quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A verdade, essa puta

A verdade, triste e crua, é que nós, os portugueses, lidamos cada vez mais de forma errada com a verdade. Vivemos obcecados por ela, a ponto de hoje a maioria de nós preferir uma verdade estúpida a uma mentira inteligente. Por exemplo, outro dia um amigo meu (vamos chamar-lhe B.) chegou-se à beira da esposa anunciando-lhe que tinha uma amante e pretendia divorciar-se. Quando me contaram isto, nem queria creditar. O gajo em vez de ter comido a fulana e ficado bem caladinho, teve de revelar a dolorosa verdade, como se a mentira o matasse. Fiquei desiludido. Como era possível ter tido tantos anos, como amigo, tão grande totó?
Mais tarde, a verdade dos factos mostrou-se diferente. Afinal, o B. tinha sido, isso sim, apanhado em flagrante a comer, não uma, mas duas gajas no próprio leito conjugal. Enchi-me de orgulho em ter um amigo destes, peguei no telemóvel e liguei a dar-lhe os parabéns.
É claro que o B. foi estúpido porque deixou-se apanhar. Toda a gente sabe que é perigoso e que não se deve praticar sexo em casa. Se não ensinam esta importante verdade na escola aos jovens, no mínimo devia ser obrigatório passar uma legenda na televisão quando dão filmes com cenas de sexo a avisar para não se imitar aquilo em casa, como fazem quando mostram cenas perigosas praticadas por duplos do cinema.
O que as pessoas julgam ser sexo comum praticado em casa, na verdade é o mero cumprimento dum contrato matrimonial, naquele ponto muito específico que na prática se traduz em a esposa abrir as pernas para que o marido a penetre nas noites de sábado, numa fracção de tempo que varia entre os 3 e os 15 minutos, conforme a idade. E nada mais.
A razão pela qual as pessoas casadas ou comprometidas "pulam a cerca" é que o sexo, quando praticado de forma ilegal, imoral ou simplesmente condenado pela igreja, sabe muito melhor. É como comer fora de casa e experimentar um prato novo, em vez da pizza congelada aquecida no microondas. Claro que o prazer resultante, duma eventual "facadinha no matrimónio" varia proporcionalmente à capacidade da pessoa em conviver com esse pequeno embuste, eis o preço que se paga. Aquele que não tiver estômago para tal, que fique quieto. Quem seja escravo da verdade e der cabo do arranjinho ou mesmo do próprio casamento, indo confessar à cara-metade a cruel verdade de que lhe pôs os cornos, merece uma boa dose de sofrimento. É o mal dos tempos modernos porque isto nem sempre foi assim, antigamente era aceite e pacífico que além da esposa o marido podia ter uma ou várias amantes. Mas hoje, fruto das manobras do "tal Lobby", a verdade é que tem de prevalecer.
Para os portugueses deixou de haver margem para o sonho e para a fé. Não acreditamos em nada senão na verdade. No século XX, três pastorinhos afirmaram que viram uma senhora muito brilhante a voar e o país inteiro acreditou; hoje um gajo diz que é Engenheiro e há logo uma série de tipos que duvidam firmemente.
A verdade tiraniza-nos, essa é que é a verdade. De todos lados nos pressionam com doses brutais de verdade: ele é o falar verdade, a verdade desportiva, o cinema verdade, a verdade do toureio. Bolas, que tanta verdade até parece mentira.
Vocês acham que a mim me interessa a verdade dos penaltis que o Lucílio marca ? 7 milhões de portugueses querem é que o Benfica ganhe, o resto é treta. Que se lixe a verdade desportiva e a verdade dos défices orçamentais. Eu quero é vitórias.
Vocês acham que se fosse a verdade, jornalistas, cineastas, políticos e mágicos governavam a vida ?
Para já não falar nas putas. Vai uma na rua com mamas de silicone e dizem vocês, eh pá, não são verdadeiras não prestam. É que dizem mesmo.
No fundo, as mulheres, todas elas, são é muito espertas. De nós, homens, exigem a verdade e vai-se a ver, elas são mamas falsas, unhas falsas, loiras falsas, orgasmos falsos, tudo falso, tudo mentira.
(...)
Mas por mim que se lixe a verdade, eu amo as mulheres de qualquer maneira, mesmo que me mintam É como diz o outro: engana-me que eu gosto.

