terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

O Bino morreu.

Sem que nada o fizesse prever, Bino deixou uma breve nota de suicídio e desapareceu. Barradas sustenta a esperança de que o amigo de sempre não tenha morrido, “não há cadáver, talvez tenha ido só alistar-se na legião estrangeira”.
Apesar de 2009 ter sido o pior ano da sua vida, Bino andava contente e muito esperançado no seu futuro, não tinha motivos para se matar.
Talvez a crescente confusão entre o gajo que escreve este blog e o próprio Bino se tenha tornado incómoda, ou talvez faça parte do plano de regeneração. A verdade é que o Bino partiu sem sabemos porquê se algum dia regressará. Barradas garante que sim, “o Bino já foi Ab_Michelo, Binoculista e Binoc, talvez regresse com outro nome e num outro blog, mas decerto não deixará de contactar os amigos, sejam reais ou virtuais. Quem estiver atento perceberá que é ele, descansem. O Bino há-de voltar numa manhã de nevoeiro”.

quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

Entrevista de 2009

Como é habitual nesta época do ano aqui estamos para entrevistar o blogueiro mais sexy da internet portuguesa.
-Bino, que tal o ano de 2009?
-Uma merda…
-Também foi atingido pela crise?
-Sim, especialmente pela crise dos 40.
-E que reflexos teve a crise na sua vida?
-Um efeito devastador, mas ao mesmo tempo positivo porque vai servir para me regenerar enquanto homem.
-Podemos então dizer que vamos ter um novo Bino?
-Exacto. Sinto-me um novo homem, 2010 será o ano da construção do Bino do séc. XXI.
-O que espera do ano que vem aí?
-Tudo!!! E quando digo tudo, é mesmo tudo!!! Repare que acaba uma década e começa outra.
-E que previsões faz da nova década que entra?
-Na minha idade é possível que a próxima década me traga 1 AVC, 1 cancro nos intestinos ou na próstata e ainda uma ou mesmo duas unhas encravadas. Mas porém não deixo de estar profundamente optimista. A próxima década, tenho a certeza, vai-me trazer extrema riqueza, fama e sexo em abundância.
-E relativamente à blogosfera?
-Precisamente. Continuo à espera que este blog me traga extrema riqueza, fama e sexo em abundância.
-Mas após 8 anos de blog, ainda não perdeu a esperança?
-Olhe, o mal é isto ser um blog português. Se fosse na América ou eu fosse um gajo com apoios já estava rico e farto de foder.
-Mas que apoios poderia ter?
-Apoio de gajas boas. Se gajas boas me dessem apoio eu já teria tido sucesso. Falo ao nível sexual, claro está.
-E tinham que ser mesmo boas?
-Bem visto. Na realidade não, bastava que não fossem feministas, nem travestis.
-Bino, você é um bocado tarado, não acha?
-Pelo contrário. Sou um dos raros portugueses da actualidade que não renega a sua condição de macho. Quero sexo, nasci para copular.
-O que prefere? Sexo ou dinheiro?
-Eu com dinheiro tenho todo o sexo que quiser, portanto prefiro dinheiro.
-Mas este blog não rende dinheiro?
-Pois, infelizmente não. Esta malta da internet nem à borla aqui entram, quanto mais a pagar.
-E que tal o Bino pensar em trabalhar?
-Eu trabalho, mas justamente porque não penso, se pensasse não trabalhava. Que neste país o fruto do trabalho vai todo para impostos e transportes.
-Mas não gosta do seu trabalho?
-Adoro! Estou no ramo da moda e da beleza feminina. É incrível. Viaja-se pelo mundo todo. Há quinze fui a Barcelona e na semana que vem sou capaz de ir à Azambuja. Tudo em trabalho.
-Bino, estamos a terminar a entrevista. Alguma mensagem para os leitores?
-Sim, claro. Tenham um bom ano 2010.
-Só isso?
-E já não é pouco.

domingo, 20 de Dezembro de 2009

Já alguma vez vos disse que escrever este blog e poder chegar a vocês, foi das coisas mais fixes da minha vida ?
É verdade.

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Isto deve ser um problema na cabeça

Estou a passar uma fase na minha vida sem paralelo. Tudo é novo, tudo muda de um dia para o outro, nada é certo e não consigo adivinhar o que vai acontecer amanhã.
Devia andar de rastos, triste e deprimido. Mas não. Sinto-me feliz sem saber porquê. Com um optimismo em relação ao futuro para o qual não consigo, racionalmente, encontrar qualquer fundamento. Tudo vai dar certo, tenho a certeza.
Um dia conto-vos a minha vida.

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domingo, 22 de Novembro de 2009

Jorge Ferreira

Foi com grande surpresa e comoção que recebi a notícia da morte de Jorge Ferreira, pois não tinha conhecimento da sua doença.
Muitos destacarão o político, o professor ou o advogado que foi. Mas eu, sobre Jorge Ferreira, prefiro evidenciar o grande blogueiro que também foi.
Jorge Ferreira, autor do blog Tomar Partido, impressionava-me sobretudo por dois motivos: a regularidade praticamente diária com que postava e a forma generosa com que linkava outros blogs.
Como todos sabem, alguns blogueiros, devido ao facto de serem figuras públicas (às vezes nem isso) julgam-se pertencentes a uma espécie de aristocracia blogosférica. E em conformidade com esse estatuto, apenas linkam, referem ou reconhecem aqueles que julgam igualmente pertencentes a essa espécie de 1ª divisão da blogosfera. Mas Jorge Ferreira não era desses, muito pelo contrário. Não obstante ser quem era, o Jorge tratava com igualdade a plebe blogosférica e isso fazia dele um blogueiro singularmente generoso. Confesso que, há uns anos atrás, através do "Binoculista" trocámos links sem que eu fizesse a mínima ideia que aquele Jorge Ferreira era "o" Jorge Ferreira...

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Beleza natural.

1- Peso: 63,8 Kg esta manhã, em jejum (há muitos anos que não pesava tão pouco).
2- Tomates: devidamente depilados (graças à eficácia duma pinça Dovo 2,5" de bicos oblíquos).
3- Pintelheira: aparada e o André parece 2cm mais longo (Máquina Philishave).
4- Cintura: 97 cm (o pormenor menos agradável do meu atraente corpinho).
5- Pernas: ainda não estou mentalizado para depilá-las. O Barradas faz essa merda e jura que quando roça as pernas uma na outra tem a sensação de estar a empernar com uma gaja (isso a mim dáva-me tesão).
6- Tronco: pêlos desbastados (já não pareço um macaco).
7- Axilas: pêlos desbastados e muito desodorizante.
8- Costas: preciso depilar (mas estou longe de parecer o Tony Ramos, ok ?)
9- Cabelo: cortado ontem, bem rentinho. Patilhas aparadas.
10- Sobrolhos: aparados na direcção do nariz (pinça Dovo).

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quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Ser ou não ser, gostar ou não gostar.

Imaginem que estão a ver o Hi5 dum paneleiro assumido. Na secção das fotos podem vê-lo despido em várias poses sexualmente provocantes. Mas de repente há uma foto em que ele surge com uma vagina de borracha, dessas que se vendem nas sex shops (segundo ouvi dizer). Vocês acham credível um gay gostar de vaginas, ainda que de borracha ?
Ok, isto foi uma suposição. Agora vamos aos factos:
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O Barradas, soube ontem, possui uma página no Hi5 onde se faz passar por mulher lésbica. Naturalmente tem montes de amizades com outras lésbicas.
Tendo eu, por mero acaso, descoberto a password do Hi5 do Barradas (12345) decidi dar uma vista de olhos pelas fotos das suas amigas.
E é justamente aqui que bate o ponto: uma dessas amigas do Barradas apresenta no Hi5 dela uma colecção de fotos verdadeiramente interessante. Mas numa das fotos ela aparece a enfiar um vibrador na vagina. Fiquei na dúvida: será realmente lésbica ?
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Portanto, se entre as muitas pessoas que visitam este blog, houver alguma lésbica que queira dar a sua opinião a propósito desta minha dúvida (gostam as lésbicas de caralhos ?), desde já agradeço.
Relativamente à primeira questão, a dos gays poderem gostar de cona, percebo que seja mais difícil obter resposta, na medida em que este blog não é visitado por paneleiros e eu, na vida real, não tenho amigos desses.
O que tenho são alguns amigos benfiquistas, que é o mais parecido. Saberão eles responder ?

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quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Todos gozam com os portugueses



Depois da Maité, agora isto... hahahaha

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Não vale a pena.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Sou um Guru Sexual

Decepção e repulsa, estas são as palavras que, acredito, melhor descrevem o sentimento de quem entra neste blog pela primeira vez.
Decepção para quem aqui chega através dos motores de busca.
É sabido que punheteiros de todo o mundo aportam a este blog em busca dos melhores videos de sexo existentes na internet. Mas sobretudo videos de sexo anal, com gordas, com ninfomaníacas e com famosas.
Repulsa, é o que normalmente sentem as meninas e senhoras que aqui entram (embora não devessem).
Ao ler os meus humildes pensamentos, qualquer mulher menos avisada facilmente me condena de machista, homem repugnante e ainda outros adjectivos desagradáveis, normalmente atribuidos aos grandes sedutores românticos.
Bem sei que à primeira vista este parece ser um blog estúpido, mas acontece que se trata dum blog destinado a ser lido nas entrelinhas (o que o torna inteligente). Se eu tentasse escrever um blog inteligente (como fazem muitos) isso sim, é que seria estúpido.
Portanto, em vez de decepcionante e repulsivo, diria antes que o Abrupto Sexual é um blog que não parece o que é: um blog que revela a verdadeira alma masculina na sua matriz sexual e sentimental; um blog confessional, filosófico, críptico. Numa palavra: um blog genial !
Resta saber, quem é Bino ? Que tipo de homem será este que digita estas palavras ?
Eu próprio muitas vezes tenho dúvidas. Mas sei que não me engano se disser que sou um homem que ama as mulheres, que as conhece profundamente; um amigo das gajas, um verdadeiro feminista. Aquilo que desejo para as mulheres é o mesmo que desejo para mim (sexo). E se tiverem dúvidas acerca da minha bondade, então que Deus me dê o dobro do "mal" que desejo às mulheres (ménage).
Também há aqueles que me imaginam um tipo com piada e que isto é um blog de humor. Puro engano. Não pretendo ser cómico pela simples razão de que os comediantes são os homens sexualmente mais infelizes do mundo.
Não é possível praticar sexo selvagem, intenso e porco com uma mulher que não consegue parar de rir só porque acha que temos imensa piada. Pessoalmente já tentei e não consegui ser levado a sério (além de não conseguir fazer rir).
No sexo, o melhor papel de macho, aquele que faz as mulheres sentirem um arrepio na espinha e renderem-se ao nosso desejo, corresponde ao estilo dum Humphrey Bogart em "Casablanca"ou dum Daniel Craig em James Bond. Basicamente há que ser viril e sério. Fazer rir uma mulher conduz inevitavelmente a uma relação de amizade homem-mulher onde o sexo está, por definição, excluído. Ora, exceptuando o caso óbvio dos gays essa é uma situação que qualquer homem pretende evitar. Pelo que, desde já quero avisar de que este é um blog filosófico e eu, Bino, sou um Guru sexual.

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quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

O que se passa com as mulheres ?

Dizem elas que nós, os homens, somos tarados. A culpa é delas, que nos inspiram e obrigam a variações.
Vamos começar por aquela a quem chamaremos mulher Zombie. Parece viver em estado catatónico, indiferente ao mundo exterior. Ficamos divididos entre a vontade em chocalhá-la, a ver se acorda, ou enfiar-lhe uma litrada de Red Bull pela boca abaixo (embora eu, pessoalmente, considere que para este tipo de gaja, várias sessões de sexo depravado, com especial ênfase no sexo anal, ainda é o tratamento com a eficácia mais surpreendente).
No outro extremo das classes de mulheres temos a mulher matraca, que se caracteriza basicamente por não conseguir permanecer calada. Está provado cientificamente que o broche, enquanto prática sexual, foi inventado na época do paleolítico (ou até antes) por homens que costumavam copular com este género de mulheres.
Se no caso da mulher Zombie, os movimentos corporais durante o acto sexual são raros e quase sempre de natureza reflexiva (derivado, por exemplo, dumas palmadas no rabo); já no caso da mulher matraca em regra o problema prende-se com movimento a mais. Há quem especule que a prática do Bondage surgiu justamente da necessidade de amenizar tal distúrbio. Se bem que a posição do missionário e a língua na boca delas, em casos menos graves já seja o suficiente para controlar a doença. Sobretudo se o macho pesar mais de 130 Kilos.
No intervalo das duas categorias de mulher anteriormente apresentadas, é possível encontrar a rapazona. Convém desde já diferenciar a rapazona da lésbica. Enquanto a lésbica é aquela fêmea de mente aberta que a gente não desdenharia saltar para a cueca, de preferência junto com a namorada (dela ou nossa); a rapazona é a tipa amiga que ao beber cerveja, passa a mão previamente pelo gargalo da garrafa, bebe a mini em dois tragos, depois arrota e desata a discutir futebol com a malta.
O defeito da rapazona até nem é o querer papar-nos, o verdadeiro problema é ser feia como a porra. No entanto, isso não impediu a rapazona de, também ela ter tido o seu papel na história da inovação sexual. A rapazona deu origem à prática do sexo em estado de embriaguez (do homem). Contudo, o seu principal mérito em termos sexuais foi ter sido a grande inspiradora da foda à canzana.
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Em breve continuaremos esta abordagem sobre os vários tipos de mulheres e o seu contributo para as diferentes práticas sexuais.

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sábado, 12 de Setembro de 2009

A razão do meu sucesso no amor

Sobre o amor, estamos de acordo que quem escolhe são as mulheres. Portanto, de nenhuma forma se conquista uma mulher; enquanto um homem se conquista de qualquer forma ( logo não há homens difíceis). Correcto ?
Então que tipo de homens procuram as mulheres ? Bom, as mulheres querem um homem que julguem desejado por outras. Preferem os ricos, os famosos e os poderosos. Em último caso, o marido da amiga.
Os homens que as mulheres preferem têm uma característica particular em comum: são indivíduos que não hesitam em mentir, enganar ou manipular para obter aquilo que desejam (e sexo é algo que os homens desejam muito).
Relativamente às mulheres, desejam este tipo de homens por uma de duas razões: ou querem o dinheiro deles ou, simplesmente, gostam de ser enganadas (e só Deus sabe como vocês adoram que um estupor bem falante vos engane).
Mas atenção que enganar uma mulher é algo que tem de ser bem feito, ascende à categoria de autêntica arte. Assim, no amor, vence o homem que demonstra uma atitude firme, autoconfiante, que se expressa com desenvoltura e age com frieza calculista; em contrapartida perde o tímido, aquele pobre diabo hesitante que gagueja traído pelos seus sentimentos sinceros.
E, sem mais delongas, minhas amigas, termino esta minha explicação sobre as causas do meu sucesso no amor. É exactamente a mesma que faz deste blog um caso ímpar de popularidade entre o público feminino. Vocês adoram que vos minta !

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terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Sexo anal sem dor

Fui ao dentista. O gajo é brasileiro, muito simpático. Como já tenho alguma confiança com ele, sugeri-lhe se não me arranjava uma ou duas injecções de anestesia, para fins imorais.
Parecendo não perceber, expliquei-lhe que pretendia aplicar anestesia no cu das gajas para tornar o sexo anal indolor.
Para meu espanto, recusou-se. Foda-se até custa a acreditar, disse que não podia fazer uma coisa dessas.
Meninas... eu tentei.

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quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

A verdade, essa puta

A verdade, triste e crua, é que nós, os portugueses, lidamos cada vez mais de forma errada com a verdade. Vivemos obcecados por ela, a ponto de hoje a maioria de nós preferir uma verdade estúpida a uma mentira inteligente. Por exemplo, outro dia um amigo meu (vamos chamar-lhe B.) chegou-se à beira da esposa anunciando-lhe que tinha uma amante e pretendia divorciar-se. Quando me contaram isto, nem queria creditar. O gajo em vez de ter comido a fulana e ficado bem caladinho, teve de revelar a dolorosa verdade, como se a mentira o matasse. Fiquei desiludido. Como era possível ter tido tantos anos, como amigo, tão grande totó?
Mais tarde, a verdade dos factos mostrou-se diferente. Afinal, o B. tinha sido, isso sim, apanhado em flagrante a comer, não uma, mas duas gajas no próprio leito conjugal. Enchi-me de orgulho em ter um amigo destes, peguei no telemóvel e liguei a dar-lhe os parabéns.
É claro que o B. foi estúpido porque deixou-se apanhar. Toda a gente sabe que é perigoso e que não se deve praticar sexo em casa. Se não ensinam esta importante verdade na escola aos jovens, no mínimo devia ser obrigatório passar uma legenda na televisão quando dão filmes com cenas de sexo a avisar para não se imitar aquilo em casa, como fazem quando mostram cenas perigosas praticadas por duplos do cinema.
O que as pessoas julgam ser sexo comum praticado em casa, na verdade é o mero cumprimento dum contrato matrimonial, naquele ponto muito específico que na prática se traduz em a esposa abrir as pernas para que o marido a penetre nas noites de sábado, numa fracção de tempo que varia entre os 3 e os 15 minutos, conforme a idade. E nada mais.
A razão pela qual as pessoas casadas ou comprometidas "pulam a cerca" é que o sexo, quando praticado de forma ilegal, imoral ou simplesmente condenado pela igreja, sabe muito melhor. É como comer fora de casa e experimentar um prato novo, em vez da pizza congelada aquecida no microondas. Claro que o prazer resultante, duma eventual "facadinha no matrimónio" varia proporcionalmente à capacidade da pessoa em conviver com esse pequeno embuste, eis o preço que se paga. Aquele que não tiver estômago para tal, que fique quieto. Quem seja escravo da verdade e der cabo do arranjinho ou mesmo do próprio casamento, indo confessar à cara-metade a cruel verdade de que lhe pôs os cornos, merece uma boa dose de sofrimento. É o mal dos tempos modernos porque isto nem sempre foi assim, antigamente era aceite e pacífico que além da esposa o marido podia ter uma ou várias amantes. Mas hoje, fruto das manobras do "tal Lobby", a verdade é que tem de prevalecer.
Para os portugueses deixou de haver margem para o sonho e para a fé. Não acreditamos em nada senão na verdade. No século XX, três pastorinhos afirmaram que viram uma senhora muito brilhante a voar e o país inteiro acreditou; hoje um gajo diz que é Engenheiro e há logo uma série de tipos que duvidam firmemente.
A verdade tiraniza-nos, essa é que é a verdade. De todos lados nos pressionam com doses brutais de verdade: ele é o falar verdade, a verdade desportiva, o cinema verdade, a verdade do toureio. Bolas, que tanta verdade até parece mentira.
Vocês acham que a mim me interessa a verdade dos penaltis que o Lucílio marca ? 7 milhões de portugueses querem é que o Benfica ganhe, o resto é treta. Que se lixe a verdade desportiva e a verdade dos défices orçamentais. Eu quero é vitórias.
Vocês acham que se fosse a verdade, jornalistas, cineastas, políticos e mágicos governavam a vida ?
Para já não falar nas putas. Vai uma na rua com mamas de silicone e dizem vocês, eh pá, não são verdadeiras não prestam. É que dizem mesmo.
No fundo, as mulheres, todas elas, são é muito espertas. De nós, homens, exigem a verdade e vai-se a ver, elas são mamas falsas, unhas falsas, loiras falsas, orgasmos falsos, tudo falso, tudo mentira.
(...)
Mas por mim que se lixe a verdade, eu amo as mulheres de qualquer maneira, mesmo que me mintam É como diz o outro: engana-me que eu gosto.

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domingo, 19 de Julho de 2009

Barradas, o Virgem

A dúvida atormentava o jovem Barradas. No dia da ida à inspecção militar a Coimbra, o mancebo aproveitou para ir às putas e finalmente perder a virgindade. Confessou mais tarde, aos amigos, que após três breves bombadas o caralho saltou para fora. E foi justamente nesse momento, sem conseguir voltar a enfiá-lo, que ele inevitavelmente se esporrou.
Disse-lhe que sossegasse. Apesar de tudo a tentativa era válida e portanto, não era mais virgem. Mas Barradas não se deixava convencer e a dúvida persistia.
Os meses foram passando e a questão, em vez de serenar, agitava cada vez mais o nosso amigo. Chegou-se a um ponto em que já não conseguiamos aturá-lo e decidimos adoptar medidas extremas.
Lembrámo-nos duma moça cá da terra, a Geninha, que tinha reputação de ser maluca por homens. Mas parecia ser mais a fama do que o proveito, porque quando lhe fizemos a conversa a fim de saber se haveria hipótese de ela estar disposta a desonrar o Barradas, a rapariga ficou completamente transtornada e ofendida connosco.
-Então e se fosse a pagar? – Perguntei, para ver se a acalmava. Mas nem isso a fez mudar de ideias. Pareceu-me até, que ficou ainda mais irritada.
O desespero do Barradas era tanto que nem tivémos coragem de lhe contar a verdade. “Ficou de pensar. Tem calma que a Genhinha ficou de pensar no teu caso...”
Entretanto, os irmãos Aparício souberam do nosso problema e vieram ter connosco.
- A Geninha é nossa prima e pediu para a gente vir cá dar-vos um arraial de porrada, por causa do que vocês lhe foram pedir. – Comecei a imaginar-me nas urgências do hospital. De repente, lembrei-me duma coisa:
- Então e eu? Também sou vosso primo...
Eles riram-se. “Ó cabronada, acharam mesmo que a gente vinha cá bater-vos? Estávamos no gozo”. E eu, já mais sossegado, quis saber se a Geninha se tinha mesmo queixado. E eles, “não. O que ela disse, foi que estava arrependida de ter reagido mal, quando foram falar com ela. Mas que, por acaso, até tinha interesse em foder com o Barradas”. E nós, surpreendidos, “a sério?”.
- Olhem, é assim: para a semana os pais da Geninha vão numa excursão à Serra da Estrela e até dormem lá. De maneira que ela, nesse fim-de-semana fica sozinha em casa e mandou dizer que se o Barradas quiser que vá ter a casa dela, no Sábado, às 10 da noite e que leve camisas de vénus porque é para foder.
Mas o Barradas não engoliu a história, “isso é mentira, ela também vai na excursão.”
E os Aparícios insistiram que não, que a Geninha ficava.
Para resolver o impasse e dar confiança ao Barradas, ofereci-me para averiguar a situação e combinar melhor o encontro sexual com a Geninha.
Os Aparícios eram os mensageiros dela e eu o representante do Barradas. No Sábado à noite já estava tudo devidamente combinado. Por volta das 9 e meia, à porta do café do Mocho, dei as últimas instruções ao Barradas, “portanto vê lá se percebeste tudo e não fazes merda: a porta da rua tem as chaves por fora. Abres a porta, tiras as chaves e entras. Colocas as chaves na fechadura, mas pelo lado de dentro. Atenção que não podes acender as luzes”. E o Barradas, “como é que eu vejo?”. Não te preocupes, a claridade da Lua alumia pelas janelas. Presta atenção: vais às escuras pelo corredor e entras no quarto da Geninha, que é logo o primeiro à direita. Percebeste? Primeira porta à direita. Entras no quarto da Geninha que ela, porque é muito tímida, há-de estar na cama, já deitada, à tua espera. Tu chegas e enfias-te na cama ao pé dela. Não te esqueças que tens de lá estar às 10 horas em ponto e em caso nenhum podes acender a luz. Percebeste? O Barradas fez que sim com a cabeça. Dei-lhe duas palmadinhas nas costas. Porreiro pá, então adeus.
Eu e o Muralha começámos a andar. E o Barradas, “Eh! Onde é que vocês vão?”. E nós, vamos embora. O Muralha tem que ir entregar umas cassetes ao video clube. E tu, daqui a 15 minutos tens que estar na casa da Geninha, onde irás matar de vez a tua virgindade. E o Muralha, “aproveita que ainda tens uns minutos, bebe um copo para ganhar coragem”. E eu reforcei, “ às 10 horas já sabes o que tens a fazer. Adeus”.
Virámos a esquina, entrámos no meu Ford Escort e fomos embora.

A casa dos pais da Geninha é uma vivenda que fica isolada do resto das casas cá da terra. Deixámos o Ford estacionado nas traseiras da casa. Um dos Aparícios abriu a porta. Então o Barradas acreditou?
- Ele aparece. – Respondi.
- Pois, mas eu é que não vou enfiar-me naquela cama. – Garantiu Vítor.
Mostrei-me lixado. Porra, não vais como? E ele, estive a pensar melhor e não quero deitar-me com o Barradas.
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(continua quando me apetecer escrever o resto)

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quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Hoje vou gabar-me.

Quem me conhece sabe que sou um indivíduo discreto pouco amigo de me gabar, mas hoje terei de abrir uma excepção. A minha catraia mais nova acaba de me deixar babado porque teve nota máxima nas provas de aferição do 4º ano ("AA" ou qualquer coisa assim). Mas isto só porque é menina, é claro que se fosse um puto, queria lá saber das notas dele na escola, o meu sonho é que fosse avançado nos infantis do Barreirense e a seguir fosse evoluindo até ser vendido aos 18 anos ao Benfica (caso não estivessem falidos) e depois transferido para o Real de Madrid por mais de 100 milhões. Mas isto já sou eu a divagar, o que importa é que a Soninha nos encheu de orgulho cá em casa. Se continuar boa aluna, com sorte talvez consiga licenciar-se e depois ser professora.

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sexta-feira, 24 de Abril de 2009

O ladrão de Livros

A Fronteira do Caos Editores e o autor convidam Vossa Excelência para a sessão de lançamento do livro, O Ladrão de Livros da autoria de Carlos J. Barros, a ter lugar no próximo dia 25 de Abril pelas 18 horas, na Livraria Alêtheia. A apresentação pública do livro será da responsabilidade de Paulino Coelho.


Eu - Barradas, não podes ir ao lançamento do livro do Carlos.
Ele - Mas porquê ? Aposto que há comes e bebes à borliú.
Eu - Não insistas.
Ele - E a gaja da capa, tu já a viste ?
Eu - Sim, é gira. Mas trata-se dum modelo, não vai lá estar.
Ele - Não percebo. Se não é para comer à pala, nem sacar gajas, então para que serve o lançamento dum livro ?
Eu - É uma espécie de lançamento do peso, mas com livros. Serve para ver quem lança mais longe.
Ele - Isso é mentira. Trata-se dum convívio, tu só não vais porque a Mekinha não te deixa e depois tens ciúmes que eu vá.
Eu - Não vou porque aquilo não é ambiente para nós. Vão lá estar intelectuais e gajos a falar do livro. É pior que ir à missa, em dois minutos iamos estar a dormir na cadeira. E olha que tu ressonas.
Ele - Na volta é um livro interessante, do que é que fala ?
Eu - Não li, mas parece que o Carlos, na juventude, andava no gamanço de livros.
Ele - No gamanço andavas tu, meu cabrão. Se não leste o livro não sabes. Aposto que nem sequer conheces o rapaz.
Eu - Agora é que acertaste. Realmente nunca o vi, nem mais gordo, nem mais magro.
Ele - Então ? Mais uma razão para irmos lá. Se a gente der barraca ninguém nos conhece, não precisas de dizer que és o Bino. Aposto que há comida, nem que seja uns salgadinhos.
Eu - Barradas, tu não tens nível intelectual para ir àquilo. Eu próprio quase não percebo nada do que o gajo escreve.
Ele - Escreve em estrangeiro ?
Eu - Em português. Mas é assim duma forma sensível, que parece poesia, só que escrito em prosa. Percebes ?
Ele - Não.
Eu - Pois, eu também não.
Ele - Mas ele escreve de forma sensível como ?
Eu - Oh pá, escreve... sei lá... escreve quase como se fosse uma gaja.
Ele - Será que é uma gaja ? Afinal, não o conheces.
Eu - Já vi fotografias, é um gajo. Mas é um gajo que escreve com sensibilidade poética.
Ele - Quero ir ao lançamento, preciso duma dose de sensibilidade. A minha Maria está sempre a dizer-me que sou um machista insensível.
Eu - Não podes.
Ele - Porquê ?
Eu - A sensibilidade num degenerado como tu pode ter efeitos colaterais perigosos. Chegavas a casa e ainda pedias à Maria que te enfiasse um dedo no cu.
Ele - Portanto, não vamos.
Eu - Exacto ! Não vais.

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sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Sexo divino

Já sabemos que os anjos não têm sexo, mas ponham-se no lugar de Deus. E então ? Eu cá, se fosse Deus, garanto-vos que tinha sexo e não seria pouco. Havia de ser sempre a bombar, com gajas no mínimo tão boas como as que costumo engatar e um instrumento sexual em nada inferior ao meu André.
Obviamente que, de entre os dois sexos, o feminino seria de longe aquele que eu mais iria favorecer. As mulheres seriam, portanto, os seres humanos mais inteligentes, a dominar o mundo e, como é fácil de ver, sem ponta de celulite, gordura, estrias ou porra que lhes estragasse a beleza.
Aliás, não sei se alguma vez vos disse, mas eu não gosto de homens. Nem sequer tenho amigos, o que tenho é amigas... muitas. Ter amor aos homens, convenhamos que é um bocado abichanado.
Ah e nada de padres, só sacerdotizas e boazonas.

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quarta-feira, 25 de Março de 2009

Sobre o Autor

Bino Coutinho D'Almeida Quintela Mexia, (heterónimo) terá nascido em 1962. De origem misteriosa, Cona-da-Mãe (Beira Baixa) é tido como o local provável do seu nascimento.
A sua entrada triunfal e aparatosa no mundo da blogosfera faz-se em 2001 com um blog de assinalável fracasso chamado “Binoculista”.
Fixa-se acidentalmente na leitura de blogs brasileiros sem que os próprios se apercebam. Com eles aprende o estilo da “escola de blogar brasileira”, assente num lirismo fantasista sensual e excelentes templates.
Nessa fase, começa por fazer amizade com o grande Iberê Rodrigues (O maior blogueiro vivo do Brasil). Adopta o nick “Binoc" e funda “O meu problema é sexo”, blog que inexplicavelmente lhe permite ser muito bem recebido pela crítica brasileira e trocar comentários com alguns dos vultos mais notáveis da blogosfera Tupiniquim, entre eles Stickel, Cals, Carriconde, etc.
Binoc decide assumir-se como Bino quando ingressa, para grande desgraça de todos, na blogosfera portuguesa. O ambiente cultural repressivo leva-o a fundar sem êxito assinalável o famoso Blog “Abrupto Sexual”, que apesar do nome nada tem a ver com o conhecido Ambrósio Pina, o que não é de admirar.
De carácter tímido e discreto, trava amizade com várias pessoas cujo nome foi expressamente proibido pelas próprias de revelar aqui (Carlos Barros).
Entretanto publica na net, em sites e blogs obscenos de carácter religioso, perto de duas centenas de estudos científicos versando entre outros temas, ele próprio e o seu umbigo.
Enquanto frequentador habitual da blogosfera lusa, Bino tem cultivado uma lúcida presença no panorama cultural e em defesa da liberdade de expressão revelou-se um polemista esclarecido e desassombrado. O seu pensamento apresenta-se esotérico e heterodoxo para ele próprio e completamente idiota ou mesmo inexistente para os restantes.
Imaginativo, de trabalho principalmente teórico, a sua investigação sobre a sexualidade das betinhas, tem vindo a situar-se na exploração do espaço vazio, partindo de propostas indecentes muito simples, baseadas na gabarolice repetida e utilizando a ausência do corpo como provocação, o que chateia muito.
A classe literária e o bom gosto estético do inimitável “Abrupto Sexual” tem proporcionado a Bino novas experiências na área da queda de visitantes e constitui hoje um exemplo paradigmático na classe dos blogs fracassados que teimam em não acabar. A obtenção de cinco galardões de “pior blog português” e duas aparições em Fátima marcam o momento mais alto na carreira blogosférica de Bino.
Os seus mais recentes escritos, ainda por publicar, auguram-lhe um largo êxito como "o 2º mais insuportável e estúpido dos blogueiros portugueses", categoria em que, aliás, pretende especializar-se.O seu maior sonho é conseguir vencer o Gus Hansen no Poker e ser o Espadinha.

