Quinta-feira, Junho 18, 2009

Hoje vou gabar-me.

Quem me conhece sabe que sou um indivíduo discreto pouco amigo de me gabar, mas hoje terei de abrir uma excepção. A minha catraia mais nova acaba de me deixar babado porque teve nota máxima nas provas de aferição do 4º ano ("AA" ou qualquer coisa assim). Mas isto só porque é menina, é claro que se fosse um puto, queria lá saber das notas dele na escola, o meu sonho é que fosse avançado nos infantis do Barreirense e a seguir fosse evoluindo até ser vendido aos 18 anos ao Benfica (caso não estivessem falidos) e depois transferido para o Real de Madrid por mais de 100 milhões. Mas isto já sou eu a divagar, o que importa é que a Soninha nos encheu de orgulho cá em casa. Se continuar boa aluna, com sorte talvez consiga licenciar-se e depois ser professora.

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Sábado, Maio 09, 2009

Música italiana dos anos 60.

E agora, numa portentosa demonstração dos meus conhecimentos de música italiana dos anos 60, aqui vos trago uma pequena colecção de exemplos encontrados no Youtube. Escolhi Peppino di Capri, Mina, Gianni Morandi, Salvatore Adamo e ainda mais uns quantos.
Que mais posso dizer ? Sou um romântico !

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Sexta-feira, Abril 24, 2009

O ladrão de Livros

A Fronteira do Caos Editores e o autor convidam Vossa Excelência para a sessão de lançamento do livro, O Ladrão de Livros da autoria de Carlos J. Barros, a ter lugar no próximo dia 25 de Abril pelas 18 horas, na Livraria Alêtheia. A apresentação pública do livro será da responsabilidade de Paulino Coelho.


Eu - Barradas, não podes ir ao lançamento do livro do Carlos.
Ele - Mas porquê ? Aposto que há comes e bebes à borliú.
Eu - Não insistas.
Ele - E a gaja da capa, tu já a viste ?
Eu - Sim, é gira. Mas trata-se dum modelo, não vai lá estar.
Ele - Não percebo. Se não é para comer à pala, nem sacar gajas, então para que serve o lançamento dum livro ?
Eu - É uma espécie de lançamento do peso, mas com livros. Serve para ver quem lança mais longe.
Ele - Isso é mentira. Trata-se dum convívio, tu só não vais porque a Mekinha não te deixa e depois tens ciúmes que eu vá.
Eu - Não vou porque aquilo não é ambiente para nós. Vão lá estar intelectuais e gajos a falar do livro. É pior que ir à missa, em dois minutos iamos estar a dormir na cadeira. E olha que tu ressonas.
Ele - Na volta é um livro interessante, do que é que fala ?
Eu - Não li, mas parece que o Carlos, na juventude, andava no gamanço de livros.
Ele - No gamanço andavas tu, meu cabrão. Se não leste o livro não sabes. Aposto que nem sequer conheces o rapaz.
Eu - Agora é que acertaste. Realmente nunca o vi, nem mais gordo, nem mais magro.
Ele - Então ? Mais uma razão para irmos lá. Se a gente der barraca ninguém nos conhece, não precisas de dizer que és o Bino. Aposto que há comida, nem que seja uns salgadinhos.
Eu - Barradas, tu não tens nível intelectual para ir àquilo. Eu próprio quase não percebo nada do que o gajo escreve.
Ele - Escreve em estrangeiro ?
Eu - Em português. Mas é assim duma forma sensível, que parece poesia, só que escrito em prosa. Percebes ?
Ele - Não.
Eu - Pois, eu também não.
Ele - Mas ele escreve de forma sensível como ?
Eu - Oh pá, escreve... sei lá... escreve quase como se fosse uma gaja.
Ele - Será que é uma gaja ? Afinal, não o conheces.
Eu - Já vi fotografias, é um gajo. Mas é um gajo que escreve com sensibilidade poética.
Ele - Quero ir ao lançamento, preciso duma dose de sensibilidade. A minha Maria está sempre a dizer-me que sou um machista insensível.
Eu - Não podes.
Ele - Porquê ?
Eu - A sensibilidade num degenerado como tu pode ter efeitos colaterais perigosos. Chegavas a casa e ainda pedias à Maria que te enfiasse um dedo no cu.
Ele - Portanto, não vamos.
Eu - Exacto ! Não vais.

