sábado, 19 de agosto de 2006

Barradas e Muralha ( Parte 1 )

Um dia, ainda hei-de escrever as aventuras de Barradas e Muralha *, os dois gémeos filhos de pai diverso.
Confusos ? A explicação é fácil. Barradas e Muralha nasceram após a mãe deles ter enveredado por novas experiências sexuais ( no caso, ménage a trois com dois homens, Barradas e Muralha seniores).
Bem vistas as coisas, Barradas e Muralha tiveram sorte, pois os seus apelidos são correntes. Já do mesmo não se pode gabar Fam-Fam, a irmã mais nova.
Na verdade Fam-Fam corresponde às iniciais de Forcados Amadores de Mouriscas (pegaram duas vezes).
Barradas e Muralha foram separados à nascença e, apesar de gémeos, nunca deveriam ter-se conhecido, muito menos tornado amigos. Mas quis a desgraça que em 69, Daniel, um rapaz da terra, morresse na guerra do ultramar e aqueles dois fossem ao funeral. Na missa de corpo presente, realizada na igreja da aldeia onde Daniel nascera, Barradas e Muralha ficaram sentados casualmente na mesma fila. Ambos com oito anos, só ali estavam porque tinham sido levados, contra vontade, pela mãe adoptiva de um e a tia solteirona de outro. Durante a missa, Barradas e Muralha conseguiram subtrair-se à vigilância familiar e foram esconder-se a fumar e jogar às cartas, sentados nas escadas da torre da igreja. O entendimento entre ambos foi perfeito. Estava destinado que a partir daquele dia, Barradas e Muralha mais do que amigos, se tornassem inseparáveis, qual irmãos gémeos devem ser.
Felizmente para nós, Barradas e Muralha viviam em diferentes paises, pelo que apenas eram inseparáveis quando estavam juntos (ou seja, em Agosto, nas férias).
(ameaço continuar)

* Nomes fictícios para esconder a identidade do Bambino e do Ordoñez.

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