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domingo, 18 de Janeiro de 2009

Entrevista Janeiro 2009

Sejamos justos, tivemos em 2008 um Abrupto Sexual muito fraquinho. Que aconteceu Bino ?

o A.S. nunca foi um blog de muitos posts, eu trabalho.

Mas dantes também trabalhava. Será falta de inspiração, cansaço ?

Sou um homem de muitas facetas, tenho-me dedicado a outros projectos.

Quais projectos ?

Não pretendo revelar. Mas entre outras coisas de carácter literário, tenho-me dedicado ao desporto.

Isso é uma grande surpresa. Qual a modalidade desportiva ?

Poker Texas Hold'em.

Mas os jogos de cartas são desporto ?

Não é segredo para ninguém que desde que passei a dedicar-me ao Poker, desde há 4 semanas atrás, este jogo tem vindo a conhecer um tremendo aumento de popularidade. Ao ponto de hoje serem numerosas as transmissões televisivas e se considerar o Poker uma modalidade desportiva, tudo graças à minha pessoa. Penso deixar o mundo da beleza e tornar-me profissional naquela área.

Que pode a blogosfera esperar do Bino em 2009 ?

O mesmo de sempre: o melhor blog português escrito por mim, apenas um pouquinho mais fraco. Talvez publique um video no Youtube, não sei.

Este ano a blogosfera portuguesa completa 10 anos, pretende comemorar ?

Faz 10 anos ? Boa, macaco.

Em tempos, prometeu invadir o blogómetro. Mas não cumpriu, que aconteceu ?

Ainda não desisti. A coisa está em stand by por falta de tempo, mas acho que cada vez mais se justifica uma brincadeira a respeito desse assunto.

Porque diz que se justifica ?

Acho que tempos uma blogosfera que se leva demasiado a sério e perde demasiado tempo com blogs. Só revela que em Portugal há uma certa elite com demasiado tempo livre, para a qual a minha única mensagem é: mais trabalho e menos política.


Receia a crise económica em 2009 ?

Tanto como nos anos anteriores. Portugal está sempre em crise. Dantes a moda eram os comentadores políticos e desportivos, agora surgiram os comentadores económicos. Tecem tremendas previsões para 2009, apesar de nenhum ter previsto a tal crise financeira do último trimestre de 2008. Cada um tenta dizer mais disparates que os demais, se a economia fosse uma doença, um diria que a economia está constipada, outro que tem gripe, a seguir vinha outro a dizer que a economia tem é uma pneumonia, isto enquanto não chegar um qualquer que diga que a economia morreu.

Que prevê então o Bino ?

Aquilo que é fácil. Falar em deflação é um puro disparate, vai continuar a haver o mesmo de sempre: inflação, desemprego, um Portugal pobre e endividado.

Ou seja, nada de novo.

Exacto. Nada de novo. Continuo a ser o blogueiro mais sexy de Portugal.

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quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Não fomos ao Lux

Sábado, assim tipo 11 e tal da noite, deixei a Mekinha em casa a tomar conta das filhotas e dirigi-me no meu Opel até casa do Barradas. Ele e a mulher têm uma playstation onde cantam Karaoke. Também cantei, mas é claro que levei uma tareia do Barradas e fiquei desconfiado que há-de passar os dias agarrado ao microfone a treinar. Uma colega de trabalho da mulher dele que também estava presente, chamada Vânia, tentou igualmente o karaoke. Deu show. Não que tivesse cantado bem, mas enquanto cantava dançou de maneira tão sensual que nos deixou, a mim e ao Barradas, a salivar da boca.
Atenção ! Quando digo que ela dançou sensualmente, bem, vocês não conhecem a Vânia. Imaginem a Ana Malhoa no seu melhor e a seguir multipliquem a parte do melhor várias vezes: eis a Vânia.
E foi com a imagem da Vânia a cantar Shakira, que eu e o Barradas nos pirámos da casa (mulher) dele e metemos no carro com destino a uma noite de aventura.
Começámos por ir buscar umas amigas do Barradas, que não conhecia, a Setúbal para sairem connosco. Chegámos à cidade do Sado, fomos para os lados da Fonte Nova. O Barradas, assim que estacionei frente à casa delas, ripou do telemóvel para avisar que descessem.
Ficámos no carro à espera. Quando apareceram constatei que eram três e, à medida que caminhavam em direcção a nós, percebi que eram material de alto nível. O cabrão do Barradas tinha-se esmerado na companhia.
Feitas as apresentações, o Barradas tratou de se instalar no banco de trás com duas delas, enquanto a outra não teve outro remédio senão sentar-se ao meu lado. A modos que para dar logo a entender quem é que ia foder com quem.
Começámos por ir para os lados do Feijó, a um bar onde se fuma narguilé. Sentámo-nos na cave, nuns bancos baixinhos e chamámos o empregado. Além do inevitável Licor Beirão para beber, resolvemos experimentar o narguilé versão afrodisíaca.
Enquanto o cachimbo não chegava, fiquei a saber que as nossas amigas eram brasileiras de Minas Gerais.
Confesso que me esqueci dos nomes delas, mas recordo-me que duas eram massagistas e a terceira manicure. Senti alguma dificuldade por parte do Barradas em explicar como é que as tinha conhecido, mas o assunto morreu porque entretanto chegou o cachimbo e dedicámo-nos a mamar no bucal.
O sabor era doce, agradável até, mas fiquei com dúvidas acerca do seu efeito afrodísiaco. Sinceramente, acho que não resultou. Mas pronto, sempre deu para estarmos ali coisa de uma hora entretidos a conversar sobre assuntos banais, tais como sexo em grupo, swing ( troca de casais), bondage, etc.
Entretanto as nossas amigas, sem razão aparente, resolveram começar a beijar-se na boca entre elas, numa espécie de show lésbico. Eu e o Barradas fartámo-nos de rir com a cena. E foi num ambiente descontraído que deixámos o bar rumo às docas em Álcantara.
Porém, nas docas demorámos pouco, o Lux chamava por nós. Ao passarmos pelo Terreiro do Paço, por ter havido nesse dia uma manifestação de professores o trânsito ainda estava cortado, o que dificultava a passagem pelo local. Quando finalmente chegámos ao Lux, havia imensos putos para entrar, numa bicha imensa. Assim não dava. Passámos com o carro por debaixo duma especie de túnel e seguimos em frente, para dentro da zona portuária. Parámos para mijar mesmo junto a um paquete que ali estava atracado e resolvemos bazar para o Kaxaça.
Através da Vasco chegámos rapidamente ao Montijo. A discoteca estava cheia, com um ambiente espactacular. Dançámos toda a noite, quase até cair.
Às 6 e meia da manhã deixámos o local, já clareava o dia. Entre as duas rotundas junto ao Fórum Montijo, a BT da GNR mandava parar todos os automóveis para fazer o teste do álcool. Também fui ao balão, claro. Mas não acusei nada, ahahahahah.
Já na auto-estrada, comecei a pensar na forma como haveríamos, eu e o Barradas, de conseguir papar as brasileiras. Acabados de passar às portagens de Setúbal, olho pelo espelho e verifico o meu amigo a beijar alternadamente as duas gajas lá atrás. Percebi que ía haver mambo.
Surpreendentemente, conforme íamos parando nos semáforos de Setúbal, comecei a olhar melhor para a brasileira que seguia ao meu lado adormecida. Afinal, às luz do dia não era assim tão gira como me pareceu inicialmente. Julguei até, que fosse mais nova. Calculei-lhe perto de trinta anos, mas agora parecia-me mais perto dos cinquenta. Notei-lhe as mamas descaídas, as rugas no rosto e, no geral, talvez pela roupa, um aspecto de puta barata. Aos poucos, sei lá porquê, comecei a lembrar-me da Mequinha e a sentir uma vontade quase irreprimível de correr para casa. A brasileira parecia-me, agora, simplesmente horrorosa. Subitamente oiço um uivo, olhei para trás e percebi que as brasileiras havia acabado de fazer um broche ao Barradas. O banco de trás do meu rico carrinho havia sido conspurcado pelos fluídos seminais daquele cabrão. Deu-me uma fúria, encostei o carro e pus todos na rua. Arranquei de novo, atravessei o traço contínuo e dei meia volta com destino a casa. Pelo retrovisor ainda pude ver o Barradas a correr de punho no ar atrás de mim. Parei. Fiz marcha atrás, ele abriu a porta e sentou-se ofegante, no banco ao meu lado. Arranquei novamente e só lhe disse, não voltas a esporrar-te em nenhum carro meu, percebeste ?

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quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

Dia sem carros e outas merdas promovidas pelo "tal lobby"

A Mata da Machada é um local paradisíaco perto de mim onde uma vastidão de pinheiros, sobreiros e outras árvores é recortada por inúmeros caminhos florestais que as pessoas aproveitam para lazer. Eu próprio, apesar de indivíduo sofisticado que sou, já várias vezes experimentei a simplicidade de curtir o verde na tal Mata da Machada. Algumas pessoas correm, outros escondem-se atrás das moitas, mas sobretudo muitas famílias aproveitam para caminhar pelos caminhos, admirar o arvoredo ou escutar o canto dos pássaros, despreocupadamente.
Mas despreocupadamente é só até ao momento em que de repente, numa curva fechada ou numa lomba surge um bando de idiotas pedalando velozmente em bicicletas BTT. O perigo de atropelamento é constante, pondo em perigo tudo e todos, incluindo crianças e idosos, sem que as autoridades competentes façam algo para impedir o abuso.
Que se há-de fazer? Andar de bicicleta tornou-se moda quando alguém percebeu que o ciclismo é dos raros desportos cuja prática implica um papel activo (ou deverei dizer passivo?) do rabo, concretamente com o selim enterrado nele. Não deixa de ser sintomático o facto de até hoje raramente ser visto mulheres a praticar BTT.
Quando passo de carro na estrada que dá acesso à Machada, encontro muitos ciclistas que para lá se dirigem. Já várias vezes que só a muito custo consegui evitar a tragédia de cilindrar com o meu bólide um ou dois desses gajos das bicicletas. Parece que fazem questão em atrapalhar o trânsito e não se chegam para a berma. Quando os vejo interrogo-me sempre onde estarão naquele momento as mulheres daqueles fulanos. Será que ficam em casa a limpar os tachos e eles na boa a esfregar a peida na bicicleta ? Estes gajos não têm nada de melhor para fazer? Porque não escrevem blogues, caralho?
A segunda interrogação que me ocorre tem a ver com pêlos. Com a desculpa das massagens, os ciclistas depilam as pernas, mas será que o fazem só até aos calções ou rapam-se até à cintura, de forma a dar à peida um aspecto feminino?
(era uma pergunta retórica my friends, consigo imaginar a resposta).

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sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

Ler o futuro

Acabo de ler no JN que Silvester Stallone lê o futuro através do traseiro das pessoas. Ora aqui está uma notícia que não me convence, mas que me faz lembrar uma tipa que há muitos anos conheci no circo, a qual conseguia ler o futuro no órgão sexual das pessoas (porque no traseiro o que ela conseguia ler era o passado).
Parece que ainda estou a vê-la. Quando "leu" a minha "dianteira" vaticinou-me um futuro brilhante no cinema porno. Por acaso falhou a previsão, pois por amor decidi não aproveitar o potencial do meu André para fins económicos. Mas sei de casos em que lendo a traseira de alguns gajos, ela lhes conseguiu desvendar-lhes acertadamente um passado de enrabanço.
De qualquer modo, analisando a "traseira da Europa", será preferível "ler" um passado glorioso na terra e no mar do que prever um futuro de merda, que pelo rumo que as coisas têm levado é a previsão que todos fazem (excepto o governo).

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quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Chinelo Gay

Do que este país precisa, além de clones da minha pessoa para satisfazer sexualmente as mulheres de Portugal, é de bom gosto. No passado fim-de-semana desloquei-me até ao Centro Comercial Vasco da Gama e, enquanto esperava que a minha Maria fosse ao WC mudar o penso, fiquei sentado num confortável sofá a observar quem passeava pelo referido centro. Eu, diga-se a verdade, sou um indivíduo de certa forma descontraído e informal que, habituado a frequentar hipermercados e outras superfícies comerciais de relativa importância, faço questão em trajar com algum bom gosto, sem no entanto ir para esses locais como se fosse a um casamento. Costumo apresentar-me de T-shirt ou mesmo camisa de alças (para se ver a tatuagem) e calções desportivos. Compreendo que muitos indivíduos não conseguem ser assim tão informais como eu e insistem na clássica camisa de colarinhos e calças de ganga, como se fosse dia de semana e estivessem no seu local de trabalho. O que eu não compreendo é essa malta que tem a lata de ir para estes locais frequentados por mim, a calçar chinelos ou sandálias.
Sinceramente, eu sei que tenho uma relação má com pés, mas independentemente da minha aversão, um homem usar chinelos, mais do que mau gosto, é objectivamente sinal de inequívoca paneleirice. Um vizinho meu, cá do bairro, começou por enfiar chinelos nos pés e agora enfia caralhos pelo cu acima. Os especialistas dizem que são tendências que nascem com a pessoa, como se o facto do gajo usar chinelos desde pequenino nada tivesse a ver com o caso. Meus amigos atentem nas palavras deste guru do sexo que vos ensina: usem ténis, usem sapatos pretos com meia branca se tiver que ser, mas evitem chinelos e sandálias. O que fazem com o cu a vocês diz respeito, mas evitem que os chinelos vos denunciem. Coitados dos vossos filhinhos escusam de passar pela vergonha de ter um pai com fama de paneleiro. Usem sapatos, sim ?

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quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Ciência prova que mulheres gostam de sexo anal.

A ciência acaba de achar a prova que faltava: as mulheres heterossexuais gostam de sexo anal. Uma equipa de cientistas suecos investigou o cérebro humano e descobriu que o cérebro das mulheres heterossexuais é igual ao dos paneleiros ( Está aqui no Diário de Notícias de hoje ). Por outro lado, o mesmo estudo revela que o cérebro de gajos como eu é igual ao das lésbicas. Isto é importante porque me permite compreender a razão pela qual a maior parte dos homens heterossexuais se excitam com a ideia de gajas a enrolarem-se.

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quinta-feira, 5 de Junho de 2008

Tomate em sangue

Esta manhã estava com a minha Philishave a barbear-me todo nu, como habitualmente. Olhando para as rugas deste meu interessante rosto de aventureiro por momentos tive dúvidas se realmente estarei quase a completar 48 anos. Mirei-me ainda com mais atenção e constatei que o estômago saliente será o principal obstáculo para que eu próprio me considere um jovem sexualmente irresistível. Encolhi a barriga e nesse momento a minha atenção dirigiu-se ainda mais para baixo. Por entre um luxuriante matagal, conhecido por pintelheira, espreitava o meu fiel companheiro de aventuras sexuais, André.
Peguei-lhe pela ponta e puxando-o para um lado e para o outro fui observando os pintelhos à sua volta. Então, num impulso súbito, passei com a máquina da barba a rasar pela pintelheira e aparei tudo quanto era pintelho. Avaliei pelo espelho o resultado e fiquei agradado com o que vi. Sem ter rapado, mas apenas encurtado os pelos, André parecia ter crescido 2 cms e a visão geral era muito mais agradável. Entusiasmado, desejei ir mais longe. Puxei André para cima e dirigi a lâmina da máquina aos colhões. Infelizmente a mão escapou-me e sem querer rocei na pele do meu querido colhão esquerdo. Sangrou um pouco e mesmo agora ainda me arde um bocado. Mesmo assim valeu a pena, com menos mata à volta do André acho que passei a ter entre pernas o aspecto dum actor do cinema porno, embora menos do que o Ron Jeremy.

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terça-feira, 20 de Maio de 2008

Os devaneios homossexuais do Barradas (parte 1 - contada na 1ª pessoa )

Acabado o sexo, fumávamos os dois um cigarro a meias. Na cama de casal do quarto dos meus pais repousavam os nossos corpos nus, encostados um ao outro, em suprema felicidade. De repente um ruído e o inesperado acontece, abre-se a porta do quarto e vejo os meus pais. Por um instante parece que o tempo pára, ficamos imóveis a olhar para eles e eles para nós .
Refaço-me da surpresa, salto da cama como uma mola e fico de pé. Envergonhado, encolho-me enquanto tapo o meu sexo com as mãos. O chão parece-me fugir debaixo dos pés. Os meus pais fazem cara de quem não acredita no que vêem. A minha mãe decide recuar para o corredor e desata num pranto lancinante. O meu pai decide fazer-se forte e entra no quarto onde o ar ainda tresanda a pecado. Paramos frente a frente, baixo os meus olhos incapaz de encarar os dele. Quase que não sentimos esgueirar-se por nós um vulto semi nu, saindo porta fora, com o resto das roupas numa mão e os sapatos na outra. A minha mãe solta um grito à sua passagem pelo corredor.
Finalmente o meu pai decide falar:
- Acabas de matar os teus pais de vergonha.
- Mas Paizinho... Não é o que estão a pensar.
- Não ? Então diz-me: qual o sexo daquela criatura com quem estavas na cama ?
- Era... era um homem. - O meu pai repete-me com desprezo:
- Um homem, tu tens a lata de dizer que estavas com um homem...
- Paizinho, ok, eu menti, quero pedir desculpa por não vos ter esclarecido acerca da minha verdadeira opção sexual.
- Agora é tarde, filho. Eu e a mãe já estávamos desconfiados com as tuas tendências. Não queríamos acreditar, mas agora tivemos a prova. Estavas com uma mulher.
- Sim, confesso que menti. Na verdade, não sou gay ! Sim, eu estava a comer uma gaja.
- Como foste capaz de esconder-nos a tuas verdadeiras tendências durante todo este tempo ? Então e as manifestações de orgulho gay em que participaste ?
- Tudo tanga, Pai. As fotografias que vos mostrava eram falsas. Na realidade eu agarrava no dinheiro que vocês me davam para as passagens e esturrava tudo em putas e copos com os amigos.
- E a tua carreira política, filho ? Nós sonhávamos que um dia serias eleito Presidente da Câmara. Talvez líder do partido, quem sabe até 1º Ministro. Político Gay assumido agora é moda, eleição praticamente garantida, tu sabes disso. Vais desperdiçar todo esse capital político ?
- Lamento, mas não posso esconder por mais tempo, eu só quero é gajas. Que se lixe a política.
- Mas porquê filho ? Porque mentiste ?
- Ora Paizinho, consegue imaginar a quantidade de malucas que eu comi à pala de passar por paneleiro, todas a quererem fazer de mim um homem macho ?

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quinta-feira, 24 de Abril de 2008

O começo do Universo

E agora, sim, (ao contrário do anterior) um post onde realmente houve sexo.
I
O início do Universo foi uma mistura de Big Bang com Gang Bang. Este post pretende ser, portanto, a síntese entre as duas teorias já existentes. Para aqueles menos familiarizados com estes assuntos, informo que a teoria do Gang Bang foi descoberta pelo Pipi e apenas peca por não ser completamente exacta.
Basicamente o que aconteceu foi o seguinte, estava a decorrer um gang bang no Olimpo com deuses e tal. No meio de tantos enconanços, brochadas, enrabadelas, alguém (provavelmente a gaja) de repente deu um big bang (grande pum, em português) por sinal, molhado. E zás, nasceu o Universo.
Quem estava por trás e quem deu o big bang permanece no "segredo dos Deuses" (é daqui que vem esta expressão). Já por detrás da Big Berta, a cuzuda relaxada cá do bairro, o caso muda de figura. Sabe-se que bastante gente, embora eu nunca, já esteve algumas vezes por detrás dela, inclusivamente com “ele” entalado. Se era ela a gaja do gang bang, não me parece, excepto se aos deuses agradarem as gordas, o que também não consta. Mas isso é irrelevante. Para que a história faça sentido o mais importante é que você tenha entendido a expressão “com ‘ele’ entalado”, senão irei julgar que é infantil ou atrasado mental. Portanto, não se faça de inocente.
A teoria do Big Bang é importante para compreender a importância da água para a existência de vida na Terra. Tudo se teria passado sem novidade, nem vida, se esse abrupto Big Bang não tivesse trazido consigo água e etc. (o tal Big Bang molhado). Foi essa anomalia que fez resultar o nascimento da umidade... perdão, da humanidade.
II
Se a construção do Universo foi fiel ao plano inicial previsto pelo Criador, já o mesmo não sucedeu com o planeta Terra, muito pelo contrário.
Os Lobbys e as negociatas que envolveram a construção da Terra e a decisão de construí-la neste local foram de tal grandeza e descaramento que ainda não existiam seres humanos a viver cá e já rolavam debaixo do pano chorudas quantias para que os Estados Unidos ficassem na América do Norte e não em África, como estava inicialmente previsto. E que a maior parte de Portugal (98,96%) fosse retirada da Europa para ser colocada na América do Sul, com o nome de Brasil.
III
O surgimento da Humanidade não estava inicialmente previsto para o nosso planeta. Tartou-se duma decisão súbita do Criador. Houve um dia em que cheguei a casa às 19 horas, como habitualmente. E mal atravessei o limiar da porta, a minha mulher veio muito aflita avisar-me que Ele tinha vindo a nossa casa para falar comigo e que estava à minha espera no escritório. Fui imediatamente ao seu encontro, intrigado perante inesperada visita: que me quereria ?
Entrei e, ao fundo da sala, lá estava Ele aguardando por mim, sentado na minha própria secretária, acompanhado por um tipo com ar de guarda costas, que permanecia em pé.
Tentei disfarçar o meu natural nervosismo. Com um sorriso tímido, cumprimentei-O.
- Sente aí – ordenou-me. Puxei de uma cadeira e sentei-me de fronte para Ele. Resolvi oferecer-lhe comida:
- O Altíssimo deseja jantar ?
- Não, obrigado. Comi antes de vir.
- Nada ? E sede ? Vai ao menos um copo de vinho ?
- Com este calor não apetece muito, obrigado.
- Como queira, mas olhe que tenho na adega uma pomada de Reguengos que é de trás da orelha.
- Não quero. Vou é directo ao assunto. Olhe, resolvi extinguir os dinossauros. - Permaneci em silêncio, petrificado pela inesperada declaração. Ele prosseguiu:
- É isso. Os gajos fazem muito barulho, passam o tempo à porrada, dão muito trabalho, muita despesa e muito incómodo. A Terra está a ficar cheia de bosta de dinossauro e já há pessoal reclamar do mau cheiro até nos planetas vizinhos. Qualquer dia vem a ASAE e encerra esta merda. Além disso, cansei-me de brincar com Dinossauros.
- Muito bem Altíssimo e em que posso ser útil ?
- Simples, eu quero que você idealize novas criaturas para povoar o planeta Terra. Algo de engraçado e inteligente que me divirta mais do que esse totó do T Rex.
- Está bem, Altíssimo. Irei trabalhar nesse projecto com toda a minha capacidade.
- É isso aí, mas seja rápido com as novas criaturas, porque amanhã mesmo vou mandar uma chuva de meteoros sobre aqueles sacanas. Não vai sobrar um dinossauro.

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Memórias e testemunhos da vida sexual de Bino, o Guru.

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sábado, 12 de Abril de 2008

A história de Bino.

Somos uma família numerosa com poucos nomes. O meu pai chama-se Vino, primo de Vino, ambos afilhados de Vino.
Nos anos 50 do século XX, Vino inscreveu-se para trabalhar nos Caminhos de Ferro. Entretanto, mudou de ideias e emigrou para o Brasil. Quando a CP respondeu ao pedido de emprego, o Vino mais novo, aproveitando a circunstância de possuir o mesmo nome* do primo que partira, preencheu a vaga em seu lugar.
Vino tornou-se empregado da CP em Santa Apolónia. Pouco tempo depois adoeceu com uma úlcera no estômago e foi operado. Durante o periodo de convalescença regressou à aldeia natal para uma mais cómoda recuperação.
Luisa era uma jovem de fora que ensinava havia pouco tempo na escola primária da aldeia de Vino. Começou a notar que enquanto dava aulas um estranho passava repetidamente à porta da escola olhando para ela.
Certo dia, ao tentar abrir a porta da sala de aulas, Luisa verificou que alguém tinha introduzido um pau na fechadura. Era necessário um serralheiro que conseguisse abrir a porta. Nas redondezas, o mais parecido que havia com um serralheiro era Ti António, o ferreiro da terra. Mas este não se deslocou ao local, mandou em sua vez o filho mais velho. Quando o jovem Vino chegou à escola para executar a reparação, Luisa reconheceu imediatamente o estranho que costumava fazer-lhe olhinhos.
Vino era de estatura baixa, mas possuia um cabelo magnífico cujo penteado suplantava claramente os seus congéneres mundialmente mais famosos no mesmo estilo, nomeadamente Elvis Presley e James Dean. Como devem calcular, um cabelo destes, só por si, conquistava corações.
Como típico beirão, Vino era de pouquíssimas palavras, mas os seus olhos pequeninos não deixavam margem para dúvidas sobre as suas intenções a respeito de Luisa. Bastou uma carta de Vino e pouco tempo depois começaram a namorar.
A seguir casaram. E desse casamento, uns anos mais tarde, nasceu este que vos escreve - Bino, de nome igual aos meus irmãos. E também de Bino, meu primo e afilhado de Vino, meu pai.
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*Vino e Vino são duplamente primos pois as suas mães eram irmãs e os seus pais, irmãos. Daí resulta que Vino e Vino tenham o nome completo perfeitamente igual, incluindo naturalmente os apelidos.
P.S. - Nunca se provou que tenha sido Vino quem entalou o pau na fechadura da escola.

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quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Como matei o Ministro.


Blogueiros que tenham escrito 1 livro há muitos, até eu próprio estive quase para escrever um se a Dom Quixote não se tem baldado. Mas dois livros, péra lá... isso já começa a ser obra.
E é esse o caso do Carlos Barros, nosso companheiro de blogs, que depois do Vazio de Cores, publica agora o "Como matei o Ministro". O rapaz da voz sexy está imparável e eu sou testemunha disso pois já dei uma vista de olhos ao Como matei o Ministro (entre duas sonecas) e estou em condições de afirmar que a capa é gira e que fica muito bem em qualquer estante moderna comprada na Moviflor, isto além da escrita que é muito boa (visitem o blog do Carlos Barros e percebem logo do que é que estou a falar).
No próximo Domingo, dia 6 de Abril, em Santarém, (ver blog do autor) vai fazer-se o lançamento da obra. Eu estarei presente mas só na condição de me deixarem pintar o cabelo ao Carlos com tinta Majiblond 900S.

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domingo, 30 de Março de 2008

Blogosfera Portuguesa faz hoje 9 anos.

Foi no dia 30 de Março de 1999 que o Macacos Sem Galho começou a bombar. É o mais antigo blog português que se mantém activo. Naquele dia começou a Blogosfera Portuguesa, faz hoje 9 anos.

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sexta-feira, 28 de Março de 2008

Fam-Fam e os homens.

Não se pode dizer que Fam-Fam fosse uma mulher fácil, o que tinha era azar com os homens. A irmã de Barradas e Muralha, casou-se aos 19 anos com Carlos, mas o fulano veio a revelar-se um desgraçado. Era preguiçoso, drogado e bêbado.
Farta de o aturar, Fam-Fam pensava seriamente em divorciar-se quando um dia, Carlos foi encontrado morto, vítima de overdose.
Fam-Fam não desistiu de buscar a felicidade e voltou a casar-se. O novo marido chamava-se Cláudio e dizem as pessoas que era tão inteligente quanto depressivo. Coitado do rapaz suicidou-se precisamente no dia em que faziam 1 ano de casados.
Mas porque a vida é mesmo assim, Fam-Fam, uma mulher de garra, voltou a casar-se pela terceira vez.
Francisco, o terceiro marido de Fam-Fam, era um tipo que Barradas e Muralha achavam estranho ou mesmo esquisito. Havia noites que as passava fora de casa, mas Fam-Fam não se queixava.
Tudo corria dentro duma certa normalidade, excepto aquela vez em que Francisco bateu em Fam-Fam. Mas "nada demais", um olho negro e umas quantas escoriações, tudo porque Fam-Fam tinha-se esquecido de transmitir ao marido um recado dum amigo que tinha telefonado.
De resto, Francisco só bateu uma vez na mulher. No dia seguinte, Barradas e Muralha foram lá a casa pedir explicações ao cunhado e tudo ficou bem.
Quero dizer, tudo teria ficado bem se após uma breve breve conversa, Francisco não tivesse escorregado e caído em cima da mesa da sala, que por acaso era daquelas com tampo de vidro.
Parece que Barradas e Muralha ainda tentaram ajudar Francisco, cada um segurando num dos seus braços, mas mesmo assim não conseguiram evitar a queda. E como um azar nunca vem só, parece que Francisco também terá escorregado nas escadas do prédio onde morava com Fam-Fam, quando já ia a caminho do Hospital, levado em ombros pelos cunhados. Diz-se que rebolou literalmente desde o 2º andar até ao rés-do-chão, sem que Barradas e Muralha tivessem conseguido evitá-lo.
Ainda Francisco não tinha recuperado das várias fracturas ósseas então sofridas, mal conseguiu levantar-se da cama tratou em separar-se de Fam-Fam. Mas foi generoso com a esposa, por sugestão dos cunhados, deu-lhe o divócio e todos os bens que eram do casal, incluindo a casa. Foi visto pela última vez no aeroporto da Portela de partida para a Austrália.
Depois de Francisco, Fam-Fam vive agora em união de facto com John, mas cujo verdadeiro nome é Jane. Infelizmente, esta fufa irlandesa que tinha quase tudo para fazer a felicidade de Fam-Fam, bebe mais cerveja que os bêbados e nunca ajuda em casa.
Mas ao menos agora Fam-Fam deixou de ter azar com os homens.


