como o local provável do seu nascimento.
A sua entrada triunfal e aparatosa no mundo da blogosfera faz-se em 2001 com um blog de assinalável fracasso chamado “Binoculista”.
Fixa-se acidentalmente na leitura de blogs brasileiros sem que os próprios se apercebam. Com eles aprende o estilo da “escola de blogar brasileira”, assente num lirismo fantasista sensual e excelentes templates.
Nessa fase, começa por fazer amizade com o grande Iberê Rodrigues (O maior blogueiro vivo do Brasil). Adopta o nick “Binoc" e funda “O meu problema é sexo”, blog que inexplicavelmente lhe permite ser muito bem recebido pela crítica brasileira e trocar comentários com alguns dos vultos mais notáveis da blogosfera Tupiniquim, entre eles Stickel, Cals, Carriconde, etc.
Binoc decide assumir-se como Bino quando ingressa, para grande desgraça de todos, na blogosfera portuguesa. O ambiente cultural repressivo leva-o a fundar sem êxito assinalável o famoso Blog “Abrupto Sexual”, que apesar do nome nada tem a ver com o conhecido Ambrósio Pina, o que não é de admirar.
De carácter tímido e discreto, trava amizade com várias pessoas cujo nome foi expressamente proibido pelas próprias de revelar aqui (Carlos Barros).
Entretanto publica na net, em sites e blogs obscenos de carácter religioso, perto de duas centenas de estudos científicos versando entre outros temas, ele próprio e o seu umbigo.
Enquanto frequentador habitual da blogosfera lusa, Bino tem cultivado uma lúcida presença no panorama cultural e em defesa da liberdade de expressão revelou-se um polemista esclarecido e desassombrado. O seu pensamento apresenta-se esotérico e heterodoxo para ele próprio e completamente idiota ou mesmo inexistente para os restantes.
Imaginativo, de trabalho principalmente teórico, a sua investigação sobre a sexualidade das betinhas, tem vindo a situar-se na exploração do espaço vazio, partindo de propostas indecentes muito simples, baseadas na gabarolice repetida e utilizando a ausência do corpo como provocação, o que chateia muito.
A classe literária e o bom gosto estético do inimitável “Abrupto Sexual” tem proporcionado a Bino novas experiências na área da queda de visitantes e constitui hoje um exemplo paradigmático na classe dos blogs fracassados que teimam em não acabar. A obtenção de cinco galardões de “pior blog português” e duas aparições em Fátima marcam o momento mais alto na carreira blogosférica de Bino.
Os seus mais recentes escritos, ainda por publicar, auguram-lhe um largo êxito como "o 2º mais insuportável e estúpido dos blogueiros portugueses", categoria em que, aliás, pretende especializar-se.O seu maior sonho é conseguir vencer o Gus Hansen no Poker e ser o Espadinha.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Não fomos ao Lux