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Sexta-feira, Abril 17, 2009

Sexo divino

Já sabemos que os anjos não têm sexo, mas ponham-se no lugar de Deus. E então ? Eu cá, se fosse Deus, garanto-vos que tinha sexo e não seria pouco. Havia de ser sempre a bombar, com gajas no mínimo tão boas como as que costumo engatar e um instrumento sexual em nada inferior ao meu André.
Obviamente que, de entre os dois sexos, o feminino seria de longe aquele que eu mais iria favorecer. As mulheres seriam, portanto, os seres humanos mais inteligentes, a dominar o mundo e, como é fácil de ver, sem ponta de celulite, gordura, estrias ou porra que lhes estragasse a beleza.
Aliás, não sei se alguma vez vos disse, mas eu não gosto de homens. Nem sequer tenho amigos, o que tenho é amigas... muitas. Ter amor aos homens, convenhamos que é um bocado abichanado.
Ah e nada de padres, só sacerdotizas e boazonas.

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Quarta-feira, Março 25, 2009

Sobre o Autor

Bino Coutinho D'Almeida Quintela Mexia, (heterónimo) terá nascido em 1962. De origem misteriosa, Cona-da-Mãe (Beira Baixa) é tido como o local provável do seu nascimento.
A sua entrada triunfal e aparatosa no mundo da blogosfera faz-se em 2001 com um blog de assinalável fracasso chamado “Binoculista”.
Fixa-se acidentalmente na leitura de blogs brasileiros sem que os próprios se apercebam. Com eles aprende o estilo da “escola de blogar brasileira”, assente num lirismo fantasista sensual e excelentes templates.
Nessa fase, começa por fazer amizade com o grande Iberê Rodrigues (O maior blogueiro vivo do Brasil). Adopta o nick “Binoc" e funda “O meu problema é sexo”, blog que inexplicavelmente lhe permite ser muito bem recebido pela crítica brasileira e trocar comentários com alguns dos vultos mais notáveis da blogosfera Tupiniquim, entre eles Stickel, Cals, Carriconde, etc.
Binoc decide assumir-se como Bino quando ingressa, para grande desgraça de todos, na blogosfera portuguesa. O ambiente cultural repressivo leva-o a fundar sem êxito assinalável o famoso Blog “Abrupto Sexual”, que apesar do nome nada tem a ver com o conhecido Ambrósio Pina, o que não é de admirar.
De carácter tímido e discreto, trava amizade com várias pessoas cujo nome foi expressamente proibido pelas próprias de revelar aqui (Carlos Barros).
Entretanto publica na net, em sites e blogs obscenos de carácter religioso, perto de duas centenas de estudos científicos versando entre outros temas, ele próprio e o seu umbigo.
Enquanto frequentador habitual da blogosfera lusa, Bino tem cultivado uma lúcida presença no panorama cultural e em defesa da liberdade de expressão revelou-se um polemista esclarecido e desassombrado. O seu pensamento apresenta-se esotérico e heterodoxo para ele próprio e completamente idiota ou mesmo inexistente para os restantes.
Imaginativo, de trabalho principalmente teórico, a sua investigação sobre a sexualidade das betinhas, tem vindo a situar-se na exploração do espaço vazio, partindo de propostas indecentes muito simples, baseadas na gabarolice repetida e utilizando a ausência do corpo como provocação, o que chateia muito.
A classe literária e o bom gosto estético do inimitável “Abrupto Sexual” tem proporcionado a Bino novas experiências na área da queda de visitantes e constitui hoje um exemplo paradigmático na classe dos blogs fracassados que teimam em não acabar. A obtenção de cinco galardões de “pior blog português” e duas aparições em Fátima marcam o momento mais alto na carreira blogosférica de Bino.
Os seus mais recentes escritos, ainda por publicar, auguram-lhe um largo êxito como "o 2º mais insuportável e estúpido dos blogueiros portugueses", categoria em que, aliás, pretende especializar-se.O seu maior sonho é conseguir vencer o Gus Hansen no Poker e ser o Espadinha.

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