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quinta-feira, 20 de Março de 2008

Meias brancas como dantes.

Hoje, como era 5ª feira, tomei banho. Depois, decidi cortar as unhas dos pés, sentado na borda da cama, como é hábito de qualquer homem. Enquanto cortava, tive o cuidado de seguir com o olhar a trajectória percorrida pelos pedaços de unha que iam saltando desde a ponta dos dedos até aos cantos mais remotos do quarto. Finalmente, após o trabalho realizado, fui resgatar os pedaços de unha que se havia espalhado. Terei conseguido encontrar aproximadamente 50% da totalidade, com eles fiz um pequeno monte de unhas que coloquei sobre a mesa de cabeceira. Continuando como é costume os homens fazerem, peguei nos pedaços maiores extraídos do dedo grande de cada pé e observei atentamente.
Vocês não sei, mas comigo costuma suceder-me sentir uma espécie de nostalgia sempre que examino aqueles pedaços de unha que até há instantes faziam parte do meu ser e agora de mim se separaram eternamente. Em que se tranformarão tais pedaços de matéria que transportam os meus preciosos genes ?
E foi hoje, esta manhã, quando observava os meus pedaços de unha que o choque e o horror me invadiram. Em vez de habituais pedacinhos brancos e reluzentes deparei com restos de unha enegrecidos.
Após breve refexão que explicasse o mistério, conclui que a culpa era das peúgas pretas que usei durante os dias do mês passado em que choveu e houve cheias. Andei por ruas inundadas, com água pela canela. As peúgas molhadas tinham debotado tinta negra sobre o branco das minhas preciosas unhas. Maldita hora em que acedi à exigência da Mekinha em deixar-me de meias brancas e passar a usar peúgas pretas.
Bem sei que as meias brancas começam a ficar amarelas e têm que se por na lixívia por causa disso, mas meias pretas não são melhores.
A Mekinha diz que a culpa é minha, por ter comprado meias do "baratilho" no mercado do Pinhal Novo, que se comprasse meias das marcas Lassie ou Ramsés, no Feira Nova já isto não me acontecia...
Ora bolas! Será possivel que um gajo não consiga andar elegante sem ter de gastar uma fortuna em euros ? Bons velhos tempos quando eu comprava barato toda a minha roupa em Ceuta sempre que lá ia de excursão. E ainda trazia uns blusões de cabedal para a malta amiga.

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terça-feira, 4 de Março de 2008

As vagas lembranças de Bino

Não me lembro quem lhe deu o nome, mas quem o escreveu na parede recordo-me que foi o Luís "Berek". Para quem não sabe, a "esquina do Ya meu" fica no Bairro da auto-construção, em Porto Salvo. É a primeira esquina à direita, para quem desce a rua Arantes do Nascimento, a seguir à antiga leitaria do sr. Luís.
Era lá que a malta se juntava.

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sábado, 1 de Março de 2008

O dia em que me apeteceu terminar o Blog (video)

quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Feliz dia dos namorados.

Junto ao curral das vacas, parei o meu magnífico Ford Escort e pedi namoro à Mekinha. Ela disse que sim e eu... disse adeus a todas as outras mulheres do mundo. Aconteceu, faz hoje 19 anos.
Amo-te muito !

domingo, 20 de Janeiro de 2008

O dia em que me apeteceu terminar o Blog (parte 1)

Chegados ao mês de Janeiro, é momento de proceder a mais um balanço sobre o que foi a soma dos últimos 12 meses. Terá sido esse o argumento que convenceu Bino a conceder-nos esta longa entrevista.
A conversa arrastou-se e o resultado final mais parece um balanço definitivo sobre toda a carreira de Bino desde o início até hoje. Praticamente tudo o que é possível saber sobre o grande Guru está aqui.
No fecho da conversa ainda conseguimos que ele jurasse publicar no Abrupto Sexual toda a entrevista, sem cortes nem censura.
Foi uma demorada conversa, excessiva. Dão-se prémios a quem conseguir lê-la até ao fim.
Eis Bino, como nunca antes visto:

Aceitou responder às nossas perguntas unicamente pelo messenger, continuando a recusar-se dar-nos uma entrevista pessoalmente. Porquê?

A inexistência de contactos pessoais constitui uma condição deste blog que pretendo manter.

Mas teme ou tem alguma coisa a esconder?

Eu não temo nem escondo nada. Cheguei à blogosfera oriundo de outro mundo virtual trazendo comigo os procedimentos a que estava habituado na internet. Uso um nickname da mesma forma que outros fazem questão de ostentar apelidos e graus académicos.

Mas que vantagem há nisso?


É precisamente por isso – nenhuma vantagem. Pretendo que me leiam por aquilo que escrevo, ao contrário de outros que cujos blogues são visitados por serem quem são e não por causa do que lá escrevem.

No entanto, muitos dos seus visitantes entram aqui sem ser pelo que escreve, mas sim, via Google, em busca de pornografia. Não é verdade?

Reconheço que sim, mas essa não é toda a verdade. Por exemplo, todos os dias também entram aqui pelo menos meia dúzia de pessoas após terem buscado a palavra “abrupto” no Google.

Dá-lhe gozo?

Muito. É uma espécie de tributo que todos os dias me é pago.

Ainda assim, considerando que muitos aparecem em busca de sexo, isso não faz do Abrupto Sexual um falso blog pornográfico?

De forma alguma. Hoje em dia entende-se por pornográfico a exibição de imagens de sexo explícito, nesse sentido o Abrupto Sexual cai completamente fora do género. Por vezes é utilizada nos posts alguma linguagem obscena, mas duma forma perfeitamente igual àquela que qualquer um de nós utiliza no dia a dia com os amigos.
Quanto a ser um falso blog, isso nem por sombras. Falsos são os blogs que independentemente dos aspectos formais, possuem motivações e objectivos estranhos à blogosfera. Blogar não é só escrever, mais importante será o espírito com que se escreve e se mantém um blogue. Ter um blog é pertencer a uma comunidade blogueira, é situar-se num plano de igualdade com os outros blogueiros, sem arrogância nem pretensões em ditar regras. Além de que nenhum blog é uma ilha e, como tal, em rigor nenhum blog pode ser desprovido de sistema de comentários ou lista de links para outros blogs (blogrolling).

Então considera falsos, os blogs pornográficos campeões de audiências do blogómetro?

Eu gosto de pornografia, mas não a procuro em blogs. Portanto, tratando-se duma realidade que desconheço não me posso pronunciar se são verdadeiros ou falsos blogs pornográficos. Mas se há quem se queixe da existência desses blogs e os classifica, acredito que o faça com bom conhecimento e, portanto, seja visitante minimamente regular.

Mas não acha a pornografia um tema ilícito para um blog?

É um tema como qualquer outro, o mais importante são os fins. Isto significa que um blog com fotografias de sexo explícito pode ser muito mais inocente e até legítimo do que um blog com finalidades políticas dissimuladas. É um caso de assunção clara e sem truques ou dissimulações.

E qual é a finalidade do Bino?

O meu caso é simples – divertir-me e divertir quem me quiser ler.

O Bino é um homem feliz, não é?


De facto. Tenho uma família fantástica, um lar cheio de amor e carinho. É o principal.
Os anos mais recentes foram muito duros, mas esses são assuntos da minha vida privada que por norma guardo para mim e não revelo no blog.

Seria ainda mais feliz se o Abrupto Sexual fosse super famoso?

Escrever um blog famoso ou recordista de visitantes não me acrescentaria felicidade de maior. Sou um gajo simples, contento-me com pouco. Para alcançar a felicidade suprema basta-me comer um cu da maneira mais natural que existe: ou seja, à canzana e usando a minha própria saliva. Mas isto sou eu, que não gosto de ler nem me acho intelectual.

Alguma vez sentiu-se tentado a usar o Abrupto Sexual para ofender alguém?

Nunca! Não é o meu estilo. Prefiro gracejar do que ofender.

Então porque mantém o anonimato?

Esse é o problema que alguns insistem em não perceber. O anonimato na Internet é apenas uma ilusão. Na verdade, quem fizer asneira da grossa na net provavelmente será apanhado, excepto se for muito bom e souber o que está a fazer.
De resto, as pessoas estão-se a cagar para saber quem é o Bino ou deixa de ser. Há gajos estúpidos que fundaram blogs a julgar que iam ficar famosos. Gaita! Eu, então, gosto é de passar despercebido. Não quero ser conhecido como o autor do Abrupto Sexual. Mera opção. Se um dia se souber, também não perderei o sono por isso.

Como é que descobriu que O Meu Pipi era escrito pelos Gato Fedorento?

Já falei o suficiente sobre isso, não me irei repetir.

É difícil escrever um blog anónimo?

Há quem pense que não custa nada e se julgue protegido estando completamente exposto. Posso dar um exemplo: experimentem ir ao endereço www.register.com e tentem saber a quem pertence determinado site que tenha despertado a vossa atenção indo a whois.
Não me referiro a blogs do blogger ou do sapo, mas a sites ou blogs cujos domínios, por exemplo, apenas terminam em .com. Algumas vezes está lá tudo: o nome completo, a morada e o telefone ou telemóvel do próprio dono desse site. Acredito que as pessoas não tenham consciência de que essa informação está lá. Mas de facto ali permanece tudo, ao alcance de qualquer maluco mal intencionado.

Afinal qual é o seu verdadeiro nome?

Não direi.

Gosta quando inventam que é o Rui Unas ou o Nuno Markl?

Adoro. Fico vaidoso. A sério, quase me venho. Só lamento não arriscarem outros nomes.

Que nomes gostaria que arriscassem?

Porque não o Camarinha, o Espadinha ou mesmo um dos Fedorentos?

É algum deles?

Não vou responder, acho que a resposta é óbvia.

Qual deles gostaria de ser?

O Espadinha, porque é um romântico e um sedutor.

Isso é uma surpresa. “Eu quero ser o Rui Unas” não é o título do seu livro?

Qual livro? Não escrevi livro nenhum.

Não escreveu?

Fui contactado pela Dom Quixote para escrever um, mas desistiram.

E o livro ficou sem efeito?

Isto aconteceu há vários meses atrás. Recebi um e-mail e, quando li publicações Dom Quixote, a princípio até pensei, querem ver que foi a minha gaiata mais velha que comprou algum livro e agora tenho de pagá-lo?
Depois insistiram e comecei a desconfiar que talvez fosse alguma partida do Barradas a gozar comigo.
Finalmente acreditei. Claro, esclareci logo que o meu sonho não era propriamente escrever um livro.

Não era?

Não. Hoje, em Portugal não há cão nem gato que não tenha já escrito um livro. E eu, não é que não goste de escrever, mas por modéstia nunca fui além dos blogs. Excepto uma vez que aproveitei para escrever na parede da casa de banho dos homens do Fórum de Almada.

Mas disse-lhes que não queria publicar o livro?

Sou um fraco, não resisti à tentação e obviamente aceitei publicar o livro. De repente até fiquei desejoso.

Por vaidade?

Exacto, por vaidade. Comecei a imaginar uma capa parecida com a do livro da Rititi. Só que em vez duma gaja boa, seria eu próprio vestido num roupão digno do Hugh Hefner. Com a perna cabeluda dobrada e a fumar um charuto cubano, ao mesmo tempo que atendia o telefone. Um cenário do cacete, ao meu estilo.

Os contactos com a editora foram só por mail?

Não. Conversámos também três ou quatro vezes por telefone, espaçadamente durante alguns meses.

Nunca pessoalmente?

Falou-se nisso vagamente, mas também não fiz pressão.

Chegou a apresentar alguma exigência especial?

Nenhuma. Mas se fosse hoje teria deixado claro que tinham de me dar uma sandes de presunto e duas cervejas superbock em cada sessão de autógrafos.

Teria sido importante?

Importante!? Ainda hoje lamento não ter dado este conselho ao Carlos Barros aquando do lançamento do “Vazio de Cores”. As sessões de autógrafos dão muita fome.

Sobre o projecto, que lhe diziam?

Que seria um livro conveniente para ser publicado no Verão, bom para se ler nas férias. Que teria uma tiragem elevada. Com sorte, as televisões iam achar piada ao Bino e dar destaque ao livro. Havia potencial.

E de repente desistiram?

O Abrupto sexual, pelo que me falaram, não seria um livro isolado e a sensação com que fiquei foi de que o projecto na sua globalidade de repente ficou parado. Não sei, talvez a situação actual da Dom Quixote tenha deixado suspensos alguns trabalhos. Mas isto já sou eu a especular.

Porque nunca falou da hipótese do livro no Abrupto Sexual?

Porque me pediram segredo.

Não disse a ninguém?

Apenas à família e a alguns amigos.

Os seus amigos, aqueles de que fala nos seus posts, existem mesmo?

Sim, a grande maioria.

Por exemplo, os irmãos Aparício são mesmo seus primos?

Sim, os dois mais velhos são meus primos na medida em que a minha tia Rita, mãe dos Aparícios, é irmã do meu pai. Os mais novos são já a geração seguinte. Desses, um deles, o Luís Filipe, é meu afilhado.

E os outros que igualmente entram na “História dos meus amigos”, o Tito, o Domingos, o Cabrita, também são reais?

A esmagadora maioria, sim. Nalguns casos mudei-lhes o nome, noutros nem sequer me dei a esse trabalho.

E eles não levam a mal?

Espero que não. Também não estou propriamente a contar segredos íntimos da vida deles. Portanto ficaria surpreendido, mas sobretudo muito triste se algum se chateasse comigo. De qualquer forma, não creio que leiam este blog.

Nem sequer o Barradas?

O Barradas levou com o nome modificado. Já visitou o Abrupto Sexual, mas desconheço se terá percebido que o Barradas é ele. Fiquei com a impressão que não.

A “História dos meus amigos” vai continuar a ser publicada?

Ainda não está escrita, mas espero continuar. Já tenho na cabeça o que vou escrever. E nem sequer é preciso muita imaginação, uma boa parte daquilo aconteceu mesmo. Dá-me imenso gozo escrever a história dos meus amigos, é quase um reviver.

Afinal o Bino escreve para os outros ou para si próprio?

Para mim, trata-se duma necessidade pessoal.

Não lhe preocupam as audiências do Abrupto Sexual?

Preocupam, mas pouco. Não considero que um blog seja algo suficientemente importante para levar os tops de audiências a sério, seria imaturo da minha parte. De resto, nem sequer perco muito tempo com o blog quanto mais preocupar-me com o blogómetro. A minha vida é trabalhar.

Mas não fica orgulhoso quando verifica que tem imensos visitantes?

Claro que fico. Mas considero mais importantes os elogios desmesurados que uma quantidade cada vez maior de blogueiros me dispensa incansavelmente há vários anos. É sentir o apoio e o carinho de pessoas inteligentes que conseguem ver para lá da pele de leopardo e das cores garridas a piscar. Ainda agora o Chez Maria, um importante e excelente blog, premiou o Abrupto Sexual. Caramba, vibro sempre quando me premeiam, mas este caso foi especial porque coincidiu com o regresso do Chez Maria.

O que é isso de ver para lá da pele de leopardo?

O Abrupto Sexual é mais do que parece. Eu podia ser um desses tipos cinzentos que escrevem blogs a comentar as notícias dos jornais e da Televisão.
A blogosfera está carregada de gajos assim, que se consideram o supra sumo da inteligência, entretidos a criticar tudo e todos e a sugerir soluções para os males do mundo.
Ver para lá da pele do leopardo consiste em perceber que este não é, propositadamente, um desses blogues “inteligentes”.

Sugere que o Abrupto Sexual é um blog estúpido?

Eu faço um blog estúpido e desse modo passo por inteligente, da mesma forma que outros tentam fazer blogues inteligentes e acabam a passar por estúpidos.

E tem conseguido passar por inteligente?

Eu tento justamente o contrário. O meu maior gozo é quando consigo enganar algum “inteligente” e passo por burro. Muitas vezes também me dá prazer quando deixo a dúvida – isto será a sério ou a brincar?

O Abrupto Sexual é a sério ou a brincar?

Pois, essa é a questão não é? Quanto de Bino existe realmente em mim?
Quando um actor encarna uma personagem de onde vem ela? Quanto de Zezé existe dentro do José Pedro Gomes ou de Tony dentro do António Feio? Quanto de 1º Ministro existe em José Sócrates?
Esse é um mistério que o leitor inteligente pode tentar descobrir.

Mas a ideia será fazer algum humor, não?

Poderemos considerar este blog uma tentativa de humor sexual, mas é lixado. As pessoas invejam os Gatos Fedorentos, julgam que fazer rir as gajas é meio caminho andado para ir com elas para a cama. Puro engano.
Imagine que você diz a uma gaja qualquer coisa do género, “o que tu queres sei eu” e ela desata a rir porque lhe acha piada.

E qual é o mal?

O mal é que você prefere que ela sinta um arrepio pela espinha e fique a ferver de desejo, do que em vez disso a cabra desfazer-se em gargalhadas. Não se come uma gaja enquanto esta se mija a rir, excepto se tivermos esse fetiche. Portanto, acho horrível ser humorista. São quase todos uns rebarbados.

O Bino não é rebarbado?

Eu sou sexy e tenho uma mulher espantosa. Por sorte ela não me acha graça nenhuma.

O blog serve para engatar gajas?

No caso de outros, não sei. Eu, nem pensar. Escrevo pelo puro e irreprimível prazer de dizer disparates.

Considera-se um mentiroso?

De modo nenhum. Na vida real detesto mentir, só em último remédio. Aqui, exerço sobretudo a arte da contradição.

E o futuro, como vai ser?

A minha vida profissional deixa-me pouco tempo para brincar aos blogs. Apesar de já ter vários anos, o Abrupto Sexual possui apenas 300 posts. Considerando que isso resulta numa média de 4 ou 5 posts mensais acho incrível o número de visitas que consegue registar.

Mas há hipóteses de o Abrupto Sexual evoluir?

Duvido. Se tivesse que ser um blog de topo já teria sido. O sucesso dum blog não passa só pela qualidade da escrita. Faz falta muito trabalho de bastidores para a qual não tenho tempo.

Gostaria de ter essa disponibilidade?

A minha maior pena é não ter tempo para acompanhar outros blogs. Há pessoas que comentam os meus posts e eu sinto-me em dívida por não poder retribuir.
Criar uma teia de relações com outros blogueiros também é fundamental para o sucesso dum blog. Infelizmente não tenho essa possibilidade.

Poderemos esperar ver um Bino a brindar-nos com outro estilo de escrita?

Dificilmente. Eu a escrever sou muito limitado. Preciso de silêncio e muita calma. Leio e releio, torturo imenso o estilo. Gosto que as minhas frases sejam simples e curtas. Gosto quando sou fácil de ler. Demoro imenso tempo. Dizem que escrevo bem, o pior é o conteúdo. Não esperem um Bino diferente. Uma partida talvez.

Que género de partida?

Um dia destes dá-me na veneta e fundo um blog de gaja. Como esses que há por aí, que falam de sexo.

O Abrupto Sexual já fala de sexo, não?

Pois, mas é escrito por um gajo – não dou tusa. Tem que ser uma gaja ou, neste caso, eu a passar por uma.

Acha que teria sucesso?

Veríamos. Se tivesse, depois dos destaques e dos convites, mandava todos levar na peida. A começar pela imprensa.

E ainda diz que não é mentiroso. Isso não seria mentir?

Não. Isso seria puxar pelo meu lado feminino, colocar-me na pele duma gaja e mandar cá para fora meia dúzia de bacoradas libidinosas disfarçadas de ensinamento sexual. Nunca se sabe se não o farei.

Prometeu ao Criminoso publicar as previsões para 2008. Vai cumprir ou admite que mentiu?

Pronto, está bem. Aqui vão elas:

Desporto

O FC Porto vai ser campeão.

O José Mourinho vai voltar a treinar um grande clube europeu na próxima época.

O vencedor do Euro 2008 será Portugal, Itália, Espanha ou Alemanha.

A Vanessa Fernandes será campeã Olímpica .

Política

O Próximo presidente dos EUA será Hilary Clinton.

Economia

O petróleo vai aumentar.

O IVA não vai descer.

Catástrofes naturais

Vão-me aumentar o número de pintelhos brancos nos colhões.

E pronto, é tudo. Quero agradecer do fundo do coração a todos quantos leram esta entrevista e também a àqueles que ao longo destes anos visitaram, linkaram e comentaram o Abrupto Sexual. Não esqueçam que as previsões apesar de minhas, ainda assim podem falhar.

Guru, só mais uma previsão. Quando é que o Abrupto Sexual acaba?

Não sei. Todos os dias me dá vontade de encerrar isto.

Hoje ?

Hoje !? Hum...

sábado, 22 de Dezembro de 2007

Dedicado ao tio.

O meu tio é a única pessoa da minha família que às vezes visita este blog. Outro dia queixou-se-me de que ultimamente só tenho escrito merda por aqui. A fim de inverter (ou não) tal estado de coisas, aqui fica este post dedicado a ele.

No início da humanidade, antes de as mulheres terem inventado a linguagem oral, os homens comunicavam gestualmente. Fazer um manguito ou um caralhinho com os dedos, são exemplos ainda vivos dessa linguagem de outrora. O motivo pelo qual não desapareceram é óbvio – um gesto pode valer mais do que 1500 palavras.
Mas de todas as formas de comunicação que o homem utiliza, há uma que nem imagens, palavras ou gestos conseguirão substituir com tamanha eficácia quando se trata de insultar ou expressar um estado de alma. Apesar de ser tão velho quanto a humanidade, até hoje não conseguiram inventar nada mais expressivo do que um valente peido.
Sei do que falo pois sou um peidorrento razoável. De manhã, ao levantar, gosto de ir até à casa de banho e mandar um ou dois arrotos rectais. Nada de especial, exceptuando talvez o gozo de saber que me consigo fazer ouvir na casa dos vizinhos até 3 andares acima.
Todavia tenho um familiar que ao pé dele não sou nada. Mais do que produzir peidos memoráveis, ele transforma o acto de soltar gases sonoros pelo cu numa obra de arte de fino recorte.
Quem julgar que o peido é apenas uma expressão de mau gosto ou falta de educação fique ciente de que não possui sensibilidade suficiente para conseguir compreender o que é arte ou mesmo o belo.
O peido é arte quando aquele que o executa tem consciência de estar nesse momento a expressar sentimentos e emoções duma forma que só a melhor pintura renascentista, música barroca e pornografia dos anos 70 conseguem igualar.
Enquanto género de insulto cómico, o peido não tem rival e é precisamente neste campo específico que esse meu familiar peidorrento é genial. Ele domina com incrível talento a sublime arte do insulto através do peido. É um mestre a conjugar a oportunidade do momento, a duração, o timbre, a intensidade e a expressão facial durante a execução dum peido. Um peido dele é de nos levar às lágrimas. Se fosse americano, já estava milionário.
Mas não se pense que é uma forma de arte fácil. O peido desde há muito que é combatido por quem não o compreende. Trata-se duma arte para homens de barba rija e rebeldes. Ao pé do peido, o grafite é uma arte maricas.
Esse meu familiar tem por hábito jogar dominó e cartas no bar da sede do clube recreativo cá da terra. Como é sabido, estamos a falar de jogos em que a componente psicológica é importante quando usada como arma para desmoralizar o adversário.
Pois não tiveram descanso enquanto a direcção do clube não proibiu o meu familiar de se peidar no bar da sede, especialmente durante os jogos. Ao Rodrigues, que adormece a ler o Correio da Manhã e ressona mais alto que a serração do Tonho Pachorrito, não dizem eles nada.
Para evitar chatices no clube, o meu familiar acatou a ordem vinda da direcção. Agora em vez de dar peidos passou a bufar-se, claro. Mas não é a mesma coisa.

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domingo, 9 de Dezembro de 2007

O padrinho das mamas.

Nunca percebi qual é a desses gajos que dão nome ao próprio caralho. Uma vez conheci um tipo que chamava Jorginho ao maroto. Recordo-me igualmente que há um filme no qual Ben Stiller interpreta um desgraçado que chama o Zequinha de Mister Pendleton ou algo parecido.
Que se passa com estes gajos? Que mente alucinada se lembra de chamar Bráulio à pila? Não terão nada melhor para fazer?
Eu, antigamente quando era puto ao menos via Wrestling na Tv, que sempre é uma forma menos estúpida de perder tempo.
Para fazer face a tamanha parvoíce acho que é hora de tomar uma atitude. E então, só para chatear essa maltinha que baptiza o próprio pau, anuncio que a partir de agora a minha picha também tem um nome, passa a chamar-se André. Acho que se trata dum nome adequado ao meu bacamarte, sendo que ao mesmo tempo constitui uma singela homenagem a um dos meus heróis do Wretling que nos tempos em que era adolescente me impediu de perder tempo com coisas piores, como por exemplo dar nome à verga. Refiro-me ao antigo campeão André, o gigante.
Na minha próxima foda ou seja, daqui a instantes, hei-de causar sensação. Logo a abrir, vou dizer:
- Querida, vem cá lutar com o André. Mas nada de morder, ouviste?
E a querida, lutar com quem? E então, eu agarro na base da moca em riste, abano-a e digo, lutar aqui com o André… o gigante.
Fixe, não? Hum, mas acho que devo ser justo e não esquecer que além do Wrestling também foi a punheta que decisivamente me afastou duma existência sem sentido nas longas horas sem nada para fazer. Portanto, também vou dar nome à minha mão direita. Vou chamar-lhe Hulk.
Quanto a vocês, as minhas amigas lá por não terem pirilau escusam de se acanhar, se quiserem podem dar nome a cada uma das vossas mamocas. Não me importo.
Caso precisem dum padrinho para baptizá-las, o Barradas manda dizer que imaginação para escolher os nomes não lhe falta. Enviem fotografia delas.

terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Método Bino para conseguir um marido de sonho

A razão de vários títulos.

Após o retumbante êxito do meu último livro, decidi regressar agora com este novo inédito, intitulado: “Método Bino para conseguir um marido de sonho”.
Mais do que um mero título, o que importa realçar nesta obra é que ela pretende dar grandes esperanças a essa crescente imensidão de mulheres infelizes que vivem desesperadas por conseguir um homem que as ame.
Mas porque as minhas palavras contêm ensinamentos universais, igualmente úteis aos homens, será justo agradar tanto a gregos como a troianos. E, nesse sentido, se quem me estiver a ler for homem, por favor ignore o título inicial acima proposto e substitua-o por este outro, mais apropriado à sua condição de macho:

Método Bino para comer cabras
(e outras gajas difíceis).


A dificuldade das tarefas que me proponho aqui ensinar, exige que se comece pelo princípio das coisas. Além disso, convém impressionar desde já, dando a entender que esta é uma obra séria, fruto duma mente conhecedora. Como tal, despacharei rapidamente as seguintes questões:

1- Existência de Deus.
2- O sentido da vida.
3- Existência de vida após a morte.

E tratarei primeiro destes temas mais fáceis para que, posteriormente ao longo da minha prelecção, outros assuntos mais fascinantes, mas mais complexos devido à sua natureza prática, possam ser alvo da minha análise com o rigor merecido. Refiro-me naturalmente, entre outras, às seguintes matérias:

Para senhoras:

1- Como conseguir um marido de sonho.
2- Como sacar-lhe dinheiro.
3- Como descobrir que ele tem outra (mesmo que não tenha).
4- Como conseguir um divórcio vantajoso e sacar-lhe o resto da massa.

Para gajos:

1- Como conseguir que ela engula.
2- Como comer um cu em 3 simples passos.
3- Como ir para a cama com duas mulheres ao mesmo tempo.
4- Não me lembro da nº4, ainda estou a pensar na anterior.


1 - A existência de Deus; o sentido da vida; vida após a morte.

Sobre a existência de Deus, teremos de começar por definir com rigor os conceitos de “Deus” e “existência”. E mais lá para o fim, porque tempo é coisa que aparentemente não vos falta (ou não estariam aqui a perdê-lo) aproveitaremos para analisar quantos deuses existem (um, nenhum, vários). E também, só por mera curiosidade, qual o seu aspecto (incluindo a cor do cabelo).

Dos vários tipos de Deuses (para vermos se existe algum) convém começar pelo Deus todo-poderoso. Se este não existir, escusamos de verificar os outros (mais fraquinhos) que assim poupamos tempo e trabalho.
Recentemente, de há uns milhares de anos para cá, o Deus Pai todo-poderoso tem vindo a ocupar o lugar cimeiro do Top-Ten relativo ao género de Deus preferido das pessoas.
Ele é omnipresente, omnisciente e omnipotente; criador do universo, pai da humanidade e etc. Mas será que esse Deus existe?

Parábola:

Um homem desceu da montanha onde vivia e caminhou rumo ao Sul. Chegando às margens dum grande rio, as gentes que por ali habitavam falaram-lhe dum Guru muito sábio.
O homem achou boa ideia ir falar com o tal mestre para lhe perguntar sobre a existência de Deus.
Porra, disse-lhe o Guru, vieste ter comigo só para saber se Deus existe? Poupa-me, caralho!
O homem ficou surpreendido pela resposta do venerável mestre. As suas palavras significariam um “sim” ou um “não”?
A desilusão percorreu-lhe o espírito. Quando esperava que o Guru evocasse as cinco vias clássicas para provar a existência de Deus; que discorresse sobre o ser e o não ser, eis que nada disso sucede. Este Guru é uma fraude, pensou o homem, daria um excelente 1º ministro, concluiu.
Prosseguindo a sua jornada, nessa noite, enquanto dormia, o homem sonhou que estava novamente na presença do Guru. Durante o sonho, o ilustre sábio explicou-lhe que a pergunta era estúpida e, pior que isso, era cínica.
Então o homem compreendeu que deveria actuar e pautar a sua vida de acordo com o que lhe parecesse correcto, independentemente de existir ou não um Deus moral e castigador.
Deus é amor, ensinou-lhe o Guru, se tiveres amor no coração então Deus existirá. De que te vale existir Deus, se não O tiveres dentro de ti? Preocupa-te em viver a vida de forma justa e deixa Deus em paz. Especialmente pára de andar sempre a pedir-lhe favores. Neste momento, a imagem de Deus apareceu-lhe no sonho: era a “fotocópia” do Valentim Loureiro.
O homem despertou convicto de que tinha andado a perder tempo com um problema da treta. Mas uma nova questão o atormentava agora: o Guru mandara-lhe viver a vida. Isso era bom, significava que a vida merecia ser vivida. Porém, qual o sentido desta?
Com tal pergunta no pensamento, o homem continuou a sua viagem em direcção ao Sul. Tendo atravessado o grande rio, alguns quilómetros depois, ele encontrou uma pequena localidade. Esta nada parecia ter de especial, não fosse o facto de possuir uma pedra colocada na sua principal rua contendo a seguinte inscrição que, a quem ali passa, ensina o sentido da vida:
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"Cada vida continua uma vida passada e uma outra continuará a nossa"

Feliz por ter compreendido o sentido da existência humana, o homem retrocedeu a sua marcha. Estava disposto a ir novamente visitar o Guru, desta vez para lhe perguntar se existe vida depois da morte.
Mas curiosamente, enquanto regressava, começou a importar-lhe cada vez menos essa questão. Reflectindo, o homem percebeu que, para já, o importante era viver esta vida. Quando morresse teria tempo para se preocupar com a vida depois da morte. E recordando as sábias palavras do poeta, compreendeu que nenhum juízo final lhe devolveria os momentos não vividos nesta vida, nem os gestos de amor por realizar.
Então o homem resolveu cagar-se no Guru, dispensando os seus ensinamentos. Não tinha mais tempo a perder, regressou rapidamente à montanha onde vivia. Quando enfim chegou a casa, imediatamente ele e a sua Maria mocaram que nem coelhos, muito felizes até ao resto das suas vidas. Fim!