Sábado, assim tipo 11 e tal da noite, deixei a Mekinha em casa a tomar conta das filhotas e dirigi-me no meu Opel até casa do Barradas. Ele e a mulher têm uma playstation onde cantam Karaoke. Também cantei, mas é claro que levei uma tareia do Barradas e fiquei desconfiado que há-de passar os dias agarrado ao microfone a treinar. Uma colega de trabalho da mulher dele que também estava presente, chamada Vânia, tentou igualmente o karaoke. Deu show. Não que tivesse cantado bem, mas enquanto cantava dançou de maneira tão sensual que nos deixou, a mim e ao Barradas, a salivar da boca.
Atenção ! Quando digo que ela dançou sensualmente, bem, vocês não conhecem a Vânia. Imaginem a Ana Malhoa no seu melhor e a seguir multipliquem a parte do melhor várias vezes: eis a Vânia.
E foi com a imagem da Vânia a cantar Shakira, que eu e o Barradas nos pirámos da casa (mulher) dele e metemos no carro com destino a uma noite de aventura.
Começámos por ir buscar umas amigas do Barradas, que não conhecia, a Setúbal para sairem connosco. Chegámos à cidade do Sado, fomos para os lados da Fonte Nova. O Barradas, assim que estacionei frente à casa delas, ripou do telemóvel para avisar que descessem.
Ficámos no carro à espera. Quando apareceram constatei que eram três e, à medida que caminhavam em direcção a nós, percebi que eram material de alto nível. O cabrão do Barradas tinha-se esmerado na companhia.
Feitas as apresentações, o Barradas tratou de se instalar no banco de trás com duas delas, enquanto a outra não teve outro remédio senão sentar-se ao meu lado. A modos que para dar logo a entender quem é que ia foder com quem.
Começámos por ir para os lados do Feijó, a um bar onde se fuma narguilé. Sentámo-nos na cave, nuns bancos baixinhos e chamámos o empregado. Além do inevitável Licor Beirão para beber, resolvemos experimentar o narguilé versão afrodisíaca.
Enquanto o cachimbo não chegava, fiquei a saber que as nossas amigas eram brasileiras de Minas Gerais.
Confesso que me esqueci dos nomes delas, mas recordo-me que duas eram massagistas e a terceira manicure. Senti alguma dificuldade por parte do Barradas em explicar como é que as tinha conhecido, mas o assunto morreu porque entretanto chegou o cachimbo e dedicámo-nos a mamar no bucal.
O sabor era doce, agradável até, mas fiquei com dúvidas acerca do seu efeito afrodísiaco. Sinceramente, acho que não resultou. Mas pronto, sempre deu para estarmos ali coisa de uma hora entretidos a conversar sobre assuntos banais, tais como sexo em grupo, swing ( troca de casais), bondage, etc.
Entretanto as nossas amigas, sem razão aparente, resolveram começar a beijar-se na boca entre elas, numa espécie de show lésbico. Eu e o Barradas fartámo-nos de rir com a cena. E foi num ambiente descontraído que deixámos o bar rumo às docas em Álcantara.
Porém, nas docas demorámos pouco, o Lux chamava por nós. Ao passarmos pelo Terreiro do Paço, por ter havido nesse dia uma manifestação de professores o trânsito ainda estava cortado, o que dificultava a passagem pelo local. Quando finalmente chegámos ao Lux, havia imensos putos para entrar, numa bicha imensa. Assim não dava. Passámos com o carro por debaixo duma especie de túnel e seguimos em frente, para dentro da zona portuária. Parámos para mijar mesmo junto a um paquete que ali estava atracado e resolvemos bazar para o Kaxaça.
Através da Vasco chegámos rapidamente ao Montijo. A discoteca estava cheia, com um ambiente espactacular. Dançámos toda a noite, quase até cair.
Às 6 e meia da manhã deixámos o local, já clareava o dia. Entre as duas rotundas junto ao Fórum Montijo, a BT da GNR mandava parar todos os automóveis para fazer o teste do álcool. Também fui ao balão, claro. Mas não acusei nada, ahahahahah.
Já na auto-estrada, comecei a pensar na forma como haveríamos, eu e o Barradas, de conseguir papar as brasileiras. Acabados de passar às portagens de Setúbal, olho pelo espelho e verifico o meu amigo a beijar alternadamente as duas gajas lá atrás. Percebi que ía haver mambo.
Surpreendentemente, conforme íamos parando nos semáforos de Setúbal, comecei a olhar melhor para a brasileira que seguia ao meu lado adormecida. Afinal, às luz do dia não era assim tão gira como me pareceu inicialmente. Julguei até, que fosse mais nova. Calculei-lhe perto de trinta anos, mas agora parecia-me mais perto dos cinquenta. Notei-lhe as mamas descaídas, as rugas no rosto e, no geral, talvez pela roupa, um aspecto de puta barata. Aos poucos, sei lá porquê, comecei a lembrar-me da Mequinha e a sentir uma vontade quase irreprimível de correr para casa. A brasileira parecia-me, agora, simplesmente horrorosa. Subitamente oiço um uivo, olhei para trás e percebi que as brasileiras havia acabado de fazer um broche ao Barradas. O banco de trás do meu rico carrinho havia sido conspurcado pelos fluídos seminais daquele cabrão. Deu-me uma fúria, encostei o carro e pus todos na rua. Arranquei de novo, atravessei o traço contínuo e dei meia volta com destino a casa. Pelo retrovisor ainda pude ver o Barradas a correr de punho no ar atrás de mim. Parei. Fiz marcha atrás, ele abriu a porta e sentou-se ofegante, no banco ao meu lado. Arranquei novamente e só lhe disse, não voltas a esporrar-te em nenhum carro meu, percebeste ?

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ler o futuro

Acabo de ler no JN que Silvester Stallone lê o futuro através do traseiro das pessoas. Ora aqui está uma notícia que não me convence, mas que me faz lembrar uma tipa que há muitos anos conheci no circo, a qual conseguia ler o futuro no órgão sexual das pessoas (porque no traseiro o que ela conseguia ler era o passado).
Parece que ainda estou a vê-la. Quando "leu" a minha "dianteira" vaticinou-me um futuro brilhante no cinema porno. Por acaso falhou a previsão, pois por amor decidi não aproveitar o potencial do meu André para fins económicos. Mas sei de casos em que lendo a traseira de alguns gajos, ela lhes conseguiu desvendar-lhes acertadamente um passado de enrabanço.
De qualquer modo, analisando a "traseira da Europa", será preferível "ler" um passado glorioso na terra e no mar do que prever um futuro de merda, que pelo rumo que as coisas têm levado é a previsão que todos fazem (excepto o governo).