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domingo, 4 de fevereiro de 2007

Orgulho em ser Homem

Há um programa de rádio, na antena 3, chamado “Prova oral”, talvez conheçam. Um dia destes foram à “Prova oral” 5 homens, dizer o que pensam sobre as mulheres. Gostei de os ouvir, acho que falaram bem.
Por essa razão é que eu não fui convidado para ser o 6º elemento dessse grupo de 5 homens. É que eu, sobre as mulheres, só tenho um pensamento – foder. E isso, para uma hora de rádio, é curto.
No fundo, sobre mulheres não sei nada com interesse para se dizer publicamente. Sou como aqueles jogadores de futebol geniais no relvado, mas que depois nas entrevistas só dizem banalidades.
Portanto, no que toca a mulheres, após ter conhecido a Mekinha só sei dizer é que as mulheres são umas criaturas maravilhosas e óptimas para se fazer amor com elas (mais que isto é poesia, ou então... ménage).
Por vezes oiço pessoas a falar sobre assuntos relacionados com o sexo de forma absolutamente fascinante. Mas também há quem não se poupe em disparates.
Por exemplo, agora andam por aí imensas gajas só a dizer mal dos homens. Escrevem blogues, publicam livros, assinam artigos de opinião e até dão entrevistas, sempre a dizerem mal dos homens. E os media acham graça aos disparates, dão destaque a essas gajas.
É uma moda estúpida que já começa a irritar-me.
Elas costumam falar em termos abstractos e gerais, como se em Portugal as mulheres andassem todas desiludidas com a malta. O que é absolutamente falso e uma tremenda injustiça.
Normalmente costumam afirmar que nós, os homens, somos machistas e que não conseguimos satisfazê-las na cama. Que a maioria das mulheres não atinge o orgasmo, que não nos esforçamos nos preliminares, que só queremos ir-lhes ao cu, etc.
Pois bem, das muitas acusações que nos fazem só admito ser culpado de duas. Sim, é verdade que sou tarado por sexo anal. Sim, é verdade que eu, com duas gajas na cama, é uma coisa espectacular sonhada por muita gente. Mas tudo o resto é falso, absolutamente mentira.
Mas elas próprias sabem que é mentira. Na realidade, essas mulheres que se queixam dos homens são apenas gajas mal fodidas que tentam apresentar de forma abstracta, os seus tristes casos pessoais muito concretos.
Em vez de gritarem, “PORRA !!! NÃO CONSIGO VIR-ME”, (podendo ser que conseguissem ajuda especializada) optam por inventar histórias, apresentar falsas estatísticas e falar do ponto G, como se realmente ele existisse.
Pois eu acho que é meu dever denunciar esta situação, esta autêntica cabala. Há que avisar a rapaziada, especialmente os mais novos, que devemos recusar este tipo de pressão sobre a nossa perfomance sexual. Nós, machos lusitanos de hoje, continuamos a ser os garanhões que sempre foi tradição haver em Portugal.
O homem português, modéstia à parte, constitui uma maravilha genética que vem apetrechado de série com o seu famoso instrumento, conhecido por caralho (caralhão, no meu caso).
O caralho português, distingue-se dos restantes pelo seu tamanho avantajado (falo por mim) e pelas suas infalíveis erecções, visando satisfazer a dama mais exigente ( ou mesmo várias).
É evidente que existem casos excepcionais de homens portugueses que falharam o seu destino de machos. Mas tratam-se de excepções que confirmam a regra. Intelectuais, betinhos e paneleiros há em todos os países.
Portanto, homens, há que recusar histerismos, lesbianismos, anti-machismos e toda a espécie de paneleirismos que visam denegrir a nossa imagem de machos.
Somos homens e temos orgulho em sê-lo. Desejar que fôssemos diferentes, seria querer que deixássemos de ser o que realmente somos – homens.
E para essa merda, comigo não contem. Fodam-se.

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