Epílogo

Na verdade, a Maria acabou por fartar-se de estar sempre a levar com o mangalho do homem. E ele, por seu turno, foi-se aborrecendo por não ela não se prestar a variedades.
Aos poucos a relação entre os dois esmoreceu até que acabaram por se divorciar.
Ambos foram vistos pela última vez indo ao encontro do Guru, para receber novos ensinamentos. Ela, querendo aprender como arranjar um marido impotente que lhe desse sustento; e ele, como conseguir foder carregamentos de gajas da forma mais depravada que um homem consiga imaginar.
Ignora-se o que lhes disse o Guru. A Deus, foi que usasse restaurador Olex (o tal que devolve aos cabelos a sua cor primitiva).
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Nota: os restantes assuntos serão aqui tratados oportunamente.
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segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

A reaparição dos irmãos Aparício (continuacion do post anterior)

(convém ler primeiro o post antes deste)
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É nas horas difíceis que se vê quem são os verdadeiros amigos. Quanto mais se afastavam da roulotte de Stephanie, mais pesava a consciência aos Aparícios. Se calhar fizemos mal em ter vindo embora, disse Samuel. O Cabrita pode estar em apuros.
Vítor sugeriu, o melhor é tirarmos à sorte para saber se devemos voltar
(A quem não conhece Vítor Aparício, nem dele nunca tenha ouvido falar, saiba que este espantoso trapezista andava sempre munido dum baralho de cartas de jogar. A teoria dominante acerca disso era a de que Victor tinha o vício do jogo. Embora ele rejeitasse a acusação alegando que preferia sexo às cartas).
Vítor exibiu o baralho a Samuel e combinaram que se saísse uma carta de naipe vermelho voltariam para trás.
Samuel puxou uma carta e virou-a:
- Terno de paus.
Tu não baralhaste, queixou-se Samuel. Vítor concordou.
Baralharam-se as cartas e uma nova carta foi retirada.
-Rei de espadas.
Baralhaste mas não me deixaste cortar, reclamou novamente Samuel.
Três tentativas mais e sempre saindo cartas negras. Até que finalmente apareceu a manilha de copas. Obedientes ao destino decidido pelas cartas, os Aparícios regressaram.
Mas ainda não tinham dado talvez meia dúzia de passos, puderam ouvir, na escuridão da noite, um barulho e um gemido. Perceberam que alguém, sofrendo com dores, estava caído no chão tentando erguer-se. Os Aparícios correram em auxílio reconhecendo o Cabrita. Enquanto o ajudavam a levantar-se, a luz dum súbito raio de lua surgido por entre as nuvens revelou-lhe a cara ensanguentada. Notaram também, debaixo dos seus pés, esfrangalhado no chão, o ramo de flores que tinham visto Antero transportar ainda há pouco
Samuel, furioso, desatou a correr no sentido da roulotte de Stephanie.
Onde vais tu? Perguntou Vítor.
Fica aí a socorrer o patrão que eu vou dar uma sova ao Antero. Filho da puta do anão está muito enganado se julga que isto fica assim.
Samuel tem calma, ordenou Cabrita.Calma não, senhor. Eu sou um antigo pára-quedista, fui treinado para resolver certas situações de forma violenta. E esta é uma delas, vou dar cabo do Antero.


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domingo, 23 de Setembro de 2007

A história dos meus amigos (recapitulando, 1)

Domingos era um afamado enfermeiro cá da terra, cuja experiência em práticas curativas remonta aos tempos em que se iniciou como enfermeiro improvisado na Guiné, durante a guerra colonial. Barradas, que é sobrinho do Domingos, quando era jovem, via no tio uma espécie de herói e modelo a quem imitava e seguia para onde quer que Domingos fosse. E Domingos ia para muito lado, porque naquele tempo, no exercício das suas funções, Domingos costumava acompanhar o grande Tito de La Lomba, fenomenal novilheiro português natural do Entroncamento.
Domingos prestava preciosos serviços de enfermagem a Tito, que muitas vezes (muitas mesmo) durante as suas actuações pelas arenas de Portugal e Espanha, sofria tremendas colhidas e cargas de porrada de animais com cornos, nomeadamente novilhos, touros e maridos de namoradas casadas.
No Inverno, época em que na península ibérica não se realizam touradas, Tito de la Lomba ganhava a vida como amestrador de feras no circo Romagnoli.
O Grandioso Circo Romagnoli, vivia naquela época os seus tempos áureos, desde que o Sr. Cabrita, brilhante empresário algarvio radicado em Vila Nova da Barquinha, o havia adquirido a Dom José Romagnoli, na condição de manter a empresa com o nome do seu fundador.
Da falência iminente ao apogeu, foi um curto espaço de tempo. Sob a direcção de Cabrita o Circo Romagnoli contava agora com algumas das figuras maiores da arte circense nacional. Havia uma família de trapezistas, os fabulosos irmãos Aparício, que por acaso até são meus primos e que disputavam com Tito de La Lomba, o lugar de principal figura do espectáculo.
A rivalidade entre os Aparícios e Tito era imensa. Ambas as partes tentavam superar-se constantemente, apresentando números cada vez mais arrojados e perigosos. Mas a rivalidade ultrapassava o espectáculo na pista, pois um dos Aparícios, Luís, disputava ferozmente com Tito o coração (e os favores sexuais) de Stephanie, a contorcionista da companhia.
A contorcionista francesa que ingressou no Romagnoli em 1976, era artisticamente conhecida por Stephanie, embora o seu verdadeiro nome fosse Natércia e, de facto, tivesse nascido em Alcochete. Não obstante, Stephanie insistia em exprimir-se na língua de Alexandre Dumas e gostava de se apresentar na condição de estrela internacional gaulesa.
O talento de Stephanie, contudo, era medíocre. O seu sucesso na arte circense baseava-se sobretudo numa aparência física excepcional, composta por um corpo de sonho (que só dava vontade de comer) e um rosto incrivelmente belo, cuja boca só apetecia beijar (ou pior). E era graças a essa beleza corporal de Stephanie, maximizada por um bikini minúsculo, que um número de contorcionismo perfeitamente banal se transformava num espectáculo soberbo, particularmente interessante pela sua sensualidade.
Stephanie era uma artista excepcionalmente bem remunerada. A forma como decorreu a negociação do seu contrato com Cabrita, ainda hoje permanece nos anais da história do circo Romagnoli, como símbolo de firmeza e engenho negocial. Reza a lenda que, após uma longa série de reuniões no gabinete de Cabrita, as partes não conseguiam entender-se relativamente aos valores a receber por Stephanie. A francesa queria mais, mas Cabrita recusava-se, repetindo que não havia dinheiro. Então, disposta a jogar uma cartada decisiva, Stephanie convidou Cabrita para realizarem nova ronda negocial, mas desta vez só os dois, num ambiente mais íntimo, na roulotte da artista. Ele, embora percebendo a marosca, corajosamente concordou. Stephanie achou que já o tinha no papo.
Mas Cabrita era muito hábil. Embora comparecendo no dia combinado, cumpriu a regra dos bons negociadores, chegando com cinquenta minutos de atraso e apenas para repetir o mesmo de sempre: que a companhia não tinha dinheiro que permitisse pagar mais.
Os Aparícios, naqueles dias, andavam também a negociar os valores da renovação do seu contrato e estavam muito interessados em saber qual a verba que Stephanie iria ganhar. A ideia era exigir ao Cabrita o suficiente para continuarem a ser os artistas mais bem pagos do Romagnoli e portanto, nunca menos do que Stephanie. Mas, por outro lado, também não queriam pedir um valor excessivo que ofendesse o Cabrita. Dispostos a obter tão preciosa informação, decidiram espiar as negociações indo encostar-se ao exterior da roulotte, espreitando pela janela e tentando escutar a conversa entre Cabrita e Stephanie.
No interior da roulote o tempo arrastava-se. Cabrita continuava irredutível. Stephanie, percebendo a firmeza do empresário, optou por fazer o que tinha planeado (lançar a bomba atómica). Pediu licença, retirou-se, e alguns segundos depois regressou praticamente nua. A pretexto de querer mostrar uma novidade que pretendia introduzir no seu número, Stephanie havia-se livrado das roupas e trazia agora apenas um bikini escandaloso, em tons de leopardo, próprio das actuações em pista. Era nítido que a contorcionista pretendia atingir o seu objectivo através do assédio sexual. Permanecendo sentado, Cabrita tentou manter a fleuma, mas não tardou que o suor lhe alagasse toda a fronte. As dimensões reduzidas da roulotte obrigavam a que Stephanie, ao exibir-se, quase roçasse o corpo na sua cara. Lá fora, face ao que assistiam, os Aparícios temeram pelo seu estatuto de artistas mais bem pagos da companhia. Interrogaram-se: conseguiria Cabrita resistir e continuar a dizer que não?
Perturbados pelo cenário a que assistiam, os Aparícios, lá fora, quase entravam pela janela. Por sua vez, lá dentro, Cabrita afundava-se na cadeira recuando face a Stephanie. Mas o empresário, fiel aos seus princípios, apesar da carne apetitosa rente ao seu corpo, resistia estoicamente repetindo que não tinha dinheiro. Entretanto, os Aparícios notaram que ao longe se aproximava um vulto. Vinha a pé do lado do parque de estacionamento alguém que parecia caminhar lentamente em direcção à roulotte.
O dia terminava, mas ainda existia claridade suficiente para adivinharem que aquilo que viam, embora parecesse um ramo de flores andante, provavelmente seria Antero, o marido de Stephanie, que chegava carregando um ramo de rosas vermelhas. Era um ramo tão grande, que lhe escondia a cabeça. Decerto era para oferecer à esposa. (Pensando agora no assunto, quase me esquecia de vos informar que Stephanie era casada).
A respeito de Antero, importa explicar que era espanhol. Daqueles andaluzes temperamentais de sangue quente. Acabava de chegar, após breve deslocação a França e vinha juntar-se à esposa.Zé Miguel, o filho de Cabrita, tinha ido buscá-lo de carro à estação ferroviária de Vilar Formoso. O regresso do marido de Stephanie mereceu um breve diálogo entre os irmãos Aparício. Isto agora, são eles a falar:
- O Antero chega e encontra a mulher despida com outro homem. Cheira-me que vai haver merda.
- Talvez não. Na volta, nem se rala.
- Pois sim. Se fosse algum intelectual das zonas finas de Lisboa, se calhar até ia achar graça. Mas lá na Espanha, os gajos inclusivamente são capazes de possuir um termo específico na língua deles correspondente à nossa palavra Cabrão e concerteza que é ofensivo.
- Pretendes dizer que o Antero não está sintonizado com as mais recentes tendências da liberdade sexual própria dos anos 70 e quando abrir a porta da roulotte vai ter uma reacção machista e, quiçá, até violenta?
- Violenta? Violenta, não sei. Mas que puxará da navalha de ponta e mola, disso não tenho dúvidas.
Os Aparícios calaram-se por instantes para pensar. Enquanto isso, ora miravam Antero aproximando-se, ora espreitavam Cabrita e Stephanie quase pegados. Uma tragédia poderia estar iminente. De modos que uma dúvida instalou-se nas suas cabeças: deveriam avisar o Cabrita?
Pensaram. Olharam-se por breves segundos. Fizeram cara de achar que sim. Mas de repente, um esgar, um sorriso velhaco e o soltar dum uníssono “nahhhhh”. Foram-se embora, deixando Cabrita entregue à sua sorte.
Passado um minuto, o marido de Stephanie abriu a porta da roulotte.
O grande Antero (nome artístico) tinha um passado envolto em pormenores mal revelados. Não havia a certeza de realmente ser espanhol. Ao certo, sabia-se que trabalhara num circo em França onde conheceu Stephanie. Consta que o pai dela, desgostoso com o casamento da filha, se terá suicidado. Mas Tito de La Lomba sabia que não era verdade. Numa noite de copos, Antero confidenciou-lhe que o sogro tinha morrido subitamente na cama com uma puta durante um “69” (ironicamente, o Pai de Stephanie era conhecido por "Estêvão das matemáticas").
Mas o facto da sua morte ter sido acidental, não significa que Estêvão não tivesse tido um grande desgosto com o casamento da filha. Realmente a todos pareceu estranho que Stephanie, uma mulher tão bela, tivesse tomado Antero por consorte. E não pelo facto de este ser um inveterado mulherengo, mas porque realmente era um homem muito feio (independentemente de ser anão).

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sábado, 1 de Setembro de 2007

(Continuação do post anterior) - 4 ª Parte

Se deveriam alertar o Cabrita? Eis a pergunta que os irmãos Aparício fizeram a si próprios.
Pensaram. Olharam-se por breves segundos. Fizeram cara de achar que sim. Mas de repente, um esgar, um sorriso velhaco e o soltar dum uníssono “nahhhhh”.
Foram-se embora, deixando Cabrita entregue à sua sorte.
Passado um minuto, o marido de Stephanie abriu a porta da roulotte.
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O grande Antero (nome artístico) tinha um passado envolto em pormenores mal revelados.
Não havia a certeza de realmente ser espanhol. Ao certo, sabia-se que trabalhara num circo em França onde conheceu Stephanie. Consta que o pai dela, desgostoso com o casamento da filha, se terá suicidado. Mas Tito de La Lomba sabia que não era verdade. Numa noite de copos, Antero confidenciou-lhe que o sogro tinha morrido subitamente na cama com uma puta durante um “69” (ironicamente, o Pai de Stephanie era conhecido por "Estêvão das matemáticas").
Mas o facto da sua morte ter sido acidental, não significa que Estêvão não tivesse tido um grande desgosto com o casamento da filha. Realmente a todos pareceu estranho que Stephanie, uma mulher tão bela, tivesse tomado Antero por consorte. E não pelo facto de este ser um inveterado mulherengo, mas porque realmente era um homem muito feio (independentemente de ser anão).
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(Continua... pois, que remédio)
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quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

(Continuação do post anterior)

A história dos meus amigos (Parte 3).
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Perturbados pelo cenário a que assistiam, os Aparícios, lá fora, quase entravam pela janela. Por sua vez, lá dentro, Cabrita afundava-se na cadeira recuando face a Stephanie. Mas o empresário, fiel aos seus princípios, apesar da carne apetitosa rente ao seu corpo, resistia estoicamente repetindo que não tinha dinheiro.
Entretanto, os Aparícios notaram que ao longe se aproximava um vulto. Vinha a pé do lado do parque de estacionamento alguém que parecia caminhar lentamente em direcção à roulotte.
O dia terminava, mas ainda existia claridade suficiente para adivinharem que aquilo que viam, embora parecesse um ramo de flores andante, provavelmente seria Antero, o marido de Stephanie, que chegava carregando um ramo de rosas vermelhas. Era um ramo tão grande, que lhe escondia a cabeça. Decerto era para oferecer à esposa.
(Pensando agora no assunto, quase me esquecia de vos informar que Stephanie era casada). *1
A respeito de Antero, importa explicar que era espanhol. Daqueles andaluzes temperamentais de sangue quente. Acabava de chegar, após breve deslocação a França e vinha juntar-se à esposa.
Zé Miguel, o filho de Cabrita, tinha ido buscá-lo de carro à estação ferroviária de Vilar Formoso.
O regresso do marido de Stephanie mereceu um breve diálogo entre os irmãos Aparício.
Isto agora, são eles a falar:
- O Antero chega e encontra a mulher despida com outro homem. Cheira-me que vai haver merda.
- Talvez não. Na volta, nem se rala.
- Pois sim. Se fosse algum intelectual das zonas finas de Lisboa, se calhar até ia achar graça. Mas lá na Espanha, os gajos inclusivamente são capazes de possuir um termo específico na língua deles correspondente à nossa palavra Cabrão e concerteza que é ofensivo.
- Pretendes dizer que o Antero não está sintonizado com as mais recentes tendências da liberdade sexual própria dos anos 70 e quando abrir a porta da roulotte vai ter uma reacção machista e, quiçá, até violenta?
- Violenta? Violenta, não sei. Mas que puxará da navalha de ponta e mola, disso não tenho dúvidas. *2
Os Aparícios calaram-se por instantes para pensar. Enquanto isso, ora miravam Antero aproximando-se, ora espreitavam Cabrita e Stephanie quase pegados.
Uma tragédia poderia estar iminente. De modos que uma dúvida instalou-se nas suas cabeças: deveriam avisar o Cabrita?
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*1 - Isto, quando se trata de mulheres bonitas, o estado civil é um pormenor muitas vezes olvidado pelos homens (o que não foi o meu caso).
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*2 – Se o leitor mais atento notou em alguns trechos do diálogo, um tipo de linguagem parecida à de um polícia de trânsito, saiba que o pai dos Aparícios era um agente da autoridade (e figura paternal muito influente na forma de falar dos filhos).
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Continua, quando este post tiver um número de comentários jeitoso.

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terça-feira, 21 de Agosto de 2007

(continuação do post anterior)

A história dos meus amigos - Parte 2
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A contorcionista francesa que ingressou no Romagnoli em 1976, era artisticamente conhecida por Stephanie, embora o seu verdadeiro nome fosse Natércia e, de facto, tivesse nascido em Alcochete.
Não obstante, Stephanie insistia em exprimir-se na língua de Alexandre Dumas e gostava de se apresentar na condição de estrela internacional gaulesa.
O talento de Stephanie, contudo, era medíocre. O seu sucesso na arte circense baseava-se sobretudo numa aparência física excepcional, composta por um corpo de sonho (que só dava vontade de comer) e um rosto incrivelmente belo, cuja boca só apetecia beijar (ou pior).
E era graças a essa beleza corporal de Stephanie, maximizada por um bikini minúsculo, que um número de contorcionismo perfeitamente banal se transformava num espectáculo soberbo, particularmente interessante pela sua sensualidade. *1
Stephanie era uma artista excepcionalmente bem remunerada. A forma como decorreu a negociação do seu contrato com Cabrita, ainda hoje permanece nos anais da história do circo Romagnoli, como símbolo de firmeza e engenho negocial.
Reza a lenda que, após uma longa série de reuniões no gabinete de Cabrita, as partes não conseguiam entender-se relativamente aos valores a receber por Stephanie. A francesa queria mais, mas Cabrita recusava-se, repetindo que não havia dinheiro. Então, disposta a jogar uma cartada decisiva, Stephanie convidou Cabrita para realizarem nova ronda negocial, mas desta vez só os dois, num ambiente mais íntimo, na roulotte da artista.
Ele, embora percebendo a marosca, corajosamente concordou. Stephanie achou que já o tinha no papo.
Mas Cabrita era muito hábil. Embora comparecendo no dia combinado, cumpriu a regra dos bons negociadores, chegando com cinquenta minutos de atraso e apenas para repetir o mesmo de sempre: que a companhia não tinha dinheiro que permitisse pagar mais.
Os Aparícios, naqueles dias, andavam também a negociar os valores da renovação do seu contrato e estavam muito interessados em saber qual a verba que Stephanie iria ganhar. A ideia era exigir ao Cabrita o suficiente para continuarem a ser os artistas mais bem pagos do Romagnoli e portanto, nunca menos do que Stephanie. Mas, por outro lado, também não queriam pedir um valor excessivo que ofendesse o Cabrita.
Dispostos a obter tão preciosa informação, decidiram espiar as negociações indo encostar-se ao exterior da roulotte, espreitando pela janela e tentando escutar a conversa entre Cabrita e Stephanie
No interior da roulote o tempo arrastava-se. Cabrita continuava irredutível. Stephanie, percebendo a firmeza do empresário, optou por fazer o que tinha planeado (lançar a bomba atómica). Pediu licença, retirou-se, e alguns segundos depois regressou praticamente nua.
A pretexto de querer mostrar uma novidade que pretendia introduzir no seu número, Stephanie havia-se livrado das roupas e trazia agora apenas um bikini escandaloso, em tons de leopardo, próprio das actuações em pista.
Era nítido que a contorcionista pretendia atingir o seu objectivo através do assédio sexual.
Permanecendo sentado, Cabrita tentou manter a fleuma, mas não tardou que o suor lhe alagasse toda a fronte. As dimensões reduzidas da roulotte obrigavam a que Stephanie, ao exibir-se, quase roçasse o corpo na sua cara.
Lá fora, face ao que assistiam, os Aparícios temeram pelo seu estatuto de artistas mais bem pagos da companhia. Interrogaram-se: conseguiria Cabrita resistir e continuar a dizer que não?
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(continua, quando as autoridades o permitirem e a mim me apetecer)
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*1- Digamos que era uma sensualidade muito apreciada pelo público masculino, que no final do número sempre aplaudia delirantemente (mas nunca de pé).

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segunda-feira, 30 de Julho de 2007

A história dos meus amigos (Parte 1)

Domingos era um afamado enfermeiro cá da terra, cuja experiência em práticas curativas remonta aos tempos em que se iniciou como enfermeiro improvisado na Guiné, durante a guerra colonial.
Barradas, que é sobrinho do Domingos, quando era jovem, via no tio uma espécie de herói e modelo a quem imitava e seguia para onde quer que Domingos fosse. E Domingos ia para muito lado, porque naquele tempo, no exercício das suas funções, Domingos costumava acompanhar o grande Tito de La Lomba, fenomenal novilheiro português natural do Entroncamento.
Domingos prestava preciosos serviços de enfermagem a Tito, que muitas vezes (muitas mesmo) durante as suas actuações pelas arenas de Portugal e Espanha, sofria tremendas colhidas e cargas de porrada de animais com cornos, nomeadamente novilhos, touros e maridos de namoradas casadas.
No Inverno, época em que na península ibérica não se realizam touradas, Tito de la Lomba, ganhava a vida como amestrador de feras no circo Romagnoli,.
O Grandioso Circo Romagnoli, vivia naquela época os seus tempos áureos, desde que o Sr. Cabrita, brilhante empresário algarvio radicado em Vila Nova da Barquinha, o havia adquirido a Dom José Romagnoli, na condição de manter a empresa com o nome do seu fundador.
Da falência iminente ao apogeu, foi um curto espaço de tempo. Sob a direcção de Cabrita o Circo Romagnoli contava agora com algumas das figuras maiores da arte circense nacional. Havia uma família de trapezistas, os fabulosos irmãos Aparício, que por acaso até são meus primos e que disputavam com Tito de La Lomba, o lugar de principal figura do espectáculo.A rivalidade entre os Aparícios e Tito era imensa. Ambas as partes tentavam superar-se constantemente, apresentando números cada vez mais arrojados e perigosos. Mas a rivalidade ultrapassava o espectáculo na pista, pois um dos Aparícios, Luís, disputava ferozmente com Tito o coração (e os favores sexuais) de Stephanie, a contorcionista da companhia.

(Continua quando tiver paciência para contar o resto)

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domingo, 29 de Julho de 2007

Cheirar a peixe

Após jantarem lamejinhas e enguias num conhecido restaurante na Lançada, ele e ela foram passear para o Fórum Montijo.
Ela - Hum, cheiramos a peixe.
Ele - Deixa lá, pior seria se cheirássemos a merda.
Ela - Sim, tens razão.
Ele - Se bem que acabei de peidar-me...

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quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Gajos de bolsa

Para mim, a coisa começou com o Álvaro Cunhal. Recordo-me de vê-lo na TV, sempre de bolsa preta na mão. Talvez se lembrem, até chegou a correr o boato de que trazia lá dentro um rolo de papel higiénico.
Desconheço o que realmente transportava Cunhal, só sei é que essa estúpida moda masculina de usar bolsa não tem parado de aumentar.
As mais horríveis são aquelas de apertar à cintura, como a que o meu sogro usa. Aqui há dias a minha Sofia ofereceu-lhe uma bolsa nova. Ainda tentei ajudar a escolher o novo modelo, na esperança de encontrar alguma que fosse vermelha, com o emblema do glorioso bem destacado. Mas o velho sportinguista fez questão de sublinhar que preferia a sobriedade do preto e lá lhe fizeram a vontade.
Infelizmente, a Mekinha interpretou o meu interesse em escolher a bolsa para o pai dela como um sinal de que também eu desejaria semelhante peça de mau gosto para mim próprio.
Recentemente fiz anos e agora trago a tiracolo uma bolsa a dizer Camel Active, oferecida com todo o carinho pela minha amantíssima esposa.
Mal parece não usar a bolsa e agora o Barradas goza comigo, diz que é uma bolsa abichanada.
Claro, disso não tenho dúvidas. Mas notem que ao menos a bolsa tem a dizer Camel Active. Entendem ? Não diz Camel Passive. Portanto… podia ser pior.
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Últimos desenvolvimentos: Perdi a bolsa...

quarta-feira, 11 de Julho de 2007

A importância do PSI20

Recentemente começaram a nascer-me pintelhos brancos na pele dos colhões. Estou a envelhecer, é o que é.
Claro que estes primeiros sinais de velhice, em si, não me ralam. O que me chateia realmente é pensar que ninguém no seu perfeito juízo pode esperar que alguém lhe chupe (ou mesmo lamba) os colhões ostentando nos mesmos, pintelhos brancos.
Procurei nos mais prestigiados blogs portugueses alguma informação, análise, ou até breve comentário acerca deste importante problema. Mas nada... rigorosamente nada. A nata da nossa intelectualidade blogosférica parece continuar a preocupar-se com o costume: política e futebol. De colhões com pintelhos brancos: nada, zero, tabu !
Eu também, se quisesse, podia falar aqui de merdas estúpidas só para me fazer passar por inteligente. Por exemplo, falava de Warrants, puts e calls, ou do nasdaq. Mas não, achei mais relevante informá-los acerca do estado dos meus colhões. Pelo menos a mim, interessa-me muito mais do que a bolsa de valores.
Mas pronto, quem passa a vida a coçar os colhões por não ter nada que fazer, acredito que nem os pintelhos nessa parte do corpo lhe cresçam. Deve ser por isso que ninguém fala deste assunto.
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PS: Tenho arrancado os malditos com uma pinça de sobrolhos da Mekinha. Dói um bocado, mas segurando a pele com os dedos indicador e médio da mão esquerda, não custa tanto.

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quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Ideias para enriquecer.

Meus amigos, espero que estejam todos de boa saúde que eu por cá vou indo bem, felizmente.
Reparei que as visitas a este blog subiram bastante, sobretudo após vários dias sem ter publicado nenhum novo post. Não fosse por coisas ainda ficava a pensar que era uma subtil forma de agradecimento pelo meu silêncio.
Seja como for, quero desde já avisar que não cederei a pressões. Por mais visitas que me façam, por mais que este blog cresça, recuso-me a terminar a minha presença aqui.
Reparei igualmente que fui alvo de alguns prémios, os quais desde já agradeço. Assim que possa, irei reflectir maduramente sobre em quem votarei, a fim de não quebrar a corrente. O Barradas sugeriu-me que não perdesse tempo e procedesse a um sorteio para determinar quais os blogues em quem votar. Mas acontece que não sou de confiança e portanto não quero sucumbir à tentação de fazer batota.
Reparei também que alguns novos blogues incluíram-me na sua lista de links. Portanto, assim que possa, retribuirei.
Entretanto, para finalizar, quero uma vez mais reafirmar a condição de blog sério que é o “Abrupto Sexual” e portanto, em consonância com o seu respeitável estatuto, anuncio que neste espaço não procederei à publicação de qualquer espécie de teoria ou pseudo estudo sobre a localização ideal acerca do novo aeroporto de Lisboa. Para escrever disparates não contem comigo.
Por mim era no meio do Tejo, em pleno mar da Palha. Faziam assim uma espécie de ilha artificial e depois os aviões aterravam lá.
Mas isto era eu a decidir, que sou um idealista sempre a sonhar com um mundo perfeito. Por exemplo, ainda agora veio uma encomenda de cosméticos dum fornecedor e, do armazém disseram-me que tinham mandado umas coisas de que gosto muito. E eu, logo de relance, uma coisa de que gosto muito… hum, querem ver que enviaram uma remessa de cus ? Eh pá, sei lá… inventam tanta coisa porque não hão-de inventar cus soltos ?
Por exemplo, se eu fosse o Joe Berardo, o tanas é que esturrava o meu dinheiro a comprar acções do Benfica. Patrocinava era uma investigação a sério na área da clonagem. Descobrir a forma de criar cus em laboratório, por exemplo. Isso sim, um produto valioso e com procura no mercado.
É claro que, para não me acusarem de machista também mandaria que se criassem caralhos soltos. Há tanta gaja a queixar-se que o defeito dos caralhos é terem um homem pegado a ele, que estes concerteza seriam um sucesso. Podiam-se até, criar réplicas de caralhos famosos, em pura carne, para mulheres modernas que não vão em plásticos.
Na foto: o modelo "Rasputin".

Para terminar o post, quero dizer a todos que ultimamente a minha cabeça é uma autêntica brainstorm e que, assim que possa, passarei para o blog as minhas mais recentes descobertas acerca do sexo oposto ( e vice-versa) em mais uma magnífica demonstração do que é ser um Guru do Sexo à séria.
Beijinhos às damas e apertos de mão aos homens.

terça-feira, 8 de Maio de 2007

Espaços onde se pode respirar.






















Um espaço onde não se pode respirar ? Isso era dantes.
Agora com este fabuloso "respirador vaginal" os leitores do Abrupto (o outro) já não têm desculpa para não gostar de cona.

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domingo, 22 de Abril de 2007

Meias e sovacos. A moda e o sexo. E tudo sobre nada.

No casamento, já se sabe, o homem faz a mulher e a mulher faz o homem. No meu caso, a Mekinha sendo uma mulher moderna, tem vindo a transformar-me num homem sincronizado com as últimas tendências da moda masculina. Portanto, para vossa surpresa, saibam que já deixei de usar meias brancas há mais de três anos e agora só uso meias pretas.
Ah! E atenção ! Não julguem que as compro no mercado mensal de Azeitão. Por acaso, ainda há pouco comprei 15 pares de meias (todas iguais, todas pretas) mas foi na Calzedonia, numa promoção que eles tinham no Torres Shopping.
Isto de comprar meias iguais até acaba por ser uma coisa prática porque assim evito a trabalheira de juntar os diferentes pares quando tiro as meias, já secas, da corda. Vai tudo ao molho para a penúltima gaveta da mesinha de cabeceira (aquela por cima da última, a tal onde discretamente guardo os preservativos, as algemas e mais alguns objectos sexuais que não quero especificar).