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ciência prova que mulheres gostam de sexo anal.

A ciência acaba de achar a prova que faltava: as mulheres heterossexuais gostam de sexo anal. Uma equipa de cientistas suecos investigou o cérebro humano e descobriu que o cérebro das mulheres heterossexuais é igual ao dos paneleiros ( Está aqui no Diário de Notícias de hoje ). Por outro lado, o mesmo estudo revela que o cérebro de gajos como eu é igual ao das lésbicas. Isto é importante porque me permite compreender a razão pela qual a maior parte dos homens heterossexuais se excitam com a ideia de gajas a enrolarem-se.

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Tomate em sangue

Esta manhã estava com a minha Philishave a barbear-me todo nu, como habitualmente. Olhando para as rugas deste meu interessante rosto de aventureiro por momentos tive dúvidas se realmente estarei quase a completar 48 anos. Mirei-me ainda com mais atenção e constatei que o estômago saliente será o principal obstáculo para que eu próprio me considere um jovem sexualmente irresistível. Encolhi a barriga e nesse momento a minha atenção dirigiu-se ainda mais para baixo. Por entre um luxuriante matagal, conhecido por pintelheira, espreitava o meu fiel companheiro de aventuras sexuais, André.
Peguei-lhe pela ponta e puxando-o para um lado e para o outro fui observando os pintelhos à sua volta. Então, num impulso súbito, passei com a máquina da barba a rasar pela pintelheira e aparei tudo quanto era pintelho. Avaliei pelo espelho o resultado e fiquei agradado com o que vi. Sem ter rapado, mas apenas encurtado os pelos, André parecia ter crescido 2 cms e a visão geral era muito mais agradável. Entusiasmado, desejei ir mais longe. Puxei André para cima e dirigi a lâmina da máquina aos colhões. Infelizmente a mão escapou-me e sem querer rocei na pele do meu querido colhão esquerdo. Sangrou um pouco e mesmo agora ainda me arde um bocado. Mesmo assim valeu a pena, com menos mata à volta do André acho que passei a ter entre pernas o aspecto dum actor do cinema porno, embora menos do que o Ron Jeremy.

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sábado, 12 de abril de 2008

A história de Bino.

Somos uma família numerosa com poucos nomes. O meu pai chama-se Vino, primo de Vino, ambos afilhados de Vino.
Nos anos 50 do século XX, Vino inscreveu-se para trabalhar nos Caminhos de Ferro. Entretanto, mudou de ideias e emigrou para o Brasil. Quando a CP respondeu ao pedido de emprego, o Vino mais novo, aproveitando a circunstância de possuir o mesmo nome* do primo que partira, preencheu a vaga em seu lugar.
Vino tornou-se empregado da CP em Santa Apolónia. Pouco tempo depois adoeceu com uma úlcera no estômago e foi operado. Durante o periodo de convalescença regressou à aldeia natal para uma mais cómoda recuperação.
Luisa era uma jovem de fora que ensinava havia pouco tempo na escola primária da aldeia de Vino. Começou a notar que enquanto dava aulas um estranho passava repetidamente à porta da escola olhando para ela.
Certo dia, ao tentar abrir a porta da sala de aulas, Luisa verificou que alguém tinha introduzido um pau na fechadura. Era necessário um serralheiro que conseguisse abrir a porta. Nas redondezas, o mais parecido que havia com um serralheiro era Ti António, o ferreiro da terra. Mas este não se deslocou ao local, mandou em sua vez o filho mais velho. Quando o jovem Vino chegou à escola para executar a reparação, Luisa reconheceu imediatamente o estranho que costumava fazer-lhe olhinhos.
Vino era de estatura baixa, mas possuia um cabelo magnífico cujo penteado suplantava claramente os seus congéneres mundialmente mais famosos no mesmo estilo, nomeadamente Elvis Presley e James Dean. Como devem calcular, um cabelo destes, só por si, conquistava corações.
Como típico beirão, Vino era de pouquíssimas palavras, mas os seus olhos pequeninos não deixavam margem para dúvidas sobre as suas intenções a respeito de Luisa. Bastou uma carta de Vino e pouco tempo depois começaram a namorar.
A seguir casaram. E desse casamento, uns anos mais tarde, nasceu este que vos escreve - Bino, de nome igual aos meus irmãos. E também de Bino, meu primo e afilhado de Vino, meu pai.
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*Vino e Vino são duplamente primos pois as suas mães eram irmãs e os seus pais, irmãos. Daí resulta que Vino e Vino tenham o nome completo perfeitamente igual, incluindo naturalmente os apelidos.
P.S. - Nunca se provou que tenha sido Vino quem entalou o pau na fechadura da escola.

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