Agora, aposto que não conseguem adivinhar a mais recente inovação que a Mekinha operou em mim.
Pois é, começou por se queixar que os meus sovacos cheiravam mal. É certo que, um gajo de manhã, às vezes com a pressa para sair de casa quase nem molha o sabonete. E, na verdade, confesso que sou mais meticuloso a lavar o pénis do que propriamente um sovaco (que ainda por cima são dois) mas mesmo assim, comecei por não lhe dar razão.
Porém, a Mekinha continuou a implicar com os meus sovacos, tento passado a exigir-me que tomasse banho também à noite antes de ir para a cama.
Ontem, talvez devido ao meu recente ingresso profissional no mundo da moda, finalmente rendi-me à derradeira exigência da Mekinha e pronto, deixei que ela me rapasse os pêlos sovacais.

É uma sensação estranha, esta de ficar rapadinho. Não consigo parar de passar com as mãos por debaixo dos braços. Parece que estou a apalpar uma gaja, o que me faz recordar os belos tempos da infância, quando comecei a sentir em mim (mais precisamente entre pernas) o desejo inexorável pelo sexo oposto.
Recordo-me como se fosse hoje. Comecei por me aliviar com a mão. Mas isto é uma coisa que não pára de exigir cada vez mais duma pessoa. Às vezes tentava com a esquerda, para dar a sensação de que não era eu. Mas não era suficiente. Então ouvi falar em melancias e resolvi experimentar. Também recorri a almofadas, mas tudo aquilo me parecia demasiado inanimado, sem vida e sem calor. Entendem?
Ainda pensei nas cabras da Ti Ana, mas tive medo do Bode (ao contrário do Barradas, esse grande destemido).
A certa altura, pensei em construir uma máquina de bater punhetas. Assim uma coisa simples. Eléctrica, mas simples. Recordo-me que se chegou ao ponto em que a coisa se constou lá na rua e uma catrefada de putos meus amigos ofereceu-se para ajudar no projecto, na condição de também usarem a tal máquina.
Apareceram com fios de cobre, pilhas, interruptores e até lâmpadas. Sem sucesso. Embora um dia tivesse ficado com a pichota estrangulada na máquina de costura da minha avó, a verdadeira máquina de bater punhetas nunca chegou a realizar-se.
Um dia, devíamos ter uns sete ou oito anos, o Muralha convenceu umas vizinhas da nossa idade a irmos tomar banho no açude da ribeira, sem o conhecimento dos pais.
A certa altura, o Muralha levou-as para o palheiro da Ti Clementina e fez “coisas” com elas, por tempo e à vez (parece-me que era... 10 minutos com cada uma).
Infelizmente, não pude participar na orgia. Tinha feito a 1ª comunhão há pouco tempo e tive medo que fosse pecado, de modos que só ele é que “brincou” com as meninas. Nesse dia, à noite, antes de dormir jurei a mim mesmo que quando fosse adulto me tornaria um mestre do sexo. De preferência na prática, mas nessa impossibilidade, pelo menos em teoria.
E aqui estou eu, neste brilhante blog a ensinar tudo o que sei...

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sexta-feira, 13 de Abril de 2007

O doutor da Mula Ruça (1º episódio da novela homónima)

Dizia-se doutor e como vivia com a Quitéria, era conhecido cá na zona pelo nome de “doutor da Mula Ruça”, por causa da alcunha da companheira.

A filha mais nova do tio João Marques, era uma bela moça, alta e peituda, com as curvas todas no sítio, curvas em número mais que suficiente para virar a cabeça de qualquer homem apreciador do sexo feminino.
A Quitéria, assim se chamava a rapariga, sabia que era boazona e, ainda por cima, era amiga de se arranjar. Todos os meses, a cachopa pintava o cabelo na cabeleireira, em tom de loiro platinado, tal Marilyn Monroe.
Não se sabe a quem puxou, mas era evidente que a moça tinha nascido com umas ideias demasiado avançadas para a época. Por volta dos 18 anos falava-se que já tinha fornicado com mais de metade da rapaziada cá da aldeia e, dizia-se mesmo que uma vez até tinha feito sexo oral. Não admira portanto, que aos 19 anos, talvez por causa deste comportamento e também da cor extravagante do seu cabelo, a Quitéria tivesse granjeado a alcunha de “Mula Ruça”.
Foi então, num belo dia de Setembro, que a “Mula Ruça” resolveu partir para se empregar na casa duns ricaços em Lisboa (na versão de uns) ou para ir prostituir-se numa casa de meninas, algures para os lados da Travessa da Glória (na versão de outros).
Os anos foram-se passando. Eu, entretanto, estive emigrado por essa Europa fora e, confesso que até já me tinha esquecido da “Mula Ruça” (e do broche) quando não é o espanto, meu e de todos cá na terra, quando se soube que a “Mula Ruça”, após vinte anos de ausência, resolvera regressar à terra que a tinha visto nascer.

Eram dez horas da noite. Entrei no café do Mocho e sentei-me ao balcão. Vinha dum dia lixado no stand, sem ter conseguido vender nenhum carro.
Foi por volta da minha segunda cerveja que a curiosidade se me despertou. Quem seria a jeitosa sentada na mesa do canto acompanhada daquele indivíduo com ar de chulo?
(continua).

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quinta-feira, 5 de Abril de 2007

Reflexão sobre mim.

Reflectindo sobre mim, confesso que me sinto um blogueiro vitorioso. Comecei por ter tido visão de oportunidade e percebido em tempo oportuno o grande potencial da blogosfera. Realmente fui um pioneiro ao fundar o meu primeiro blog em Novembro de 2001, quando praticamente não existiam blogues em Portugal. Até aos dias de hoje a minha vida de blogueiro foi um caminho árduo. Durante este tempo, sofri a incompreensão de muitos, a indiferença de quase todos e apenas a admiração de muito poucos. Os leitores foram sempre os meus grandes aliados.
Bem sei que venho duma pequena aldeia da Beira Baixa, longe dos grandes centros culturais. É verdade que não tenho contactos, nem movo influências junto dos centros de poder. Mas, por outro lado, também sei que tenho inegável talento, assim como a vontade de mostrar a todos por que razão sou o mais brilhante blogueiro de Portugal (e grande cartel no Brasil).
Os meus posts, elegantemente escritos, são muitas vezes preciosas lições de vida, sobretudo sexual; outras vezes o apontar de novos caminhos rumo ao futuro daquilo que, a meu ver, deverá ser a mentalidade do novo homem português (mais sexy, menos complexado).
Encontramo-nos numa encruzilhada em que não deixando de sermos típicos portugueses, não podemos ser imunes às novas influências que nos chegam derivadas da globalização, da participação portuguesa na União Europeia, assim como da utilização das novas tecnologias.
Depois de ler o Abrupto Sexual, português algum poderá justificadamente lamentar-se de não conseguir compreender o sexo oposto e não ter bom sexo (ou mesmo só sexo).
Os ensinamentos aqui contidos são fruto da minha experiência de vida e de alguns amigos meus. Neles está tudo o que é necessário, para que você, homem ou mulher, possa ser feliz.
Vejam-me como exemplo para qualquer um de vós: na minha vida, tal como na blogosfera, todos os sonhos são possíveis. Inclusivamente ficar rico e famoso a escrever um blog.
Não que isso já tenha acontecido comigo, mas ainda não perdi a esperança...


PS. : Não me perguntem porque escrevi isto. Só sei que é quase 1h da manhã e antes de me ir deitar passou-me esta pela cabeça.

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quinta-feira, 29 de Março de 2007

Quando fiquei barricado numa universidade.

Era uma vez uma universidade privada em Lisboa, onde dois grupos lutavam pelo controlo da mesma. Então, houve alunos que ocuparam essa universidade. Foi em Março, lembro-me porque estive lá.
É verdade, apesar de nunca ter feito a 1ª classe, aqui o Bino chegou a andar numa Universidade. E quando digo "andar" é mesmo literalmente, porque eu só lá fui ver aquilo. Estudantes, eram o Barradas e a Fam-Fam.
Corria o ano de 1986 e o Barradas falou-me ao telefone que ia barricar-se numa Universidade. Se eu também queria alinhar ? Bom, se era para haver porrada, que contasse comigo. E parece que pancadaria era coisa certa de acontecer porque se os ocupas eram de um lado da contenda, do outro havia quem os quisesse expulsar de lá para fora à força.
A fim de me dirigir ao local e visto ter dificuldades em orientar-me nas difíceis ruas da capital, recorri aos magníficos serviços de transporte da CP e chegado a Lisboa, apanhei um Táxi directamente para a Rua Vitor Cordon, perto do Chiado.
Eram umas 6h da tarde, pára o táxi mesmo em frente aos portões da Universidade. Do interior da viatura sai um jovem cabeludo, trajando um sensacional blaser de veludo amarelo e umas apertadas calças de ganga azul vivo, a condizer com sapatos brancos (portanto, algo parecido com as cores da bandeira ucraniana).
O táxi deixa rapidamente o local. A súbita chegada do indivíduo desperta a curiosidade dos alunos barricados atrás do portão, bem como daqueles que cercam a Universidade, parados do outro lado da rua, no passeio oposto.
O recém chegado, mochila militar numa das mãos, óculos escuros, dirige-se ao portão, disposto a entrar. Mas como não o conhecessem e com receio que fosse uma cilada, os de dentro recusam-se franquear-lhe o acesso. Ao ver-se sozinho no lado errado da barricada, o desconhecido percebe que se encontra numa situação perigosa. Evita olhar para trás, na direcção do grupo que pretende tomar de assalto a Universidade para acabar com a ocupação.
Recorrendo aos seus poderosos métodos de presuasão, Bino (moi-même, pois quem haveria de ser ?) tenta convencer os barricados que o deixem penetrar.
Uma betinha histérica é a mais renitente, tenta evitar a todo o custo que se abra o portão gritando que se trata duma armadilha.
Bino finge ignorá-la e dialoga com a rapaziada que, por fim, rendidos aos argumentos resolvem meter a chave no cadeado e deixá-lo entrar.
Já a salvo, Bino fuzila com o olhar a betinha histérica duvidando se se tratava de pânico ou da natureza própria de quem só considera humano os outros betinhos da mesma laia.
Subindo ao bar, Bino encontra finalmente Barradas que está nos copos. Cumprimentos efusivos, lá, são-lhe apresentados alguns gajos porreiros, todos dos subúrbios e que desprezam, tanto ou mais que ele, os totós dos betinhos de Lisboa e da linha (a quem chamam pachás).
Nas redondezas há miúdas giras. Bino admira miúdas inteligentes, mas também não as despreza se tiverem um palminho de cara bonito (especialmente quando acompanhado por um bom rabo).
Elas ficam impressionadas pela fleuma verdadeiramente britânica demontrada por Bino e Castelo (um bacano de Pirescoxe) que jogam calmamente xadrez, aparentemente alheios ao ambiente frenético instalado por toda a Universidade, num claro desprezo pelo perigo.
O lider da ocupação aparentemente é um aluno do 4º ano a quem chamam Jotajota. Movimenta-se apressado de um lado para o outro, com um grupo de gajos atrás. Não gosto da pinta dele.
Entretanto, alguém tenta electrificar as grades que cercam o edifício, sem sucesso. Não têm conhecimentos de electricidade o suficiente para saber que, para se electrificar uma cerca, esta tem obrigatoriamente que estar isolada, a fim de não haver passagem imediata de corrente para a terra. Inevitavelmente os dijuntores no quadro eléctrico disparam e as luzes apagam-se. Após algumas tentativas, desistem de tentar electrificar a grade e o portão.
Novamente no bar, que fica no sotão (e onde estão as garinas) o Barradas esforça-se por convencer uma caloira que aquela poderá ser a última noite da vida deles e que talvez o mais acertado seja aproveitarem o melhor possível aquelas últimas horas. A caloira, dá-lhe razão, desiste de ler o manual do Martinez e dedica-se ao alcóol o resto da noite. O Barradas não se dá por vencido e rapidamente descobre outra caloira a quem tenta dar o mesmo golpe.
Pela minha parte, estava no telhado da Universidade a conversar com uma aluna quando finalmente, já a noite ia alta, se dá o ataque dos de fora a fim de nos expulsarem.
Um tipo chamado Banza, ao portão, dá uma extintorada num atacante que fica branco de neve carbónica. Do alto do edifício chovem pedras e garrafas de cerveja que se estilhaçam na calçada da rua. Resolvo aderir à festa mandando também algumas pedras de calçada. Reparo que a alguns metros, um pouco ao lado do grupo que tentava entrar, do outro lado da rua, estão dois homens parados a observar os acontecimentos. Não são jovens e calculo que sejam eles quem comanda as operações. É neles que quero acertar. Agarro numa garrafa de cerveja e faço pontaria a um deles. A garrafa vai direitinha à careca do gajo, mas subitamente roça num fio dos eléctricos da carris e desvia-se o suficiente para se partir em mil pedaços mesmo junto aos pés deles. Os gajos percebem que estão a ser atacados e retiram-se rapidamente. Hoje compreendo que felizmente não lhe acertei na mona, podia tê-lo matado.
Os incidentes continuam por mais um pouco, escutam-se alguns disparos de arma de fogo, um carro da polícia passa e é apedrejado (acto estúpido) e finalmente os atacantes afastam-se sem conseguirem entrar.
Pouco depois chega o corpo de intervenção da PSP, que forma junto à esquina da Vitor Cordon com a António Maria Cardoso, mas virada para o nosso lado.
A polícia parece preparar-se para entrar na Universidade e sendo assim, o caso muda de figura (complica-se).
Ficamos na expectativa. O tempo vai passando. A polícia não avança, mas também não se retira. Entre a malta, corre a ideia de que se eles entrarem a gente sai sem resistir.
As horas passam e nada... não acontece nada. Depois, a Polícia retira-se para as carrinhas ali estacionadas. Mais algumas horas e por fim, vão-se embora.
O dia nasce e percebemos que a ocupação venceu. Deixamos finalmente as instalações da Universidade com a garantia de que tudo se resolverá. Vêm as férias da Páscoa. Depois nasce outra Universidade que se instala na Junqueira.
Irei lá algumas vezes ter com o Barradas e com os amigos dele, o Castelo, o Espadinha, o Óscar e o Nuno de Barcarena. Assistir a provas orais, ver as gajas, coisas desse estilo. Estudar é que não. Na Universidade aprende-se umas merdas, claro, mas perde-se muito tempo.

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domingo, 18 de Março de 2007

Como ser mulher e ser feliz ( Parte 1)

Um estudo recente, baseado em blogs femininos portugueses, revela que a maioria das mulheres adultas portuguesas é infeliz (ou mesmo, muito infeliz).
Como principais causas dessa infelicidade são apontadas a insatisfação sexual prolongada e problemas diversos de natureza amorosa / sentimental ( isto é, falta de gajo ).
A situação parece ser alarmante, uma vez que o número de mulheres infelizes no nosso país não tem cessado de aumentar.
Os especialistas consideram que este aumento exponencial, se deve sobretudo ao facto de as mulheres não saberem interpretar correctamente as causas da sua infelicidade. A maioria, erradamente considera-se infeliz porque:

a) É feia, gorda e tem um corte de cabelo horrível.
b) Não gasta dinheiro suficiente em roupa, sapatos e produtos de beleza.
c) Tem um marido que ressona, que não a compreende e que não lhe dá atenção nem carinho.

Esta análise é incorrecta porque, na realidade, de acordo com o mesmo estudo, a maioria das mulheres é infeliz sim, mas porque:

a) Não aprendeu a desfrutar plenamente do seu corpo e a ter prazer sexual depravado sem culpa.
b) Não aprendeu a gostar de homens e a saber estar com eles sem ser chata.

E porque o que aqui ficou escrito me parece já o suficiente para alguns comentários da vossa parte, guardarei para uma próxima oportunidade a publicação das partes restantes deste estudo.
Na realidade trata-se dum estudo muito importante, porque foi elaborado por alguém que percebe profundamente de mulheres e visa ensinar eficazmente o mulherio a ser mais feliz ( não precisam de me agradecer).

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segunda-feira, 12 de Março de 2007

O que as mulheres querem (ensinamentos do Guru).

Jovem rapaz, alguma vez as mulheres te pareceram um enigma difícil de entender e te questionaste sobre o que querem elas ?
Para ti (e outros como tu) esta parece uma questão difícil de responder, mas não para mim, que sou Guru. Por isso, vou ajudar-te.
Se fizeres a pergunta ao contrário, começarás a ver luz. Questiona-te: o que não querem as mulheres ?
De entre as muitas respostas possíveis, a mais evidente é a de que não querem foder contigo. Essa é a triste razão pela qual um dia te questionaste sobre o que querem elas realmente.
Dum modo geral aquilo que as mulheres mais gostam é de gastar dinheiro. Resumindo, da mesma forma que o nosso desejo é foder-lhes a cona, elas sonham foder-nos a carteira. O problema é que elas são mais eficazes que nós. Portanto, se no final ambos tiverem realizado os vossos desejos, dá-te por feliz.

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segunda-feira, 5 de Março de 2007

Não gosto de ler.

Será que fica muito caro mandar publicar um livro ? Tenho andado a pensar nisso. Que tal escrever um livro baseado no Abrupto Sexual ?
Quase de certeza muitos livros feitos a partir de blogues foram pagos pelos próprios autores. Por que não também fazê-lo ?
Percebo que muitas pessoas o façam. Tanta gente que sonha conseguir escrever um livro e publicá-lo. Eu, por acaso não. O meu sonho é conseguir ler um livro inteiro. Isso sim, é que é difícil. Mas um dia hei-de conseguir.
Até já me deram a ideia de que o mais fácil seria ler um livro escrito por mim próprio.
Olhem que não é mal pensado. Um livro da minha autoria, forçosamente teria o meu retrato na capa. Ganda estilo !
Até já estou a imaginar-me no Algarve, na praia de Monte Gordo (na direcção do Casino) deitado na toalha, muito concentrado, a fazer de conta que estou a ler o meu próprio livro. E as gajas, nas redondezas, a olharem para a capa e a reparar que sou eu. De repente ainda engatava alguma (daquelas malucas intectuais que curtem escritores). É claro que por causa da Mekinha não ia acontecer nada demais. Mas por outro lado, ela e as filhotas podiam ajudar-me a transportar uns quantos exemplares do livro para a praia. Com sorte conseguia vendê-los ao pessoal em redor. Ganhávamos dinheiro para gastar em Ayamonte.
E depois das férias, no stand ? Agora, quando um cliente me compra um automóvel costumo oferecer-lhe um crucifixo, mas depois podia começar a oferecer o meu livro. Está bem pensado, não está ? Olhe, por me ter comprado o chasso, tome lá este magnífico livro que foi escrito por mim. Autografado e tudo...
Não sei, não. Tenho o sacana dum Alfa Romeo que se calhar, oferecer o meu livro, ainda vai ser a única forma de ajudar a conseguir vendê-lo.

sexta-feira, 2 de Março de 2007

Fingir o orgasmo.

Pensamento do dia:
Do Barradas nem sempre vêm más ideias, no meio do estrume também se encontram pérolas (embora poucas).

Grande mentira é aquela de virem dizer que as mulheres fingem o orgasmo. Que vantagem haveria nisso ? Qual o interesse em fingir ? É claro que não fingem. Pelo menos, comigo não o fazem.
Na verdade o que se passa é que o prazer passivo ainda hoje é censurado na nossa cultura e portanto, algumas mulheres sentem vergonha em admitir que têm prazer quando um macho lhes salta para cima, não vão as pessoas pensar que são putas.
Devo dizer que, por mim, já me livrei desse complexo e não me parece mal se uma mulher tiver um orgasmo por minha causa. Quando era jovem solteiro e curtia com as minhas amigas (ou mesmo desconhecidas), algumas vezes consegui provocar-lhes o orgasmo e isso não me fez achar que fossem mais ou menos putas do que achava antes.
Aliás, provocar o orgasmo numa gaja é fácil. Eu, por exemplo, para durar mais tempo, costumava bater uma antes. Depois, não falhava porque demorava um tempão até conseguir voltar a esporrar-me (entretanto, ela vinha-se).
Agora, o que deve ser novidade para vocês é saber que também há quem finja o orgasmo masculino.
É verdade, confesso que já fingi. Mas eu, ao contrário das mulheres, tinha razões válidas para fazê-lo.
Quando queria impressionar alguém costumava fingir que estava a vir-me para fazê-la pensar que sou um amante capaz de vários orgasmos. Após cada uma dessas simulações, pedia licença e retirava-me até à casa de banho, onde supostamente retirava o preservativo. Logo de imediato regressava de pau em riste disposto a retomar o acto. Este truque era sempre um sucesso.

(Brevemente vou explicar as circunstâncias em que inventei esta técnica e a participação involuntária do Barradas ).

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domingo, 11 de Fevereiro de 2007

Esta, era só pró cu.

Existe um tipo de gajas que, suponho, todos os homens detestam. Falo evidentemente daquelas tipas cuja vida, no ver delas, é um infinito mar de problemas e ninguém as compreende. Gajas destas, complicadas, entram numa espécie feminina a que chamo mulheres problemáticas.
As problemáticas, são uma seca pavorosa e, além de serem uma péssima foda, o trabalho que dão a comer não compensa o sacrifício. Por isso, nem lhes passo cartucho. É preciso um gajo andar muito rebarbado, ou então chamar-se Barradas, para sujeitar-se a tentar comer uma problemática. Por mim, a mãe que as ature.

A seguir às problemáticas, existe um outro tipo de fulanas que são as enjoadinhas.
As enjoadinhas, são gajas que imagino desprovidas de prazer sexual. Se um dia pegarem na picha do marido é com a ponta dos dedos, ou mesmo de luvas.
É claro que as enjoadinhas casam com totós, enjoadinhos versão masculina, ou então com tipos malandrecos que as desprezam, não param em casa e só as encornam.

Em terceiro lugar (a contar do fim) vem o género feminino que mais detesto e que são as nariz empinado. Bem sei que o nome podia ser mais giro, mas de momento não me ocorre outro e gajas assim também não merecem melhor.
As nariz empinado, no fundo, não passam dumas convencidas de merda, armadas com ares de superioridade e a julgarem que possuem uma cona sagrada, boa demais para ser profanada por gajos simples como o Barradas.
É claro que eu podia resumir toda esta descrição e chamar simplesmente betinhas ás nariz empinado. Só não o faço, porque também existem betinhas problemáticas, assim como betinhas enjoadas.
Recordo-me que quando andava na escola com o Barradas, na Junqueira, havia por lá muitas betinhas de nariz empinado.
Por vezes, quando alguma passava por nós a bambolear a peida, o Barradas costumava escapar entre dentes:
- Esta aqui, com as peneiras que tem, só pró cu !

No fundo, o que a frase queria significar é que as betinhas, provocavam-nos um tremendo desprezo e não eram a nossa comida natural.
Mas mais importante de tudo, reinava entre nós (ainda reina), uma crença segundo a qual, se enrabarmos à bruta uma betinha nariz empinado, consegue-se tirar-lhe as peneiras e tranformá-la numa mulher a sério. Pelo que, em nome do amor à humanidade, estaríamos dispostos a fazer esse sacrifício de a enrabar.
Evidentemente trata-se duma teoria nunca comprovada cientificamente, mas não deixa de ser um pensamento reconfortante: pensar que se pode tirar as peneiras a uma betinha com uma simples enrabadela a frio.
Ainda hoje, quando vejo uma betinha, costuma vir-me essa imagem à cabeça.

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domingo, 4 de Fevereiro de 2007

Orgulho em ser Homem

Há um programa de rádio, na antena 3, chamado “Prova oral”, talvez conheçam. Um dia destes foram à “Prova oral” 5 homens, dizer o que pensam sobre as mulheres. Gostei de os ouvir, acho que falaram bem.
Por essa razão é que eu não fui convidado para ser o 6º elemento dessse grupo de 5 homens. É que eu, sobre as mulheres, só tenho um pensamento – foder. E isso, para uma hora de rádio, é curto.
No fundo, sobre mulheres não sei nada com interesse para se dizer publicamente. Sou como aqueles jogadores de futebol geniais no relvado, mas que depois nas entrevistas só dizem banalidades.
Portanto, no que toca a mulheres, após ter conhecido a Mekinha só sei dizer é que as mulheres são umas criaturas maravilhosas e óptimas para se fazer amor com elas (mais que isto é poesia, ou então... ménage).
Por vezes oiço pessoas a falar sobre assuntos relacionados com o sexo de forma absolutamente fascinante. Mas também há quem não se poupe em disparates.
Por exemplo, agora andam por aí imensas gajas só a dizer mal dos homens. Escrevem blogues, publicam livros, assinam artigos de opinião e até dão entrevistas, sempre a dizerem mal dos homens. E os media acham graça aos disparates, dão destaque a essas gajas.
É uma moda estúpida que já começa a irritar-me.
Elas costumam falar em termos abstractos e gerais, como se em Portugal as mulheres andassem todas desiludidas com a malta. O que é absolutamente falso e uma tremenda injustiça.
Normalmente costumam afirmar que nós, os homens, somos machistas e que não conseguimos satisfazê-las na cama. Que a maioria das mulheres não atinge o orgasmo, que não nos esforçamos nos preliminares, que só queremos ir-lhes ao cu, etc.
Pois bem, das muitas acusações que nos fazem só admito ser culpado de duas. Sim, é verdade que sou tarado por sexo anal. Sim, é verdade que eu, com duas gajas na cama, é uma coisa espectacular sonhada por muita gente. Mas tudo o resto é falso, absolutamente mentira.
Mas elas próprias sabem que é mentira. Na realidade, essas mulheres que se queixam dos homens são apenas gajas mal fodidas que tentam apresentar de forma abstracta, os seus tristes casos pessoais muito concretos.
Em vez de gritarem, “PORRA !!! NÃO CONSIGO VIR-ME”, (podendo ser que conseguissem ajuda especializada) optam por inventar histórias, apresentar falsas estatísticas e falar do ponto G, como se realmente ele existisse.
Pois eu acho que é meu dever denunciar esta situação, esta autêntica cabala. Há que avisar a rapaziada, especialmente os mais novos, que devemos recusar este tipo de pressão sobre a nossa perfomance sexual. Nós, machos lusitanos de hoje, continuamos a ser os garanhões que sempre foi tradição haver em Portugal.
O homem português, modéstia à parte, constitui uma maravilha genética que vem apetrechado de série com o seu famoso instrumento, conhecido por caralho (caralhão, no meu caso).
O caralho português, distingue-se dos restantes pelo seu tamanho avantajado (falo por mim) e pelas suas infalíveis erecções, visando satisfazer a dama mais exigente ( ou mesmo várias).
É evidente que existem casos excepcionais de homens portugueses que falharam o seu destino de machos. Mas tratam-se de excepções que confirmam a regra. Intelectuais, betinhos e paneleiros há em todos os países.
Portanto, homens, há que recusar histerismos, lesbianismos, anti-machismos e toda a espécie de paneleirismos que visam denegrir a nossa imagem de machos.
Somos homens e temos orgulho em sê-lo. Desejar que fôssemos diferentes, seria querer que deixássemos de ser o que realmente somos – homens.
E para essa merda, comigo não contem. Fodam-se.

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domingo, 28 de Janeiro de 2007

O meu Natal foi assim.

A sério que tenho pena dessa malta lisboeta que não tem uma terra onde ir passar o Natal.
Recordo com saudade os meus tempos de emigrante, quando regressava por breves dias ao nosso querido Portugal, nas férias do Verão e no Natal.
Não existe maior felicidade do que andar pelo estrangeiro e regressar depois à pátria.
Quando regressei de vez e casei com a Mekinha, quase me tornei lisboeta ( eu é que não quis). Isto porque ela é destas bandas e, não querendo mudar-se para a província, vim eu morar para os arredores da capital (mais concretamente para a margem sul, num luxuoso bairro da 34ª melhor cidade portuguesa para se viver).
No entanto, o meu contacto com as avenidas mais largas, os prédios mais altos e os maiores centros comerciais de Portugal não conseguiu apagar em mim o sentimento de saudade pelos tempos da emigração. De tal maneira que quando vou a Estremoz, aproveito para ir até Badajoz de propósito, só para sentir novamente o prazer de regressar a Portugal.
E também a moderna Lisboa, com as suas longas filas de trânsito, não me fez esquecer a linda aldeia beirã onde fui feito. Continuo a ser o homem simples e humilde que um dia partiu mundo fora, apesar dos ambientes sofisticados que tive a sorte de conhecer.
Portanto, como bom português fiel às minhas raízes, quando chega o Natal lá vou eu com o resto da família, rumo ao Norte a caminho da terra, passar a consoada e matar o porco.
Então, no sábado, fomos de viagem (eu, a Meka e as nossas duas filhotas) a ripar de carro, Ribatejo acima, eram umas 8 e meia da noite.
Porto Alto, Samora Correia, Benavente...
Parámos na Chamusca, no restaurante da ponte.
Caraças, deixei o carro mal travado, descaiu e começou a recuar sozinho. Por sorte ainda consegui voltar a entrar e jogar as mãos ao travão de mão. Antes que muito mal acontecesse, parou na rotunda. Meu rico carrinho que se podia ter amachucado todo.
Depois do susto, fomos comer. Folhados de queijo e Ice Tea para elas, sandes de fiambre e Sumol de laranja para mim.
Voltámos à estrada. As pequenitas entretanto, adormeceram. Chegámos finalmente à terra já depois da meia noite.
Foi só o tempo de tirar a bagagem do carro e deitar as meninas. A Meka ficou sentada à lareira a conversar com as mulheres da família e eu pirei-me com os meus irmãos para o largo da Igreja. Todos os anos o pessoal da terra faz uma fogueira com troncos de oliveira tão grossos que ardem vários dias, para a malta não ter frio. Até dá para assar febras e morcela nova nas brasas.
Pronto, isto já se sabe, a malta junta-se. Uns vivem lá, mas também há os que vêm da França ou da Alemanha, outros da Suiça e muitos de Lisboa.
Vamos comendo e bebendo enquanto conversamos. As horas vão passando. Aos poucos a maioria vai-se embora, dormir. Mas há sempre meia dúzia de resistentes que insiste em permanecer junto à fogueira.
Deviam ser umas 2 da manhã, acho que foi o Bino mais velho que desafiou a malta para irmos roubar um bichinho de 4 patas (leia-se coelho).
Onde, a quem e como ? Em poucos minutos de discussão, o Chico, notável especialista nestas coisas de gamar criação, já tinha um plano aparentemente infalível.
Com o Chico ao comando das operações, fomos a pé em grupo compacto. Éramos uns sete, descendo a ladeira, direitos ao casal de baixo (local onde iríamos cometer o roubo).
Chegámos ao largo do jogo, onde costumam fazer um presépio em tamanho natural. No silêncio da noite, ouvimos barulho. Parámos à escuta, era como como se alguém ressonasse. Olhámos melhor e então, descobrimos o Tonho Gato no presépio. Perdido de bêbado, tinha ido deitar-se a dormir entre as palhinhas, no lugar do menino Jesus.
Achámos escandaloso. Que fazer àquele cabrão ? Jogamos-lhe pedrada ou água do bebedouro em cima ? Àgua não, urina sim. O Chico queria ir lá mijar-lhe em cima.
Mas as coisas acabaram por precipitar-se noutro sentido. Tinhamos decidido fazer-lhe uma salga. Agarrámos o gajo e conseguimos tirar-lhe as calças. Mas no derradeiro momento, quando ficou sem cuecas parámos estupefactos como que fulminados por um raio.
Como é sabido, nós beirões, somos uma malta excepcionalmente bem aviada de orgão sexual. Mas o Gato, cuidado. Aquilo dele é um abuso em qualquer parte do mundo, até em Àfrica.
Aproveitando a pequena hesitação, o Gato conseguiu escapar-se de nós. Desatou a correr para casa dele. Refeitos do susto, ainda tentámos agarrá-lo novamente. Porém recuámos rapidamente quando verificámos que os gritos do Tonho Gato tinham chamado a atenção dum grupo de pessoas que estava num velório na capela mortuária, que é mesmo ali junto ao largo e que sairam para a rua ver o que se passava.
Alguns homens que estavam no velório viram tudo, mas consta que conseguiram fechar a porta da casa mortuária a tempo de evitar que as mulheres saissem para a rua e vissem o Tonho Gato correndo nú da cintura para baixo, com o bacamarte exposto.
Virámos costas e então, também nós corremos, mas em sentido inverso do Gato, para não sermos reconhecidos.
Só parámos no Casal de Baixo, mas já não apetecia coelho. Sem mais conversa, dispersámos, cada um para sua casa.
No dia seguinte, cheio de vergonha que me tivessem reconhecido, achei que era meu dever, como penitência, ir ao funeral da ti Maria de Jesus, querida velhinha falecida com 96 anos, de quem eu gostava muito. Que Deus a tenha em descanso.
O meus irmãos também foram ao funeral. Ali, e depois, durante o resto do dia, por toda a aldeia, ouvimos as pessoas fazerem conversa acerca do sucedido na noite anterior. Mas para nosso alívio ninguém avançava nomes. Acima de tudo, o assunto centrava-se em considerações acerca do tamanho avantajado do Tonho Gato (e também, que tinha sido chamado o 112, tendo uma pessoa ido de ambulância para o Hospital de Abrantes).
Felizmente, ninguém parecia interessado em saber quem seriam os malandros que o tinham despido. Assunto sobre o qual, o próprio Gato mantinha absoluto silêncio, recusando-se a fornecer qualquer nome.
À noite, mesmo assim, sentindo a minha consciência ainda algo pesada por termos perturbado o velório, cometi um facto quase inédito: fui também à missa do Galo.
...No entanto, não tive coragem de ir beijar os pés ao menino Jesus.
Porque uma das minhas maiores frustrações aqui, prende-se com o facto de parecer que muita gente não acredita na veracidade dos meu posts, sempre que possivel passarei a publicar imagens, videos ou sons. Como forma de comprovar o quanto são verdadeiros os meus relatos.

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domingo, 21 de Janeiro de 2007

Eu quero ser famoso


Eu não tenho só qualidades, também possuo alguns pequenos defeitos. Por exemplo, sou vaidoso (mantenho este blog porque quero ser famoso ).
Reconheço também, que não consigo parar de mentir quando estou com uma mulher. Sou rico e solteiro, desejo casar com a primeira mulher que me queira, mesmo que tenha trabalhado num bar de alterne, se chame Tatiana e seja romena.
Mas, Bino, Tatiana é somente meu nome artístico, na verdade sou brasileira e me chamo José.
Não faz mal Maria José, caso-me contigo na mesma. É só beber este copo e vamos já fazer amor.
Não tem Maria não, é só José.
????????
(nunca mais irei a bares na zona de Elvas / Badajoz)

De maneira, que também sou um tipo influenciável. Por exemplo, alguém diz-me que estou com ar de doente e de imediato começo a sentir-me mal. Ou então, a Meka diz-me, “vamos fazer amor” e eu fico logo de pau feito (é automático e nunca falha).
Portanto, aqui há dias alguém aventou, num comentário deste blog, a possibilidade de eu ser o Nuno Markl. E, da minha parte, confesso, embora preferisse ser o Rui Unas, a verdade é que deixei-me influenciar por essa possibilidade. Então, na passada sexta-feira, no meu stand de automóveis usados, estava eu muito descansado, sentadinho à secretária, a sonhar com as jeitosas que o Nuno Markl deve papar à conta de ser famoso, quando sou subitamente arrancado dos meus sonhos pelo tocar estridente do telefone.
Era uma senhora brasileira, daquelas cuja voz de tão doce que é, quando fala parece que está a vir-se.
Disse-me que era duma empresa de electrodomésticos que vai abrir e estavam a oferecer prémios a quem se apresentasse na sede dos “Franceses” (um clube cá da terra). Normalmente, nestes casos, costumo mentir e digo sempre que me chamo Samuel. Mas não sei porquê, desta vez resolvi responder de outra forma, disse-lhe que me chamava Nuno Markl. E ela, Nuno Marques ?. E eu, Nuno Markl, com kapa antes do éle. Moro na Rua do Parque, nº 13 (inventei). Depois, a moça pediu-me para esperar. Mas, entretanto pelos vidros, reparei num casal a olhar para um Fiat Punto. Sem hesitar, desliguei o telefone e fui ter com eles.
Estava ocupado a mostrar o Fiat ao tal casal, quando volta a tocar o telefone. Vi que o Barradas, andava por ali a vaguear sem fazer nada, como de costume. Resolvi gritar-lhe, ó Barradas, atende lá o telefone se faz favor (note-se a delicadeza da minha linguagem perante a presença de clientes).
De repente, começam a escutar-se altos palavrões vindos do lado do escritório. Era o Barradas simplesmente a passar-se ao telefone. E eu ali, cheio de vergonha, frente aos clientes, a ouvirmos o Barradas a debitar vocabulário do piorio. Ó minha filha dum #####, tu vai para a #### que te pariu. Que se eu vou aí rebento-te esse ## todo. E tudo nesse estilo.
De repente, o telefonema termina e gera-se um silêncio absoluto. Então, pela porta do escritório vemos sair o Barradas, muito vermelho, com ar sério a ajeitar a gravata e no recinto dos carros, toda a gente em silêncio, incluindo eu, a olhar para ele.
Chega-se ao pé de mim e pergunta-me baixinho, quase em segredo. Disseste a alguém que te chamas Nuno Markl ? É que telefonou para aqui uma brasileira para falar com esse tal senhor e quando eu disse que não havia cá nenhum Nuno Markl, ela chamou-me mentiroso. E então eu tive que dar-lhe um curso acelerado de boa educação por telefone.
Dei-lhe uma pancadinha no ombro e com um ligeiro sorriso, respondi-lhe “reparámos nisso, obrigado”.Bino, diz-me o Barradas, lá porque tens a merda dum blog não penses que és famoso, seu Duran Duran da Beira Baixa. E nisto, afastou-se e foi lavar carros.


PS. Mas para mim, a reacção do Barradas nada tem a ver com a minha pequena mentira, mas sim com algo sucedido em França, pelo Natal e que lhe caiu mal e muito o tem atormentado desde então. Trata-se de qualquer coisa que envolve as palavras: brasileira e fio-terra.

Mas ainda não sei o que é.

Época de Saldos

Adoro quando vamos a centros comerciais e a Mekinha me arrasta para as lojas de pronto a vestir.
Sei dar os meus palpites, num simples relance consigo dizer que roupas lhe ficam bem. Ela fica especialmente linda em roupas vermelhas, mas também gosto de vê-la de amarelo ou cor de laranja.
As minhas lojas preferidas são a Bershka e a Stradivarius. Adoro a música ambiente dessas lojas. Aliás, adoro o ambiente todo. Se agora fosse puto, tentava trabalhar numa Bershka. Deve ser muito mais fixe do que bulir num McDonald’s, onde se passa o tempo todo a levar com cheiro de comida nas ventas.
Para um chavalo, trabalhar num local repleto de miudas deve ser impecável. Melhor que isso, só sendo cabeleireiro de senhoras.
É curioso que a malta tende a pensar que a melhor profissão do mundo é ser ginecologista. Não concordo. Um ginecologista lida imenso com vaginas doentes. Daquelas vaginas infectadas e a segregar corrimentos mal cheirosos. Isto causa, naturalmente, fastio por vaginas. Aposto que existe por aí um estudo científico qualquer onde se revela que os ginecologistas são de longe, os homens que menos realizam a prática do cunnilingus (minete).
Boa profissão é ser cabeleireiro de senhoras, isso sim. Reparem que quase ninguém toca no cabelo duma mulher. Tirando o marido e o amante, não resta mais ninguém senão o cabeleireiro. Acredito que, muitas vezes, cabeleireiro e amante tendem a fundir-se numa só pessoa. Só não acontece mais vezes porque, estranhamente, cabeleireiro de senhoras é uma profissão onde abundam muitos maricas.
Digo estranhamente porque, eu, se fosse maricas ia trabalhar para um estaleiro naval ou então embarcava num navio. Quero dizer, ia para um sítio onde houvesse muitos homens, entendem ?
Agora, ser cabeleireiro de senhoras não é lógico. Para um maricas que interesse pode haver numa profissão onde quase só se lida com mulheres ? É por estas e por outras que eu nunca hei-de entender a maricagem. Já me basta entender as mulheres.

sexta-feira, 12 de Janeiro de 2007

Véspera de Natal, ainda assim, o costume.

Prólogo
(Quem achar o prólogo demasiado chato pode saltar para o post propriamente dito)

Outro dia, alguém disse-me que achava a maioria dos meus amigos uns tipos estranhos. Eu não acho. Quero dizer, reconheço que alguns costumam ter atitudes bizarras e, ao nível das ideias, por vezes as suas conversas revelam pensamentos realmente inquietantes. Mas tirando isso, em termos de aspecto, penso que não se nota nada.
De outro modo não seriam meus amigos. Nisto, sou exigente, faço questão de só me relacionar com pessoas normais (ou mesmo inteligentes) e não com malucos.
Claro que ao nível do comportamento sexual, o caso muda de figura, mas aqui há que ser flexível. Afinal, quem não tem a suas taras sexuais ?
Eu, por acaso não tenho, mas admito que muita gente as tenha. É claro que também não estou a insinuar que os meus amigos sejam tarados. Digo apenas que, a esse respeito, pretendo não emitir opinião publicamente. Considerando que, além de serem meus amigos, também eu sou um bocado amigo deles, acho preferivel apontar-lhes as taras pessoalmente num ambiente privado.
Faria sentido, por exemplo, publicar aqui que o Barradas colecciona pintelhos de gajas ? Penso que não. Seria estar a denegrir a reputação do rapaz, não é verdade ?
Mesmo que tal colecção de pintelhos incluisse pintelhos raros de várias nacionalidades e raças, penso que continuaria a não fazer sentido “enterrar” publicamente o meu depravado amigo.
É claro que o Barradas possui uma reputação já de si tão ruim que não adiantaria tentar arruiná-la ainda mais. Mas mesmo assim, poderia tentar não é ?
Se bem que eu próprio, apesar de tentado, às vezes nem preciso fazer nada, que ele mesmo encarrega-se de fornecer lenha para se queimar.

(E aqui começa o post propriamente dito)

Notem o que aconteceu, ainda recentemente na véspera de Natal. Sabendo que o Barradas estava em França (o Muralha também foi) resolvo ligar para casa dos cunhados dele, a desejar boas festas.
Na verdade eu até nem queria, mas a Mekinha insistiu para que telefonasse a desejar feliz Natal. E, então, só para lhe fazer a vontade, acabei por ligar. E até pus a chamada em alta-voz para ela também ouvir.
Sabem o que aconteceu ? Quando telefonei, o Barradas e o Muralha tinham saído. Então decido ligar para o telemóvel. De facto, os dois tinham ido passear por Paris. Só que o Muralha em vez de acompanhar o irmão numa visita ao Louvre, apreciar arte, ver os quadros, contemplar a Mona Lisa, não. Achou mais interessante ir até ao Pigalle (dizem que é um "quartier" de putas, embora eu nunca lá tenha ido).
Segundo versão do Barradas, o coitado do irmão foi só lá ver o ambiente.
Pois, está claro. A “ver o ambiente”, conheceu uma cidadã brasileira, de nome Lucimara (quero acreditar que não fosse um travesti), embebedaram-se e, a troco duma certa quantia, foram foder.
Estava o Muralha, conforme conta o Barradas, a comer a brasileira à canzana, quando toca o telemóvel. Ocupado a internacionalizar o caralho, não lhe apetece atender. Vendo que é o meu número que chama, decide impressionar-me e, estando bêbado, sem pensar diz à brasileira que atenda.
Esta, pegando no telemóvel e estando igualmente alcoolizada, responde conforme o que lhe dita a bebedeira. Num curto diálogo comigo, informa-me que se chama Lucimara e ( agora isto, é ela a falar com puro sotaque do nordeste brasileiro ) “o seu amigo agora não pode atender, não moço. Nesse momento ele está esporrando minha bundinha toda”.
Grande bronca, a Meka a ouvir uma conversa destas pelo alta-voz... O pior é que a minha querida julgou que eu estava a ligar para o Barradas, que é casado. Mas não. Eu, por acaso também pensava, mas de facto estava a ligar era para o Muralha.
...Quero dizer, o telemóvel era do Barradas, mas tinha-o emprestado ao irmão. Percebem ? Acontece...
Porque o Barradas é casado e um gajo casado não encorna a Maria dele e muito menos vai às putas. Ok ?

terça-feira, 2 de Janeiro de 2007

Presente de Natal para mulheres modernas.

Escolher prendas, especialmente de Natal, é uma das maiores torturas que se pode fazer a um indivíduo. Nós, homens, não mereciamos esta porra. Tudo seria mais fácil se em vez de oferecer objectos inúteis comprados sob doloroso tormento pudéssemos simplesmente passar um cheque.
Eu próprio, um ás das compras, confesso possuir algumas dificuldades na hora de escolher presentes para oferecer. Mas porque sou amigo dos meus amigos e reconheço a dificuldade da coisa, aceitei ajudar o Barradas nas suas compras de Natal deste ano.
Não nos podemos esquecer que desta vez o Barradas ia passar o Natal à França e portanto havia que levar prendas para os familiares. Em primeiro lugar, levei o Barradas ao Lidl, porque apesar de raramente lá encontrarmos os artigos electrónicos que eles anunciam no dica da semana, possuem sempre uns chocolates espectaculares a preços muito bons.
Basicamente comprámos comida para oferecer de presente aos familiares do Barradas. Eu sei que pode parecer estranho, mas naquela família as coisas são mesmo assim. Se fizéssemos uma lista daquilo que mais gostam, sem dúvida que, comida viria em primeiro lugar e vinho em segundo. Claro que o sexo aparecia lá para trigésimo e o Benfica (3º lugar na minha lista) se calhar, nem seria considerado.
Quando já tinhamos as compras praticamente todas feitas, o Barradas lembrou-se que precisava dum chuveiro novo, porque uns dias antes tinha partido o antigo. Tava a tomar duche e, de repente, alguém abriu a água. O Barradas, em vez de água quente começou a levar com água gelada no lombo. Danado, protestou a bater com o chuveiro na parede. Tamanha foi a “meiguice” do protesto que do mesmo resultou um chuveiro partido em bocados.
Levei, então, o Barradas ao Mestre Maco, mas nenhum chuveiro lhe agradava. Fomos tentar a drogaria do Barão & Costa que fica na localidade portuguesa, para mim, mais adequada para se comprar artigos de casa de banho, isto é, a Baixa da Banheira.
Fomos à secção dos chuveiros, vimos todos, mas o Barradas parecia procurar um modelo especial. Pressionado por mim, descaiu-se a explicar-me que tinha ouvido dizer que há mulheres que gostam de “satisfazer-se com o chuveirinho”. É verdade, confirmei-lhe eu, na minha condição de especialista. E então, também queres satisfazer-te com esse método ?
E ele, não pá, quero é comprar um chuveiro que dê para a minha Maria se vir com ele. Então e qual é o problema ? perguntei eu.
Ó Bino tu já viste o tamanho destes chuveiros ? Alguma vez a Maria enfiava uma merda destas na cona ?
Juro. A minha vontade foi enfiar o maior chuveiro que ali houvesse pelas goelas do Barradas abaixo. Mas contive os meus instintos.
Ó estúpido, então tu achas que elas enfiam o chuveiro na crica ? Pega nesse chuveiro dourado, paga na caixa e vamos a um sítio que eu conheço. E ele, para onde ? Vem comigo, ordenei-lhe, do que tu precisas sei eu.
O Barradas lá comprou o chuveiro e sem mais demora arrancámos de carro rumo à Cruz de Pau.
Em poucos minutos estávamos a subir as escadas dum centro comercial onde às vezes compro presentes.
Afastei a cortina vermelha que tapa a porta duma loja e empurrei o Barradas para o interior da mesma.
Mas... mas isto é uma sex shop, surprendeu-se o Barradas. Não, disse-lhe eu, não vês que é uma drogaria ?
Mas rapidamente o Barradas identificou-se com o local, parando os protestos. Na verdade, até mostrou interesse por um cú de borracha (ou silicone, sei lá). Rapidamente, sem ele ver, dirigi-me ao fundo da loja e escolhi um vibrador de entre os vários expostos na parede. Fui ao balcão e pedi à senhora da loja que o embrulhasse para oferta. Chamei o Barradas com um gesto mudo.Quando chegou, só lhe disse, paga 55 euros, pega neste embrulho e vamos embora.
Nem protestou. Foda-se, eu às vezes tenho mesmo carisma.
Deixei o Barradas à porta de casa e embrulho na mão. Agora só espero que realmente ofereça o vibrador à Maria dele. Concerteza ela passará a ter, para sua satisfação, algo maior, mais duro e mais direito do que o caralho conjugal. E isso é algo que qualquer marido moderno deveria ter em conta.



(Muito em breve postarei acerca da minha passagem de ano)

quinta-feira, 28 de Dezembro de 2006

Natal agitado

Olá pessoal. Desculpem lá este tempo todo sem postar, mas a minha vida é especialmente agitada no Natal. E isto é mesmo assim, a gente não pode parar o negócio e deixar de ganhar dinheiro para se pôr a brincar no computador.
Podem não acreditar, mas nem para ver sites porno tenho tido tempo, quanto mais escrever no blog. Isto tem sido um despachar carros que até chateia. Só não vendi mais chassos por causa dos créditos não aprovados a tesos do caraças que às vezes aparecem por cá.
Mas enfim, já saí do stand e agora, aqui em casa, consegui arranjar um bocado de tempo para dizer qualquer coisa enquanto espero que a Meka se acabe de vestir para a gente sair até ao Fórum do Montijo. Vamos enfardar uns hamburgueres (eu), uma sopinha de dieta (ela) e depois vamos ao cinema.
Para terminar, só para dizer que tenho um amigo que é actor e viu o Abrupto Sexual. O gajo gostou tanto desta merda, que agora quer convencer um amigo dele, que é realizador, para fazer um filme baseado no Abrupto Sexual.
Isto é engraçado porque desconhecia que o meu amigo é actor do cinema porno. Eu até pensava que ele só fazia teatro...
Ok. Tenho mais novidades, mas agora não tenho tempo. Em breve conto mais. Ciao a tutti.

quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

Amizade entre mulher e homem

I

Sim, as amigas fodem com os amigos.

Uma grande mentira que muitas mulheres contam aos homens é a de que não vão para a cama com os amigos.
Isto é ridículo. Só um totó acredita que as mulheres apenas praticam sexo com desconhecidos (as chamadas fodas à primeira vista) ou então com inimigos (ainda mais ridículo).
Para ti, homem que já foste vítima deste embuste, há que dizer-te a verdade: as mulheres fodem com os amigos... só que nenhum desses amigos és tu.

II

Só um totó é que tem amigas.

Ter amigos serve para a gente poder chamar paneleiro a outro gajo sem termos que nos chatear a seguir (chamar paneleiro a uma gaja é estranho ).
Ter amigos serve para a gente lhes pedir dinheiro emprestado e nunca mais pagar (pedir dinheiro a uma gaja é estar a ser chulo. Não dá ).
Ter amigos serve de desculpa para a gente sair, em vez de ficar em casa a aturar a Maria mais os putos (sair para aturar outra, ora foda-se. Para isso aturo a minha ).
Ter amigos serve para a gente ter companhia nos copos e nas petiscadas (coisa de machos. Além disso, quem ficaria em casa a tomar conta das crianças ? )
Agora, ter uma amiga sem ser para saltar-lhe em cima. Caralho, não estou a ver o interesse. Deve ser por isso que eu e os meus amigos não temos amigas (nem queremos).
Imagina que coisa mais ridícula, uma gaja no meio da gente como se fosse um de nós. A conversar sobre futebol e sexo; rir-se à parva, mandar arrotos javardos, peidar-se ao pé da malta. Olhar para o cu da boazona que passa. Tal coisa não seria natural.
No limite, uma gaja assim concerteza seria fufa. E à partida, até concordo que a amizade com uma fufa seria a única possibilidade de um homem ser amigo duma mulher sem pensar em comê-la.
Mas digo “seria”, porque uma das maiores taradices dos homens é justamente conseguir dar a volta a uma fufa (ou duas).
A gente somos assim...

quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

Eram duas namoradas

Acabo de fazer uma aposta com o Barradas e o Muralha. Foi ontem, nos anos do meu primo. A certa altura falou-se em viagra e gerou-se a dúvida acerca do que acontece se o viagra dos homens (o azul) for tomado por uma mulher.
Eu acho que não acontece nada, mas eles acham que a mulher ficará temporariamente com tendências bissexuais.
Estabelecida a discórdia resolvemos apostar. E agora para demonstar o ponto de vista deles, tencionam dar viagra às respectivas namoradas já no próximo fim de semana, quando os quatro estiverem juntos.
Sei que nada sucederá, mas eles estão esperançados que o viagra vá dar a elas uma tusa por mulheres, igual à que dá nos homens. Tão forte, que as duas acabarão por se enrolar uma com a outra, mesmo à fente deles.
Se essa merda acontecesse, seria o concretizar de um velho sonho daqueles dois, que sempre ambicionaram tornar a própria namorada bissexual (para fins imorais).
Mas não vai acontecer.

segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

As mulheres ao poder, já !

Os homens são violentos, como todos os animais. Os animais menos violentos que eu conheço são as mulheres. As mulheres em vez de violentas, costumam ser doces. Por serem doces é que nos dão tanta vontade de as beijar e lamber. Mas só as comestíveis.
Essas, as comestíveis, por vezes até dão vontade de trincar. Mas não sei se é politicamente correcto.
Agora temos de ter cuidado com essa malta politicamente correcta que, entre muitas coisas, defende os direitos das mulheres e a igualdade entre os sexos.
Eu, para falar a verdade, sou feminista. Mais que isso, acho que as mulheres são superiores aos homens. Sim, elas são melhores profissionais, mais responsáveis e mais resistentes que nós, os homens.
Malta, sejamos francos, a gente só pensa em sexo e merdas do género. Verdade ou não ?
Por isso eu acho que o mercado de trabalho devia ser dominado por elas. Até digo mais, as mulheres que tomem conta disto tudo. Dominem o mundo, não quero saber.
Eu por mim, posso reconhecer já hoje que o futuro lhes pertence. Aliás, se fosse possível queria começar a ser já devidamente explorado por elas sem demora.
Sim, podem escravizar-me. Mulheres, façam de mim um escravo para a única coisa que sirvo. Não quero mais nada senão foder, é o que mais gosto e melhor sei fazer. Dêem-me sexo e internet todo o dia, que ficarei feliz.
(Estou agora a lembrar-me duma oportunidade que tive há uns anos atrás. Descobriram que tenho um pénis inconfundível e convidaram-me para entrar em filmes pornográficos. Por timidez não aceitei e arrependi-me. Se me tivesse tornado actor de filmes porno, tinha conseguido juntar um montão de dinheiro. Depois reformava-me e finalmente conseguia realizar o meu sonho de sempre: passar os dias a foder).
Outra coisa que era bom, se as mulheres dominassem o mundo é a questão da violência masculina. Sem dúvida a nossa agressividade passava a ser devidamente canalizada.
Tenho verificado que as mulheres emancipadas e até dominadoras, apesar de poderosas sob o ponto de vista económico e social, na cama desejam de ser dominadas. Não adianta negar, é um facto do qual sou testemunha.
No fundo, a natureza feminina necessita do domínio masculino, quanto mais não seja no plano sexual. E é precisamente nesse plano que a natureza dos dois sexos ( a agressividade masculina e a submissão feminina ) se devem combinar na perfeição.
Homens, deixemos entregue às mulheres o domínio do mundo. Não necessitamos de escapes para a nossa agressividade. Podemos passar sem a política, sem o trabalho e mesmo sem o futebol, o wrestling e as touradas. Para lidar com a testosterona só precisamos de ter bom sexo.
E curiosamente, bom sexo é também o que as mulheres querem.
Porém, algumas mulheres, as mais emancipadas, queixam-se de não ter felicidade sexual. Lamentam-se que os homens não as compreendem.
Estão erradas. Aliás, muita gente de ambos os sexos, tem andado a ler demasiados livros sobre o ponto G (que é um mito, e não existe). Assim como livros da treta que não ensinam o que as mulheres e homens realmente querem na cama*.
Sejamos claros, as mulheres especialmente as mais modernas, adoram um homem decidido e autoconfiante (como eu ) que as domine completamente.
É agarrá-las pelos cabelos, aquecê-las com longos preliminares e depois, pô-las de quatro (a posição preferida delas).
Durante a penetração e depois, durante o bombar, é ir dando umas sonoras palmadas nas nalgas, mas sem magoar.
Cuidado se a gaja se mostrar desagradada. Lembrem-se que ela ainda pode estar refém de alguns tabus e preconceitos. Mas com o tempo deverá libertar-se deles e verão que acabará por apreciar o tratamento.
O mesmo se aplica ao sexo anal. Não há que ter medo. São tudo coisas que, bem planeadas e feitas com saber, acabam por satisfazer até a dama mais exigente.
Afinal, do que todas elas gostam (excepto a ruivas, que são especiais como os Ferrari) é ter alguém que as domine completamente na cama. A mulher, de um modo geral, necessita de ajuda para se libertar. Compete ao homem, dar essa ajuda. Quando a mulher consegue libertar a devassa sexual que há dentro dela, realiza-se plenamente enquanto fêmea. Sejamos, portanto, machos à altura do nosso papel. E neste aspecto há que informar o seguinte: Em vez de um “príncipe” lisboeta com maneiras e modos finos, mais vale um gajo de trato simples e provinciano. Porque isto, com gajos habituados à natureza campestre, é como diz o outro: menos complexos e mais “foda”.
E é disso que elas precisam !


*Isto inclui livros ou blogs com teorias estrambólicas (e erradas) acerca de punhetas de mamas, como sendo o prato favorito da rapaziada.

sábado, 25 de Novembro de 2006

Provavelmente Barradas

Eu não penso só em sexo, também sou muito bom em estatística e probabilidades. Por exemplo, acabo de calcular mentalmente que todos os anos 60 mil portuguesas perdem a virgindade.
Mas isto não é nada. Ainda outro dia, eu e o Barradas íamos de carro, na estrada entre Minde e Fátima (tratar de assuntos da pedreira). Então, a certa altura o Barradas começa a dizer-me que este Natal vai visitar parentes à França, mas que andar de avião lhe está a meter medo.
Foda-se, um gajo que até já quis ser toureiro, com medo de voar ? Explicou-me que foi um susto apanhado na última vez que viajou e a partir daí fez uma jura que nunca mais voltava a voar.
Olha, disse-lhe eu, o avião é um meio de transporte seguríssimo.Todos os dias aviões da TAP levantam voo sem nenhuma espécie de problema.
Percebi que o Barradas estava a escutar-me e então resolvi jogar o meu argumento final. Disse-lhe com a máxima seriedade que habitualmente consigo fingir, “Barradas, meu amigo, considerando o ano de 2006, estatisticamente está provado que qualquer homem português viajando na TAP tem mais probabilidades de se tornar o novo namorado da Elsa Raposo do que morrer de acidente aéreo”.
Foi uma coisa dita, assim, com tal seriedade que até eu fiquei impressionado com a minha própria afirmação. O Barradas, ficou-se embasbacado a olhar para mim muito sério... e depois perguntou-me com a maior candura possivel:
- E quem é a Elsa Raposo ?
É nestes momentos que eu caio em mim e desesperadamente me lembro de que o Barradas não é um gajo culto como eu. Porque no meu caso, sou um gajo que sabe quem é quem e frequenta locais onde se pode ler à borla as revistas do coração. Por exemplo, enquanto espero na fila da caixa do hipermercado ( embora prefira as revistas de banda desenhada do Tio Patinhas).
Mas o Barradas é um caso perdido. Portanto, resolvi mudar a tática: rapaz, esquece a Elsa Raposo e esquece os desastres. Se queres saber, eu próprio nunca andei de avião. Mesmo quando estive emigrado na Suiça e na França, fui sempre de comboio ou camioneta. E quando fui trabalhar para a Holanda, até foi o meu irmão Bino quem lá foi levar-me no Táxi dele.
(Foi uma viagem pavorosa porque a gente perdeu-se muitas ocasiões. Atravessar Paris foi para esquecer e depois, na Bélgica, não sabiamos que as placas a dizer Nederlands, lá na língua deles, queriam dizer Holanda. E isto, é mesmo assim, um gajo não saber achar uma rua é normal, mas não conseguir encontrar um país inteiro, é mais esquisito).
Olha, foi uma viagem maravilhosa. Barradas, segue o meu conselho: pede ao meu irmão que ele leva-te à França de Táxi. É melhor e mais seguro que ir de avião.

(Com sorte, perdem-se os dois e deixam de me chatear os cornos).

quarta-feira, 15 de Novembro de 2006

O Código de Aboboreira (do mesmo autor de “O meu Pipi é o Gato Fedorento”)

Normalmente a simpática localidade de Vila de Rei é considerada o centro geodésico de Portugal. Contudo, se considerarmos Olivença como parte integrante do nosso território nacional, o centro de Portugal desloca-se ligeiramente e então esse centro vai cair exactamente sobre a quase desconhecida localidade de Aboboreira.
E no entanto, da mesma forma que cabe a Portugal vir um dia a governar o mundo, reza a professia que Aboboreira será (ou é ) o berço daqueles que um dia dominarão o universo à escala mundial.
À primeira vista tudo isto pode parecer conversa fiada, mas depois de se reparar em algumas estranhas coincidências a dúvida, ou mesmo a certeza, instala-se.
Caso tenham tempo disponível e nada melhor para fazer, façam vocês mesmo algumas investigações. Por exemplo, procurem saber a que concelho pertence a freguesia de Aboboreira. Vão ao Google e tenham cuidado com Amarante, que em alguns casos surge de propósito para despistar.
Já verificaram ? Pois é...
Bom. E agora que já começam a ver o secretismo da coisa, podemos avançar para uma outra pequena investigação. Fiquem a saber que os naturais de Aboboreira possuem o destino de um dia virem a gorvernar o Universo e, para já, vão-se espalhando lentamente pelo mundo inteiro com fins de natureza subversiva ou outra. Mas atenção, quando digo lentamente é mesmo muito devagar, para que ninguém note. Entretanto, os naturais de Aboboreira já espalhados, vão fazendo o que podem e, por exemplo, sabe-se que alguma da espectacular configuração urbanística de Odivelas é da responsabilidade de indivíduos oriundos de Aboboreira (embora muitos neguem ser de lá).
Mas também há casos que, aparentemente, nada têm a ver, como seja certa casa de diversão nocturna na cidade de Castelo Branco ou mesmo a questão dos toiros de morte em Barrancos. Contudo são casos que possuem o longo dedo de Aboboreira.
Os exemplos que poderia aqui apresentar são muitos e só não o faço porque a maioria dos casos são secretos a tal ponto que ninguém tem conhecimento deles, nem mesmo eu.
Mas se por acaso quiserem vocês próprios tentar descobrir alguma coisa, tentem identificar indivíduos naturais de Aboboreira e verifiquem o que eles fazem. Perguntem aos vossos amigos, inimigos, colegas de trabalho, meros conhecidos, donde é que eles são naturais. Se ao lhes ser feita a pergunta, mostrarem ar de surpreendidos é logo sinal para desconfiar. E por falar nisso, desconfiem especialmente de pessoas cujos nomes ou apelidos comecem pelas letras A, F, M e J. Por exemplo:
Agostinho, Aparício, Fernando, Faustino, Marques Mendes, Moleiro, Jesus, José e também Palhota. ( eu sei que Palhota começa por P, o que não acontece com Gueifão, mas é que os naturais de Aboboreira são muito espertos e por vezes usam apelidos começados por outras letras. É um truque para disfarçar).
Isto não significa que o Santo Graal não esteja de facto no Barreiro ( Barreiro e Aboboreira, reparem que se escrevem quase com as mesmas letras ). Mas dizia eu que, afirmar a presença do Graal no Barreiro, foi aliás, uma infeliz declaração que Cavaco Silva proferiu na sua campanha eleitoral para a presidência e que lhe custou a derrota.
Pensando melhor, recordo-me que não foi Cavaco Silva quem cometeu essa inconfidência, mas sim Manuel João Vieira (dos Ena Pá 2000)
De repente até foi por isso ( ter ignorado o assunto) que Cavaco Silva venceu as eleições. Tenho a certeza que se Manuel Alegre tivesse revelado o segredo da localização do Santo Graal, durante a sua campanha, provavelmente teria perdido a eleições ( além de arriscar comentários à sua pessoa parecidos com os que actualmente se fazem ao ex-treinador do Benfica). Notem que me refiro a Fernando Santos (para o caso de lerem isto, não hoje, mas daqui a uns tempos).
Para além das provas já exibidas, se elas não forem suficientes para vocês, pesquisem a presença constante da palavra “Aboboreira” na Bíblia (consegue, em muitas partes, ser até mais frequente do que a própria palavra “Portugal”).
Isto para já não falar do Halloween. Já repararam que no Halloween, é costume fazer buracos nas abóboras e acender velas lá dentro ? É a chamada magia da Aboboreira. Mas se tudo isto não vos chega, meus amigos, então desisto !

É verdade, já provaram a água pé este ano ? Tenho estado aqui a bebericar, enquanto escrevia o post e só vos digo: esta água pé é mágica. Dá cá um estalo...

domingo, 12 de Novembro de 2006

Levar no cu é bom

Acabo de ser literalmente enrabado. Baixei as calças e só lhe pedi que fosse meiguinho comigo. As enfermeiras riram-se e disseram-me que sossegasse porque Meiguinho era o nome do meio do Dr. F.
Afinal, o exame não doeu muito e fiquei descansado, porque para já, não me encontraram nenhum tumor nos intestinos.
Dr. G., o médico que requisitou a minha enrabadela, disse-me que vou ter de repetir aquele exame várias vezes ao longo da vida. Embora sem prazer, é claro que não faltarei.
Resulta em tragédia o facto de muitos homens, por razões meramente culturais, evitarem submeter-se a este tipo de exame, que muitas vidas poderia poupar caso fosse realizado em tempo devido.
Mas pior ainda, é que além de querermos manter a todo o custo o nosso cuzinho virginalmente defendido de qualquer penetração, ainda alimentamos a ideia junto das mulheres, de que levar no cu é mau. Depois, queremos enrabá-las e elas logicamente não deixam.
Face a este problema, parece-me que é tempo de alguém dizer a verdade, levantar a voz e anunciar bem alto às mulheres deste país (e atenção, que é só às mulheres) o seguinte: levar no cu é bom, levar no cu é muito bom !
Porque, em Lisboa não sei, mas cá na terra a malta do que mais se queixa é de que a sua Maria: foder pela frente tudo bem, mas por trás não deixa.
E, caramba que me dá pena. Olhem que já vi bons casamentos desfeitos por causa de maridos largarem a esposa, que só fazia o natural, para irem viver com a amante por ela fazer variedades.
Toda a gente sabe que o sexo anal é a grande taradice dos homens e aquele que um dia inventar as palavras mágicas que consigam convencer qualquer mulher a deixar-se enrabar, se vender o segredo, concerteza ficará rico.
Mas, entretanto, há que desfazer o mito de que levar no cu é mau. Trata-se duma ideia fomentada por maricas, organizados em sociedades secretas.
O que eles querem, já se sabe, é que as mulheres não lhes façam concorrência. Pensem bem, se o sexo anal fosse praticado por todas as mulheres, quem foderia o cu aos paneleiros ?
Percebem agora por que razão nenhum partido político defende o sexo anal hetero no seu programa ? Mas partidos a defenderem a realização de Casamentos gay, isso já há, não é ? Caramba, a paneleiragem tem mesmo muito poder...
Mas olhem que esta guerra ainda não está perdida. Porque se vocês, jovens machos de Portugal, se vocês quiserem, o sexo anal propriamente praticado entre um homem e uma mulher ainda pode vir a ser uma realidade largamente difundida e ao alcance de todos. Basta que espalhem a palavra, que gritem como é bom levar no cu.
Eu já não, porque na minha idade a mentalidade que tenho já não me permite mudar, mas vocês que ainda são jovens, na casa dos vinte ou mesmo trinta anos, vençam a barreira psicológica. Demonstrem a elas como é bom ser-se enrabado, dêem o exemplo e levem vocês também no cu.

sábado, 11 de Novembro de 2006

Bino Playboy

Confesso: sou um romântico incorrigível. Imagino-me muitas vezes numa vida anterior, uma encarnação passada, a viver em pleno século XX, por volta de finais da década de 50, princípios de 60.
Terei sido um playboy italiano, elegante e sedutor, entretido a conduzir um dos meus automóveis Ferrari pelas avenidas de Roma ou Milão e a jogar na roleta em Monte Carlo. Envolvido num tórrido triângulo amoroso, em que deixei a Gina Lolobrígida e a Sofia Loren a chorarem por mim, derivado de estar perdido de amores pela Mekinha. Uma daquelas paixões, que nos fazem tremer as pernas e disparar o coração a mil batidas por minuto.
Uma história digna dos grandes romances, assim tipo Romeu e Julieta (mas ainda melhor), com longas sessões de beijos e amassos (até não aguentar mais as dores nos tomates); passeios de automóvel e bailes ao som de Gianni Morandi ou do Peppino di Capri.
Oferecer flores e bombons à minha ruiva de belos olhos verdes. Os dois, muito juntinhos, num pôr do sol eterno, olhando o mediterrâneo. Depois regressar a casa, levá-la para o meu quarto e amá-la docemente, como só eu sei, ao som de “Il cielo in una stanza”.
Finalmente, depois do sexo, ela a cheirar o perfume do ramo de flores, completamente rendida. E eu, indiferente, a comer-lhe os bombons alarvemente.


Conclusão: Bino Vito Spadini, morreu subitamente em 1962, com uma ingestão de chocolates gravemente estragados. O seu espírito renasceu pouco depois em Portugal, na pessoa daquele que virá a tornar-se um famoso blogueiro do séc. XXI, além dum extraordinário conhecedor de mulheres ( moi même).
Mekinha, com o desgosto, recorreu à criogenia para se conservar sempre jovem e bela, a fim de poder esperar pelo regresso do seu amado.
Foi descongelada com sucesso em 1989. Ela e Bino vivem hoje, novamente juntos, muito felizes num 1º andar, duma cidade da margem sul.
Levam uma vida pacata, excepto ao Sábado à noite, altura em que ouvem “Il cielo in una stanza” e acordam os vizinhos produzindo gritos e gemidos de excitação.

terça-feira, 24 de Outubro de 2006

Os Silvas.

(Avacalhando "Os Maias" de Eça de Queirós)
.
A vivenda que os Silvas vieram habitar em Odivelas, no Outono de 1976, era conhecida na vizinhança da Rua Humberto Delgado e em todo o bairro 25 de Abril, pela casa da porta verde.
Longos anos permanecera desabitada, com teias de aranha pelos cantos, e cobrindo-se de tons ruína.
Em Maio de 1975 um grupo do comité Central do Partido Comunista, visitara-a com ideia de instalar lá a sede local do partido, seduzidos pela possibilidade de a arrendarem por tuta e meia devido ao receio dos proprietários que a casa pudesse ser alvo de uma ocupação selvagem: e o interior do casarão agradara-lhes também, com a sua disposição apalaçada, as alcatifas de cores garridas e o papel de parede a condizer. Mas os camaradas, com os seus hábitos de antigos resistentes na clandestinidade necessitavam os muros e janelas mais altos à prova de assalto e umas traseiras que permitissem a retirada em caso de ataque. Além disso, a renda que pediu o velho Linhaça, procurador dos Silvas, pareceu tão exagerada aos camaradas, que lhe perguntaram, sorrindo, se ainda julgava o país nos tempos das vacas gordas. Linhaça respondeu que também não queriam os ricos pagar a crise. E a casa da porta verde continuou desabitada.
Este inútil pardieiro (como lhe chamava Linhaça Júnior, agora por morte de seu pai administrador dos Silvas) apenas servia desde os fins de 1970 para lá se arrecadarem as louças provenientes da vivenda de família em Alvalade, morada quase histórica, que depois de andar anos em praça, fora então comprada por um emigrante na França. (...)

Iolanda sonhava formar-se em Belas Artes. E como dizia o tio Meireles, houvera sempre naquela menina, realmente, uma vocação para o desenho.
A "vocação" revelara-se bruscamente um dia que ela descobriu no sótão, entre papéis velhos um molho de antigas iluminuras renascentistas ; tinha passado dias a desenhar cenas inspiradas em nus da época . Uma noite mesmo rompera pela sala em triunfo, a mostrar à Tia e amigas, vários explícitos desenhos. D. Lurdes recuou, com um grito, desviando o olhar: e D. Aurora, vermelha também, arrebatou prudentemente Joãozinho para entre os joelhos, tapou-lhe a face com a mão. Mas o que escandalizou mais as senhoras foi a indulgência de D. Benilde, a Tia de Iolanda.
_Então que tem, então que tem?_ dizia ela sorrindo.
_Que tem, D. Benilde!?_exclamou D. Lurdes_São indecências!
_Não há nada indecente na natureza, minha rica amiga. Indecente é a ignorância... Deixar lá a miúda. Tem curiosidade em saber dessas coisas.
D. Lurdes abanava-se, sufocada. Consentir tais horrores nas mãos da criança!...Iolanda começou a parecer-lhe como uma libertina "que já sabia coisas"; e não consentiu mais que o seu neto Joãozinho brincasse só com ela pelos corredores.
As pessoas sérias, porém, lamentando, sim, que não houvesse mais recato, concordavam que aquilo mostrava na pequena uma grande queda para o desenho
_Se pega _ dizia então com um gesto profético a Prof. Maria do Rosário_ temos dali artista!
E parecia pegar.
Estudante no Liceu, Iolanda deixava os manuais de geografia e matemática, para se ocupar da pintura : numas férias a velha criada Alzira surpreendeu em pleno quarto da menina, Edite, a filha da cozinheira completamente nua servindo de modelo a Iolanda.
Este enorme talento de Iolanda era pouco aprovado pelas fiéis amigas da tia Benilde. As senhoras sobretudo lamentavam que uma rapariga que ia crescendo tão formosa, tão inteligente, viesse a estragar a vida no meio de óleos e aguarelas.
Quando terminou os estudos secundários, Iolanda porém, inesperadamente matriculou-se no Curso de Direito duma Universidade privada de Lisboa.
Iolanda deixava assim, a sua Beira Baixa e a Quinta da Pena do Avento. Rumava a Lisboa.
Para esses longos anos de quieto estudo os tios proporcionaram-lhe uma confortável vivenda em Belém, junto aos Jerónimos. Um amigo de Iolanda (um tal Aníbal Simas) põs-lhe o nome de "Casa da Porta Verde", devido à côr da Porta e ao mesmo tempo uma referência ao famoso filme pornográfico "Por detrás da Porta Verde".
Teria a comparação fundamento ? Que coisas se passariam por detrás da porta de Iolanda?

Simas era já aluno antigo, andava a formar-se devagar, muito pausadamente _ ora reprovado ora perdendo o ano. Sua mãe, rica, viúva e beata, retirada numa quinta ao pé de Coruche , tinha apenas uma noção vaga do que o Anibalzinho fizera, todo esse tempo em Lisboa. O pároco afirmava-lhe que tudo havia de acabar a contento, e que o menino seria um dia doutor como o papá: e esta promessa bastava à boa senhora, que se ocupava sobretudo da sua doença de entranhas e dos confortos desse padre Armindo. Estimava mesmo que o filho estivesse em Lisboa, ou algures longe da quinta, que ele escandalizava com a sua irreligião e as suas facécias heréticas.
Aníbal Simas, com efeito, era considerado não só em Coruche, mas também na Universidade que ele espantava pela audácia e pelos ditos, como o maior ateu, o maior demagogo, que jamais aparecera nas sociedades humanas.
Isto lisongeava-o: por sistema exagerou o seu ódio a toda a ordem social: queria o massacre das classes ricas, o amor livre, a repartição das terras, a anarquia. O esforço da inteligência neste sentido acabou por lhe influenciar as maneiras e a fisionomia; e, com a sua figura esgrouviada e seca, os pelos do bigode arrebitados sob o nariz adunco, uma argola na orelha esquerda _ tinha realmente alguma coisa de rebelde e de depravado.(...)

sábado, 21 de Outubro de 2006

Bino, o homem que consegue penetrar na mente (e não só) das mulheres.

Ok, saia um post escrito automaticamente com as primeiras merdas que me vierem à cabeça.

Depilação
Beleza... Depilação, agora que começa o tempo frio porquê a menina deixar de depilar-se ? POde fazê-lo em casa, sabia ? Vá lá, eu ensino: existem vários tipos de depilação. Esqueçamos a depilação a laser. Ainda tem a depilação com cera, que pode ser fria ou quente. Na verdade ambas têm de se aquecer, mas o ponto de fusão da cera a frio é muito baixo. Recomendo a cera a quente por ser mais fácil de aplicar. Na cera a frio é necessário usar umas bandas de papel depilatório para puxar a cera. No caso da cera a quente basta deixar arrefecer e puxar. Cuidado para não aquecer demasiado e não queimar a pele. Gosto da cera rosa, porque acho mais elástica.
Se fores ruiva cuidado a depilar os pêlos púbicos, pois podem escurecer e ficar pretos. É claro que uma pintelheira preta é sempre gira, mas ruiva é menos comum (sim, as ruivas têm a pintelheira ruiva. Lógico, não ? )

Unhas
Ok, falemos agora de vernizes para unhas. A renda francesinha, também conhecida por manicure francesa continua na moda. No inverno, gosto de ver mãos morenas com vernizes vermelho (pausa para telefonema)
(regressei)
como ia a dizer... vermelhos escuros, por exemplo vermelho sangue de boi.
As pitas andam actualmente numa de cores garridas, assim tipo amarelo, azul ou laranja opacos. Excepto as góticas que desde sempre se mantém fieis ao preto.
Para quem tem unhas fracas pode usar fortalecedores à base de cálcio. Também há um que se chama Casco de cavalo. Muito bom.
É claro que não podemos esquecer a moda de colar brilhantes e estampas nas unhas. Unhas de gel, não aconselho. Depois de algum tempo a unha por baixo começa a ficar tão fina que depois se pode tornar dolorosa na carne de tão macia ter ficado a unha.

Cabelos
Nos cabelos, a grande maluquice desde há uns tempos são as extensões. Muitas vezes quase nem se notam. Mas eu tenho a minha vista treinada para detectar extensões. hehehe
Normalmente as extensões aplicam-se com um ferro quente que derrete uma base de queratina que se vai colar junto à raiz duma madeixa de cabelo nosso. Normalmente tem de ser um profissional a fazer este trabalho.

No que toca a cores, usam-se os chocolates. São cores que ficam bem na típica mulher portuguesa.

Continuam a usar-se os cabelos lisos. O tempo em que toda a gente fazia ondulação permanente no cabelo parece nunca mais regressar. Nem a Floribella consegue alterar esse estado de coisas.

Um aspecto que quase todas as mulheres parecem ignorar é que para se ser loira tem que se descolorar o cabelo ou então, usar tinta. Se vos disserem que ficam loiras com uma coloração tom sobre tom, esqueçam porque é mentira. O termo tom sobre tom quer dizer exactamente que não aclara.

Sexo
No que toca a sexo (já cá faltava, não ? ) tenho para mim que as mulheres gostam de gajos meiguinhos, daqueles que lhes enchem o corpo de beijinhos. Vocês estão a ver aquela cena do sado-masoquismo ? Pronto, é mais ou menos isso, mas ao contrário. Mimos, mimos e mais miminhos. Só carícias.

Et voilá, tirando este último, podem aproveitar tópicos aqui ensinados como ponto de partida para uma conversa agradável para um gajo ter com mulheres. Eu sei que há gajas que deliram com futebol, mas é esquisito... Comigo, ficam malucas é quando abro o livro e lhes desato a falar de moda e beleza feminina.

sábado, 14 de Outubro de 2006

Barradas, o amante de sonho

Tenho uma pilinha ridícula, sou péssimo na cama, mas as mulheres adoram-me.
( Eis Barradas num momento de rara sinceridade, explicando o segredo do seu sucesso junto das mulheres).
Algumas gajas (bastantes ) resolveram, nos últimos anos, atirar para cima dos homens a culpa da sua frigidez e hoje em dia muitos homens, facilmente influenciáveis, vivem atormentados com a sua perfomance sexual.
Mas não eu, o Grande Barradas, porque simplesmente estou-me a cagar para o que dizem essas gajas problemáticas e demais teóricos da foda.
Eu, na cama, é muito simples, quero é esporrar-me. Se a gaja não se vem, paciência. Provavelmente não estava concentrada. E que culpa tenho eu disso ?
Até hoje, aqui o maroto nunca me falhou: sem pressão, é sempre a bombar. Mas se um dia me acontecer um ataque de impotência, julgam-me capaz de culpar a minha parceira de ser pouco habilidosa na cama ? Jamais !
Por isso, enquanto houver tesão, vou derramando por essas camas este meu desprezo pelo perigo de falhar. Este arrojo, esta audácia, fazem de mim uma espécie de "Cardinalli dos lençóis". Enfrento a feras, não com chicote, mas de verga em riste. Domo as leoas, ensino-lhes a forma de se comportarem perante o mestre da foda que sou eu (modéstia à parte). No final, tendo havido comportamento satisfatório, vem a recompensa.
E não, meus amigos, a recompensa não é um reles cunnilingus (embora eu por acaso saiba fazer uns minetes de trepar às paredes ), muito menos a recompensa se traduz numas vigorosas bombadas de as pôr de cona dorida. Meus amigos, aprendam com o Barradas, a recompensa sexual mais apreciada pelas mulheres resume-se a uma palavra e essa palavra é: compras (shopping).
Depois da foda (antes, não aconselho) levem-na a comprar uns trapinhos. Não saiam do lado dela, dêem palpites sobre cores, expressem alegremente a vossa opinião. Sigam-na pela Zara, Mango, Stradivarius, Bershka, H & M, Modalfa, Promod, etc, etc. sempre bem dispostos e com um sorriso nos lábios. E não se esqueçam de pagar tudo. Lembrem-se, este é o melhor caminho para se tornarem um amante de sonho.
É uma tristeza ver por esses shoppings de Portugal, maridos parados à porta das lojas, com ar de enfado, esperando que as mulheres saiam lá de dentro. Tótós !!!
Depois, esperam que elas vos sigam alegremente para a cama, não ?
Pensam o quê ? Contorcionismos, cambalhotas, lambidelas, sete fodas de seguida ?
Esqueçam, não é isso que as mulheres querem.

sábado, 9 de Setembro de 2006

Telegraficamente

Quinta feira, 11 da manhã.
Partida junto à Galp do Fogueteiro.
Pouco depois, Badajoz. Inversão de marcha. Bomba da Galp.
Espanhol aos berros no altifalante que não se pode fumar na zona de abastecimento.
Pereira e seu cigarro afastam-se com ar de gozo.
Gasóleo mais barato. Yesssssss
Imposto para o Sócrates: zero.
Gobierno español espierto.
A5 espanhola à borliu. Mesmo grátes, grátes.
180 à hora. Os radares que se fodam que a nossa carta não é por pontos.
Paragem para comer e beber. Pão com Jamon e cañas.
Muitas cañas = Bino meio stone.
Carretera 403.
140 Km Hora.
Troço em obras. Curva apertada. ABS a salvar-nos no limite.
Pio... Pio...Pio...
Porque dizes pio ?
Porque o meu primo morreu de acidente de carro e nem sequer disse um pio.
Acompanho-te a dizer piiiio.
Perdidos em Toledo.
E também Perdidos em Aranjuez.
Chico, donde fica el hotel Barceló ?
Segue recto, recto, hasta el café do Barbosa.
(a última parte é mentira, mas a verdade é que fomos dar uma ganda volta)
5 da tarde (hora pt) chegámos ao Hotel.
Banhoca, fatiota mudada.
Fazer tempo. Experimentar o colchão. Zapping na TV. Ataque ao mini bar.
Restaurante em Aranjuez. Jantar de merda. Desconheço o que comi.
Regresso ao Barceló.
Breve conversa com gajos de Braga à porta do Hotel.
Casino. Roleta.
Começo com uma perda ligeira.
Depois um ganho ligeiro.
Muda o Croupier.
Treinadores de bancada, versão roleta francesa:
Meu, joga as fichas todas duma vez.
É de macho. Vamos nisso. Toing...perdi.
3h da manhã. Vamos embora.
7 da manhã, levantar.
Pequeno almoço de óculos escuros.
Ao Eduardo le importa hablar mas despacio.
Deixo de entendê-lo. Passo pelas brasas.
Os óculos escuro ajudam-me a fingir que estou atento. Espero não ressonar.
Almoço. Quer dizer... Um Salmão intragável. E não há presunto.
2h e 30 portuguesas, o regresso.
Novamente perdidos em Aranjuez.
2 horas de espera em Badajoz pelos nossos companheiros que se tinham perdido gravemente em Toledo.
Entrada em terras de Portugal. Jantar no Pompílio.
O Pompílio é o melhor restaurante do Alentejo.
O Pompílio fica em São Vicente, perto de Elvas.
Plumas de Porco preto. Mnham, mnham, mnham.
Pneu rebentado a 180km / hora. Foda-se, foda-se, foda-se.
Carro parado sem ter batido em nada.
Perto de Montemor o Novo. Pneu trocado.
Chegámos ao Fogueteiro à 1h 30m.
O Santini ainda ia para o Algarve.
Bebe um Red Bull, aconselho. Na... se tiver sono paro numa estação de serviço.
Entrada em casa tudo a dormir. Beijo na Mequinha.
Dormi que nem pedra.
Acordei com dor de cabeça.
Tenho sono.
Um bocadinho de sexo e dormia já.

quarta-feira, 6 de Setembro de 2006

Momento poético

Estacionado em Benavente
Vi o teu cu a passar
Mas quando te vi de frente
Perdi ganas de o papar

Passaste então por mim
Armada em boazona
Nem que me pagasses a mim
Eu cá não te ia à cona

Julgas tu que és jeitosa
Mais feia do que um bode
Ó minha vaca feiosa
Vai-te rir para quem te fode.

(Bino do Abrupto)

terça-feira, 29 de Agosto de 2006

Dilema

Com o fim do Verão a chegar, a gripe das aves começa a preocupar-me.
E se este Inverno a doença nos atacar ?
A ideia de morrer sem nunca ter feito sexo com 3 mulheres ao mesmo tempo preocupa-me.
(...)
Hum... pensando bem, se eu fosse para a cama com 3 gajas a Mequinha matava-me.

sábado, 19 de Agosto de 2006

Barradas e Muralha ( Parte 1 )

Um dia, ainda hei-de escrever as aventuras de Barradas e Muralha *, os dois gémeos filhos de pai diverso.
Confusos ? A explicação é fácil. Barradas e Muralha nasceram após a mãe deles ter enveredado por novas experiências sexuais ( no caso, ménage a trois com dois homens, Barradas e Muralha seniores).
Bem vistas as coisas, Barradas e Muralha tiveram sorte, pois os seus apelidos são correntes. Já do mesmo não se pode gabar Fam-Fam, a irmã mais nova.
Na verdade Fam-Fam corresponde às iniciais de Forcados Amadores de Mouriscas (pegaram duas vezes).
Barradas e Muralha foram separados à nascença e, apesar de gémeos, nunca deveriam ter-se conhecido, muito menos tornado amigos. Mas quis a desgraça que em 69, Daniel, um rapaz da terra, morresse na guerra do ultramar e aqueles dois fossem ao funeral. Na missa de corpo presente, realizada na igreja da aldeia onde Daniel nascera, Barradas e Muralha ficaram sentados casualmente na mesma fila. Ambos com oito anos, só ali estavam porque tinham sido levados, contra vontade, pela mãe adoptiva de um e a tia solteirona de outro. Durante a missa, Barradas e Muralha conseguiram subtrair-se à vigilância familiar e foram esconder-se a fumar e jogar às cartas, sentados nas escadas da torre da igreja. O entendimento entre ambos foi perfeito. Estava destinado que a partir daquele dia, Barradas e Muralha mais do que amigos, se tornassem inseparáveis, qual irmãos gémeos devem ser.
Felizmente para nós, Barradas e Muralha viviam em diferentes paises, pelo que apenas eram inseparáveis quando estavam juntos (ou seja, em Agosto, nas férias).
(ameaço continuar)

* Nomes fictícios para esconder a identidade do Bambino e do Ordoñez.

quarta-feira, 2 de Agosto de 2006

Bino tem um blog.

Constou-se que Bino, o mais novo, teria um blog.
"Tenho, tenho !" confirmou Bino, para todos quantos estavam presentes na taberna do Tonho Gueifão.
E que merda vem a ser um blog ? Quiseram saber os mais ignorantes.
Perante o silêncio de Bino, decidiu Luis Fernando, rapaz moderno e presidente da junta, explicar o que era um blog (como se eles fossem uma cambada de bêbados só entendidos em cortar "calitros" e emborcar "minis").
Os amigos de Bino, quiseram ver o blog. Mas o autor, talvez por modéstia, tentava resistir ao pedido. E lá ia explicando que aquilo era um blog de sexo, sim, mas de paneleiragem. Concerteza não lhes interessava.
Mas, uma vez mais, Luis Fernando prontificou-se a solucionar o problema:
- Vamos agora mesmo à sede da junta, que a gente lá temos acesso à internet.
E foram todos.
Quando abriram o blog do Bino, o tal que o autor dizia ser sobre paneleiros, todos tiveram a mesma reacção:
Eh pá ! Ele publicou as nossas caras no blog...

sábado, 29 de Julho de 2006

Posts avulsos

I
Gajas... A minha vida é só gajas.
Os meus amigos têm inveja de mim. Imaginam que é fácil. Não é, caralho !
Por cada gaja com um mínimo de testa, esbarro com uma centena de malucas neuróticas.
Vocês sabem lá o que custa aturar malucas. Gajas que ninguém as compreende. Os maridos, coitados, não as entendem. Os filhos, malucos (sairam a elas) só dão chatices em casa e problemas na escola.
Há gajas que nem elas próprias se compreendem. E depois, o Bino que as ature.
Bem sei que vivo à custa de mulheres, mas mesmo assim... Foda-se, eu não sou psiquiatra ! Vão chatear o Machado Vaz e deixem-me sossegado.

II
Quem não conhece as mulheres ( como eu conheço ) não imagina o drama que representa ter de escolher entre um verniz para as unhas côr branco leite e um vermelho sangue de boi. É evidente que uma gaja que hesita entre duas cores tão distintas inevitavelmente sofre de graves perturbações. Infelizmente isto acontece com 69% das mulheres portuguesas que pintam as unhas. Trata-se do síndroma de Bino, uma doença ainda não reconhecida pelo Ministério da Saúde, mas que é grave e para a qual ainda não existe tratamento (se bem que fazerem-me uma mamada, era capaz de aliviar, pelo menos a mim).

III
Sei lá, isto de passar o dia a falar com mulheres, centenas delas, um dia pode vir a fazer mal.
Se bem que, por enquanto, ainda não perdi o tesão. Mas também já tive mais. Recordo-me que aos 18 anos... bem, esqueçam.
Ou então, não. Falemos disso.
Olhem, recordo-me que aos 18 anos andava sempre entesado. Mas durante o acto, durava pouco. Eram 3 bombadas e vinha-me logo. Se bem que ficava logo pronto para a segunda volta.
Agora é diferente, aos 44 o meu pipi, dura... dura.
E depois, a experiência também joga a favor do Bino quarentão. A taras ficaram mais refinadas e a corrida que era de 100 metros agora transformou-se numa longa e gostosa maratona. Então, não é bom ? Claro que é :)

IV
Em criança detestava usar sandálias ou chinelos. Hoje, simplesmente não uso esse tipo de calçado. É sempre sapatos com peúgas, excepto quando vou à praia.
Confesso que, na época do Verão, costumo reparar nos pés das pessoas. Admito existir algo que me incomoda e ao mesmo tempo atrai nos pés das pessoas. Embora a repugnância seja maior que a atracção.
Um dia, se eu for realizador de filmes pornográficos ( o que ainda não perdi a esperança ) podem crer que todas as performers hão-de foder calçadas.
Chinelos e sandálias é algo que relaciono com paneleiragem. Se repararem, os paneleiros têm grande tendência para mostrar os pés. Talvez seja essa a raiz da minha aversão. Sei lá...

V
Filmes pornográficos...
Haverá gajo em Portugal que já tenha visto mais filmes do que eu ? Só tirando o Barradas e mesmo assim, não sei.
A minha preferência ia (vai) para a produção europeia, em particular dos anos 70. Tratava-se de filmes com muito de experimental e bastante doses de originalidade. Infelizmente a maioria do que conseguia ver eram produções americanas, made in San Fernando, Califórnia.
As "americanadas" como lhes chamava, basicamente consistiam em repetir exaustivamente: um homem e uma mulher ( broche, minete, penetração vaginal, esporradela no rosto e pronto, tava feito).
O mais irritante nos filmes actuais são a tentativa parola de querer que as estrelas porno representem como se fossem actores a sério.
Mas quando realizar os meus filmes pornográficos, a primeira coisa que vou dizer às gajas será: a menina não geme, ok ? Só se lhe doer o cu.
Mania que elas têm de gemer...

VI
Barradas e Muralha, viciados em pornografia videográfica, já tinham visto e revisto todos as cassettes porno existentes no clube de video do qual eram sócios.
Mas porque o vício era mais forte, excepcionalmente dispuseram-se a alugar um outro tipo de filme fora do que era habitual.
Enquanto escolhiam, naturalmente rejeitaram comédias românticas, dramas, terror, acção e aventura.
Finalmente, depois de muito procurarem, a dúvida recaiu entre dois títulos. Mas qual deles alugar ?
Deveriam levar "Os homens preferem os homens" ou "Oasis Gay ?"
Não foi necessário. Perto deles estava um indivíduo que, apercebendo-se da dúvida, teve a triste ideia de dar a sua opinião "especializada" para ajudar Barradas e Muralha.
Digo que foi uma triste ideia porque a reacção de Barradas e Muralha à tentativa de ajuda foi imediata e brutal. Originou, no tal indivíduo, inúmeros traumatismos e nódoas negras.
Barradas e Muralha foram proibidos de voltar àquele clube de video. Mas antes isso que fama de rabetas.
Coincidência, ou não, 4 meses depois o clube faliu.

VII
Quanto mais conheço as mulheres, mais admiro a minha Meka.
Senão, vejamos:
Ganha mais dinheiro que eu.
Trabalha mais em casa que eu.
Deixa-me mexer no comando da TV.
Consegue passar mais de 30 minutos sem falar.
Não tenta perceber de futebol.
Conduz melhor que eu.
Não me chateia os cornos.
Não gosta de computadores.
Não é histérica, nem problemática.
Ri-se com os meus disparates.
Não se enfarda em comida.
Não se embebeda.
Não passa horas infinitas no telefone.
Quando vamos à Zara decide o que quer em tempo record.
Depila-se de Verão e de Inverno.
Usa lingerie decente (sexy).
Não fuma, faz desporto.

Para ser perfeita só preciso de convencê-la que fazer sexo 3 vezes ao dia é uma óptima forma de exercício físico (mas ainda não perdi a esperança).

sábado, 3 de Junho de 2006

Bino não bebe café

Parte 1 - Café o Emigrante.

Se um dia me sair o euromilhões, sou homem para abrir um café, ou mesmo uma tasca.
Coisa fina, é claro. Com esmerado serviço de bar, ambiente seleccionado e letreiro a anunciar "nova gerência".
Bem sei que a localização é fundamental para o sucesso de qualquer café. O meu terá de ser à beira duma estrada movimentada, à beira-mar, ou então à beira dum posto da GNR ( resumindo, à beira de qualquer coisa).
Depois vem o nome, outro pormenor que pode decidir o sucesso ou a falência de qualquer projecto desta natureza. Costumo percorrer imensos quilómetros por essas terras de Portugal, sempre reparando no nome de cafés, bares e restaurantes por onde passo, e concluí que há nomes que desafiam os limites da imaginação humana. Por exemplo, " Café Central " ou mesmo, "Restaurante, o Emigrante". Quem terá sido o génio que inventou semelhantes nomes ? Desconheço, mas fico verde de inveja perante tanta imaginação.
Ah ! Mas o meu ainda será melhor, porque se um dia tiver um café há-de chamar-se "o Camonista " .
Que acham ? Parece-me ser um caso excepcionalmente feliz na forma como acumula várias boas características. Reparem, consegue ter um erro ortográfico, o que agrada à maioria dos portugueses; depois, agrada a profissionais do volante em geral e a camionistas, em particular; agrada também a camonistas (isto é, a intelectuais admiradores ou estudiosos de Camões ) e ainda a " Camones " (aqueles turistas da Europa civilizada, embora por vezes de pé descalço e a tresandar ).

Parte 2 - Em busca do café Princesinha ( baseado parcialmente em acontecimentos ocorridos comigo na semana passada ).

Um estranho sentimento avisava-me para não pedir informações àquele indivíduo estranhamente parecido com um dos rapazes que entram no Gato Fedorento, mas não havia mais ninguém nas redondezas, pelo que arrisquei:
- Se faz favor, sabe informar-me onde fica o café Princesinha ?
- Olhe, tem já aqui um café.
A semelhança do indivíduo com o mais engraçado dos Fedorentos era, no mínimo perturbadora. O rosto, as expressões e até a voz eram semelhantes. Talvez por isso não me espantei quando verifiquei que o café, situado no outro lado da rua, e para o qual o indivíduo apontava convictamente com o dedo, possuía um toldo cor de rosa choque, onde para além da publicidade aos cafés Delta se podia ler em grandes letras amarelas, "Café Bagdad".
- Não ! Eu procuro o café Princesinha.
- Esse, não conheço. Mas tem já aqui o Bagdad e logo a seguir, o Emigrante.
- Mas eu procuro o Princesinha...
- Cá na terra só há 3 cafés, o Bagdad, o Emigrante e o do Barbosa. O do Barbosa fica à saída da terra. Para ir lá ter, siga sempre em frente.
- Deixe estar, vou perguntar àquelas duas senhoras.
Aproximei-me de duas velhotas que vinham a descer a rua:
- Minhas senhoras, procuro o café Princesinha...
- Esse café, a dona deixou o marido e fugiu com outro para Lisboa.
- E o café, fechou ?
- Não senhor. O Barbosa, que era o marido da Princesinha, mudou-lhe o nome para café Vaca Louca. Para ir lá ter vá sempre em frente.
- Muito obrigado.
Enquanto me afastava de carro, o homenzinho confirmou a informação das velhotas gritando repetidamente, "é sempre em frente, segue, segue sempre em frente".
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P.S. - 2 horas depois cheguei a Lisboa, seguindo sempre em frente e sem encontrar o café do Barbosa.

domingo, 28 de Maio de 2006

O Sr. Vidigal

Montemor-o-Novo.
Sentado num banco do jardim frente aos Bombeiros, Bino faz sucessivos telefonemas. Entre uma chamada para Paloma, a cancelar uma encomenda e outra para a Meka, alguém aproxima-se e pergunta se pode sentar-se ao meu lado. Claro que sim, é o único banco do jardim onde faz sombra.
O sr. Vidigal senta-se e resolve meter conversa. Guardo o telemóvel. Falamos de Napoleão; de Ivan, o Terrível; de Alexandre, o Grande; de Xerxes...
O Sr. Vidigal tem 96 anos, gosta de conversar sobre história e geografia. Não faz downloads e não sei se fuma. Mas é um velhote com uma ganda pinta.

Bino de la folie dixit: as pessoas com quem mais aprendo são as mais diferentes de mim.

segunda-feira, 15 de Maio de 2006

Entrevista dada à revista brasileira Play-Blog (traduzida para o nosso português)

Entrevistar o grande Guru Binoshankar é como viajar para outra dimensão. A sua presença e a sua conversa transportam-nos para um mundo onde tudo é perfeito e o sexo representa uma fonte inesgotável de sabedoria e prazer. Através de Bino Binoc, seu alter ego de múltiplas personalidades, o Maha Guru concedeu-nos a honra de connosco compartilhar alguns dos seus segredos e ensinamentos.

Play Blog: Porquê um blog ?
Bino: Sou a favor da blogalização, todo o ser humano deve ter direito a um blog. Num país onde até o oráculo da nossa política se manifesta através dum blog, também me sinto no direito de ter um.

Play Blog: Mas é um blog bizarro, não concorda ?
Bino: Vivemos num mundo bizarro, é natural que o abrupto sexual também o seja.

Play Blog: O nome, ou título, “Abrupto sexual” não lhe parece de mau gosto ?
Bino: Tentei remediar esse problema acrescentando-lhe a palavra “sexual”, mas não se podia melhorar muito mais, porque este blog deriva do conceito que levou à sua criação. O “Abrupto Sexual” é um “Tabu Blog”, ou se preferirmos um “Blog de antítese”: é uma espécie de anti-blog que colmata as omissões e toca nos tabus da sua “tese”. Portanto, estamos obrigados a possuir um blog cujo título tem de incluir a horrível palavra “Abrupto”, mas cujo conteúdo é de gosto popular, com um template personalizado que exige conhecimentos, embora mínimos, de HTML; um blog que faz parte duma comunidade e portanto linka blogs amigos; um blog pluralista com caixa de comentários e, sobretudo, um blog onde não podemos fingir que o sexo não existe. Aqui, no Abrupto sexual, o sexo não é tabu.

Play Blog: É contra o facto de haver figuras públicas que escrevem blogs ?
Bino: Engano. Sou completamente a favor. Por vezes há putas de bom coração que concedem fodas de borla, o que é muito agradável. E, da mesma forma, gosto que aqueles que escrevem profissionalmente também o façam gratuitamente em blogs.
Acho mal é quando percebem que escrever de borla é mau para o negócio, que assim perdem “cacau”. Então, resolvem fechar o blog ou passam a publicar só merdas sem interesse.

Play Blog: A que se deve o êxito do Abrupto ?
Bino: As pessoas não querem o que não gostam ou o que não conhecem. No meu caso, tenho tido o apoio de imensos blogueiros que me linkam e comentam. Graças à sua divulgação o número de visitantes aqui no Blog não tem parado de crescer e, por outro lado, pois... foda-se, porque tenho muito estilo !

Play Blog: Estava a referir-me ao outro Abrupto...
Bino: Hã ???

Play Blog: Esqueça... Diga-me, em quem se inspira a sua escrita ?
Bino: Pois, inspiro-me em Woody Allen, Groucho Marx, Mel Brooks e Seinfeld.

Play Blog: E portugueses ?
Bino: No Esteves Cardoso e no Grande Manuel João Vieira, que para mim é o maior português vivo.

Play Blog: Inspira-se no Esteves Cardoso ? Pensei que detestasse “betinhos”...
Bino: Não é por acaso que o meu blog de maior sucesso no Brasil se chama “O meu problema é sexo”, trata-se duma singela homenagem a “Os meus problemas”. Esse belo livro, bem como “Escrítica Pop” e “A causa das coisas” terão sempre um lugar no meu coração.

Play Blog: O que anda a ler actualmente ?
Bino: “Sr. Bentley, o enraba passarinhos” de Ágata Ramos Simões. Gosto da escrita, mas não gosto do Sr. Bentley. Prefiro “O Senhor. Valéry”, de Gonçalo M. Tavares. É um sujeito mais simpático.
A seguir quero ver se leio o “Vazio de Cores” dum escritor novo do qual já ouvi dizer muito bem... Carlos Barros, se não me falha o nome.

Play Blog: E James Joyce, aprecia ?
Bino: Por que haveria de apreciar um gajo ? Comigo é gajas em geral, mamas e cus em particular. Além disso, que eu saiba, Joyce nunca visitou o meu blog, nem nunca leu os meus posts. A gajos desses não passo cartão.

Play Blog: Ulisses então, nada significa para si, portanto...
Bino: Rigorosamente nada. Aproveito o dia 16 de Junho para me rir daqueles que de amanhã a 1 mês irão fazer referências à data nos seus blogues, numa demonstração vaidosa de cultura e sei lá mais o quê.
De qualquer modo, já houve um cão a quem dei o nome de Leopoldo.Era um Dalmata, em porcelana.

Play Blog: Já alguma vez pensou em escrever um livro ?
Bino: Eu sou daquelas raras pessoas que acha que melhor e mais difícil do que escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho, é justamente o contrário: ler um livro, cortar uma árvore e evitar um filho.
Mas curiosamente, estou a escrever um livro neste momento, vai ter ISBN e tudo.

Play Blog: Será a sua autobiografia ?
Bino: Não. Trata-se dum livro de auto-ajuda, para ensinar o leitor a ter sucesso na vida. Vai chamar-se “Eu quero ser o Rui Unas”. Era para chamar-se "Eu quero ser Pacheco Pereira", mas tive medo que não autorizassem. Depois reflecti melhor e vi que me identifico muito com o Unas.

Associação de ideias:

Um livro: o de cheques do Belmiro.
Um filme: “Man of la Mancha”.
Um momento: Quando me venho.
Uma ideia: morar em Badajoz ou em qualquer lugar onde o Sócrates não seja 1º ministro ( triste, não é ? ).
Uma palavra: Amor.
Um amor: a minha família.
Um nome: Isabel.
Um amigo: Barradas.
Uma marca: Sapatos do Guimarães.

comentários

sábado, 18 de Março de 2006

Hablando com nuestros hermanos

Quinta-feira, 9 de Março
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Estes espanhóis que acabo de conhecer, é impossível não gostar deles. Mesmo antes de sermos apresentados adivinham já que sou eu. Cumprimentam-me muito calorosamente.
Durante o almoço, fico sentado junto a L. que revela admiração pela quantidade enorme de prédios que há em Lisboa pintados de côr de rosa. Confesso que nunca tinha reparado nisso.
Centramos a conversa nas pequenas diferenças que há entre os dois países e coisas do género para impressionar.
Digo a L. que também nós, portugueses, somos espanhóis e que o uso do nome Espanha por parte dos castelhanos é abusivo.
L. parece não ter achado piada. Fico com a sensação que talvez não devesse ter dito isto, digamos que não terá sido uma tirada particularmente diplomática da minha parte. Então resolvo emendar-me e revelo a L. que Cristóbal Colón afinal, era um espião português. Reparem que dizer uma merda destas em "portunhol" é complicado. Deviam ter-me visto.
L. responde-me que em Lisboa vê-se mais mulheres com o cabelo ondulado do que em Espanha, onde actualmente todas usam penteados lisos. Desconfio que L. não entendeu porra do que lhe disse acerca do Colombo ou então desconversou de propósito e estará a pensar "porra, ca granda bimbo este português me saiu. Quando é que volto para a civilização ?" (isto em castelhano, claro).
Na outra ponta da mesa, falam de futebol. Como se pudesse haver comparação entre Benfica e Barcelona.
Animados pela recente vitória sobre o Liverpool, os benfiquistas presentes naquele sector iniciam um massacre verbal acerca da superioridade futebolística do Glorioso e "bocas" ao Barça.
B. o espanhol alvo da conversa, responde com a revelação de que não é simpatizante do Barcelona. Um sentimento de remate ao poste (ou mesmo para a bancada) instala-se subitamente entre nós.
L. reforça, afirmando que o futebol não lhe interessa minimamente. E de touros ? Pergunto. Também não. Por precaução, resolvo calar-me. Antes que me entusiasme e desate a falar de toiros e toureiros, dos grandes mestres como Carlos Arruza ou mesmo Armando Soares.
Finalmente é servida a piece de resistance. Sei que será bacalhau, mas o que vejo no prato não se parece com o fiel amigo. Que merda será esta ? Vou mexendo com o garfo naquilo e confesso que mais me parece pescada do que bacalhau. Os espanhóis parecem gostar. Enfim, ao menos isso.
Sem prazer lá vou comendo. Comida de betinhos é o que esta merda deve ser, penso para os meus botões. No fundo fico com pena de quem possa gostar destas paneleirices de comida fina e não sabe o quanto melhor sabe a comida das tascas. Comida portuguesa a sério.
No final, o rapaz ao levantar o meu prato pergunta-me se gostei. Pelo meu ar já percebeu que não. Devolve-me um sorriso cúmplice quando lhe respondo baixinho: eu, é mais entremeadas !
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P.S. Não tenho a mínima dúvida de que todo o espanhol que venha a Portugal em trabalho, sai daqui impressionado com a nossa capacidade empresarial, impressionado com a nossa instintiva facilidade em bem falar castelhano, impressionado com as nossas maneiras e modos finos, impressionado com os nossos taxis mercedes, impressionado como fomos capazes de permanecer independentes do resto das outras espanhas tanto tempo. Ou talvez não.

sábado, 18 de Fevereiro de 2006

Pergunta "Eu quero ser Guru"

Uma história verídica. Os nomes foram alterados para proteger os culpados, especialmente o do Barradas.
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Bambino e Ordoñez são amigos.
Um dia, Bambino está em casa com a namorada em actividades sexuais e de repente tocam à porta.
Bambino pensa em não abrir, mas o clima fica estragado e a namorada insiste para que ele vá ver quem é.
Bambino abre a porta. Será chuva, será gente ? Não, é o Ordoñez.
Ao ver aqueles dois sozinhos em casa, Ordoñez deduz que o casal estava em pleno acto sexual. Embora percebendo que a sua chegada foi inoportuna, não desampara a loja.
A namorada de Bambino deseja ir embora.
Bambino leva-a de carro até casa. Ordoñez vai no banco de trás.
Durante a viagem, Bambino resolve praticar uma pequena vingança em Ordoñez. Assim, em plena IC21, Bambino abre a janela e vai deitando fora pequenos embrulhos de papel higiénico. Ordoñez conta mentalmente 5 (cinco) embrulhinhos de papel higiénico, imaginando que cada um contém um preservativo.
A intenção de Bambino surte efeito, porque a quantidade de embrulhinhos provoca uma crise existencial em Ordoñez.
O que se pretende saber é: quantos preservativos realmente Bambino gastou ?
(A resposta certa está entre 0 e 5 ).

quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

Barradas no dia dos namorados.

Dia dos namorados, andava eu a passear numa grande superfície comercial em busca duma prenda para a minha Bunitchinha, quem havia de encontrar ? Pois nem mais nem menos que o meu amigo Barradas.
Então, ó paneleiro que andas aqui a fazer ? e ele, olha o Bimbo do caralho. Na volta, a mesma merda que tu: ando a comprar as prendas do dia de São Valentim.
Foda-se, eu a pensar que andavas a ver as gajas, o que é que vais comprar ?
Os olhinhos do Barradas iluminaram-se: se calhar pensavas que ia armado em José para a fila da florista, não ? Eu já te digo o que é que vou comprar. Fez uma pausa e a seguir disse-o acentuando cada sílaba: Lin-ge-rie !
Ena ! Barradas, tu andas muito atrevido. Bino, vou comprar lingerie porque um gajo esperto é isso que lhes compra. A prenda é delas mas o gozo é nosso.
Dei um sorriso em sinal de aprovação e entrámos numa loja da especialidade.
Depois duma breve vista de olhos, o meu amigo resolveu dirigir-se a uma das empregadas no balcão. E comigo ao seu lado, o Barradas lá ia explicando à menina que queria comprar duas prendas, dois tamanhos diferentes. A saber, se a memória não me falha, além das cuecas, qualquer coisa como soutiens do tamanho 40 copa D e tamanho 34 copa B.
Eu e a miúda do Balcão, que não era gira mas era sexy (e inteligente) começámos a topar que o Barradas tratava de comprar simultaneamente a prenda para a esposa e para a amante. E com justiça salomónica, o Barradas comprava modelos iguais para que nem a esposa, nem a amante tivesse prenda melhor ou pior.
Já escolhidos os modelos, por sinal bem giros, ambos em padrões de leopardo a fazerem-me lembrar o template deste blog, o Barradas é subitamente abordado por um indivíduo que acabara de entrar na loja e lhe dá um toque nas costas.
- Desculpe, mas você não é o Barradas, genro do Lopes ?
E o Barradas virando-se para trás, muito surpreendido, confirmou tudo. Que sim senhor, era ele mesmo, o Barradas.
O outro apresentou-se como sendo o Pina, pelo que entendi - amigo do sogro do Barradas. Gera-se então, um pequeno diálogo feito de cumprimentos e as perguntas usuais sobre o estado de saúde dos familiares.
Pela postura corporal rígida e as frases curtas que dizia, senti que o Barradas estava a sentir-se comprometido pela inesperada presença ali do Pina.
Nisto, a menina do balcão interrompe a conversa para pedir instruções acerca de como deveria fazer o embrulho das prendas. E o malandro do Barradas, muito atrapalhado lá foi explicando que as prendas podiam ir juntas, no mesmo embrulho, porque eram para a esposa e para a filha.
Eu e a miúda da loja trocámos um olhar cúmplice e, nas costas do Pina, tentei suster o riso tanto quanto me foi possível.

terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

Feliz dia dos namorados fofinha.

Parece que foi esta manhã e, no entanto, faz hoje 17 anos que pedi namoro à minha Bebé.
Vínhamos de carro, na época tinha um Ford escort todo apaneleirado com aventais à frente e atrás, daqueles que batiam no chão sempre que a estrada tinha irregularidades. Então resolvi parar abruptamente o carro junto a uma vacaria, que por acaso cheirava mal, a merda de vaca, que tresandava.
A Meka ficou a olhar para mim e eu, desatei a imitar o Charlie Partana (Jack Nicholson) naquela cena do filme "A Honra dos Padrinhos", quando ele se declara à Irene Walker (Kathleen Turner) enquanto escutam uma banda que toca a canção "Noche de ronda".
Fiz uma imitação tão boa, ou tão má, que ela respondeu-me prontamente que sim.
(Anos mais tarde, confessou-me que respondeu rapidamente porque o mau cheiro das vacas era verdadeiramente insuportável e só queria sair daquele lugar o quanto antes).

terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

Houdini, o verdadeiro artista das varandas.

Esta manhã, eram 9h e 40m, o grande Houdini efectuou o seu espectacular número que consiste em evadir-se duma varanda situada 3 andares acima do solo.
Inúmeras testemunhas oculares presentes no café da Graça, situado nas imediações, ficaram horrorizadas perante a antevisão da tragédia. Alguns populares acorreram imediatamente ao local onde Houdini aterrou a fim de prestar eventual socorro ao artista.
Prontamente alertado pela vizinhança para o sucedido, Bino saiu de casa a fim de vir recolher o magnífico gato voador ou o que restasse dele.
Sendo a segunda vez que Houdini executa este arriscado número e recordando-se que da primeira, o artista sofrera diversas fracturas ósseas, Bino desceu no elevador preparando-se para encontrar o pior cenário.
Contudo, desta vez, à primeira vista tudo leva a crer que Houdini terá escapado ileso.
Para já apresenta-se bem disposto, move-se com normalidade e não aparenta possuir problemas internos.
Quanto ao sucedido, até ao momento Houdini não emitiu quaisquer declarações, cumprindo um rigoroso blackout e escusando-se a comparecer no local de entrevistas rápidas (este gato deve ser do Porto).

segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

Heitor, o verdadeiro herói da Ilíada.

Voltei a ver "Troy", aquele filme do Brad Pitt que tem um enredo bué complicado e tantas personagens que até me esqueço da maioria dos nomes.
Por sorte, a minhas filhotas de 6 e 11 anos explicaram-me o filme nas partes que não percebi. E as partes que nem as catraias perceberam, explicou-mas a mãe, a minha amada Mequinha.
Segundo a minha Babe, parece que o filme, para ser mais próximo do poema em que se baseou, deveria ter ainda mais gente: deuses e deusas da mitologia que, no Olimpo, iriam discutindo o destino dos heróis.
Ainda bem que esses deuses não aparecem no filme, porque já assim achei "Tróia" difícil de entender.
Por exemplo, não entendo como pode alguém gostar de Aquiles ou considerar que ele é o principal herói da guerra de Tróia. Olha-se para Brad Pitt e, de tão lindinho que é, adivinha-se Aquiles como o tipo de gajo capaz de se disfarçar de mulher só para não ir à guerra.
Aliás, quem no seu juízo perfeito iria entrar numa guerra por causa duma tipa que encornou o marido e fugiu com outro ? Olha-se para a fulana (Helena de Tróia) e só um totó não percebe que aquilo era menina para esquecer o Páris e voltar aos braços do Menelau à primeira oportunidade.
Aquela guerra mais parece desculpa para se pirarem de casa e andarem todos na paneleiragem. Vejam a amizade de Aquiles com Pátroclo, por exemplo... não acham suspeita ? A propósito destas "amizades", vou citar Eubulo, um poeta cómico grego, do sec. IV que acerca da guerra de Tróia (que durou 10 anos) e do amor grego escreveu o seguinte: "Ninguém viu uma única prostituta; enrabaram-se durante dez anos. Foi uma triste campanha; para tomar uma cidade, acabaram por regressar a casa com um cu bem mais largo do que [as portas] da cidade que tomaram".*
Diziam eles que eram primos ? Primos, uma ova !
Definitivamente Aquiles não é o herói principal da Ilíada. Que há de heróico num gajo que se enfurece quando não lhe fazem as vontades ? Desde quando a cólera é motivo para exaltação épica ? Que heróico há num gajo que é invulnerável excepto no calcanhar ? Herói é aquele que corre riscos, que vai à luta mesmo sabendo que poderá morrer. Herói é o gajo que luta porque tem coragem e não porque está de cabeça perdida e sob loucura temporária.
Herói a sério é o Heitor !
Ao contrário de Aquiles, que entra na guerra de Tróia por vaidade, para se glorificar e imortalizar o seu nome, Heitor é o herói que luta no cumprimento do dever, em defesa da sua pátria e da sua família.
Aquiles é egoista enquanto Heitor é altruista. Aquiles é um aventureiro indisciplinado que guia a sua conduta ao sabor dos seus caprichos. Aquiles ora luta, ora se retira do campo de batalha, sem se importar com a sorte dos restantes companheiros.
Aquiles regressa à luta porque Heitor lhe matou o amante. Mas como foi possível Pátroclo usar a armadura de Aquiles ?
Que espécie de soldado não cuida da sua armadura, permitindo que lha roubem e se façam passar por ele ? Ou será que Aquiles deu autorização ao amante para se fazer passar por ele e depois deu a desculpa que Pátroclo usara a armadura sem o seu conhecimento ?
O grande culpado da morte de Pátroclo não será o próprio Aquiles ?
Heitor é um patriota que cumpre disciplinadamente o seu dever de bom pai, bom marido, bom filho e bom comandante militar. Defende Tróia e olha por todos.
Quando Aquiles decide enfrentar Heitor sabe que vencerá, pois é praticamente imortal; Heitor despede-se da família e vai ao encontro de Aquiles. Sabe que não voltará, mas vai.
Sem dúvida que o grande herói da guerra de Tróia é Heitor e não Aquiles.
As grandes virtudes do ser humano estão presentes em Heitor. Julgar que estão em Aquiles é entender a história ao contrário.
Na verdade, o filme deveria acabar logo após a morte de Heitor. Morto o herói principal, era fazer-lhe o enterro e pronto: fim da história.
E de facto, assim acaba a Ilíada.

sábado, 12 de Novembro de 2005

Publicidade - Binoc Saliva Gel

Querida amiga não sofra mais.

Sim, é verdade! O homem parou de postar aqui, mas deixou um legado abrupto precioso: agora existe Binoc Saliva Gel, o primeiro lubrificante anal feito à base de saliva do próprio Guru Bino e enriquecida com as vitaminas C e K.

A saliva do Guru Bino, além de ser um super lubrificante, possui também elevadas características anestésicas. É uma saliva quase miraculosa.



Binoc Saliva Gel é um produto altamente recomendado pela associação internacional das ex-namoradas de Bino, o do Abrupto.

Faça já a sua encomenda através do nosso sistema de comentários. Aproveite antes que esgote.

quinta-feira, 10 de Novembro de 2005

A verdadeira história de Bino contada na 1ª pessoa (mais ou menos como ela se passou).

Capítulo 1 – O início.
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Eu já tinha tido contacto com computadores. Comecei, como tantos outros, com um ZX Spectrum 48 K.
Mas o Manic Miner e outros jogos que tais, não me atraiam. O meu vício era a programação em basic e a construção dum programa que me ajudasse a acertar no totobola, mediante a eliminação de chaves estatisticamente inúteis.
Após o Zx, passei para um AT e a programar em clipper. Entretanto o meu universo povoou-se de curvas de Gauss, cálculo de probabilidades, operadores booleanos, números de Fibonacci e até o recurso ao precioso auxílio dum ensaio sobre estatística do meu antigo professor Soares Martinez.
O progresso continuou, adquiri um 386. Consegui engatar o meu amigo Miguel (um génio da matemática) para programar enquanto eu só me ocupava da parte relativa ao totobola, futebol e probabilidades.
Depois comecei a namorar com a minha Babe e a febre dos computadores abrandou. O programa do totobola esquecido e o que eu queria era foder, foder.
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Capítulo 2 - Mas um dia... veio a net.
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A minha entrada aparatosa no mundo virtual da internet deu-se no século passado numa tarde dum dia feriado 5 de Outubro dum ano que já não me recordo qual.
Estava eu no clube recreativo cá da terra, quando fui injustamente acusado pelo meu sogro de não saber jogar dominó, mais concretamente ao Belga.
Chateado, afastei-me da mesa de jogo, segurando um panachê numa das mãos e saquinho de amendoins na outra. Fui ter com o meu primo Albino (Bino para os amigos) que estava no andar de cima. Na época, o cachopo era responsável pelo cyber café do clube, desde que a junta de freguesia para lá tinha mandado uns computadores.
Então, resolvi aventurar-me:
-- Ó primo, explica-me lá como é essa coisa da internet.
O sacana do puto, que sempre foi de poucas palavras, só mandou escolher um nome e a seguir disse-me para escrever o que eu quisesse ou então, que fosse respondendo às perguntas que fossem surgindo por escrito no ecrã.
Foi assim que este que vos escreve, Bino do Abrupto (eu próprio) sem saber, entrou de forma completamente ignorante numa coisa chamada IRC, no canal #Lesbicas, com o nick “Completamente”.
Passadas umas 3 horas, rapidamente fiquei desconfiado que do outro lado, quem estava a teclar comigo não seriam lésbicas nenhumas, mas a julgar pela conversa, concerteza alguns gajos tarados em busca de paródia e que, para o efeito, se faziam passar por mulher.
Desiludido com aquela imoralidade decidi abandonar a experiência. Perguntei ao meu primo se não existiriam outros canais e se podia alterar o nick. Existiam outro canais, claro, e também podia escolher outro nick se quisesse. Mudei de nick e de facto, acabei por descobrir canais que achei muito mais interessantes, por exemplo o #30-50 e o #Bondage..
E foi assim, que durante dois ou três anos, o bom do Bino com nicks que desejo não revelar aqui (Ab_Michelo) , se tornou um verdadeiro profissional do IRChat.
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Por sorte, apercebi-me dos perigos que o IRC encerra, de modos que encarei aquele mundo virtual como uma espécie de laboratório para o estudo da natureza humana e das suas tentações. Foi portanto, com propósitos científicos e de estudo intelectual que se revestiu a minha passagem pelo mundo do chat, no IRC da Ptnet.
Refira-se que jamais me passou pela cabeça aproveitar-me das fraquezas alheias, ou mesmo próprias, para “pular a cerca” dos deveres de fidelidade matrimonial.
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Reconheço no entanto, que a internet, sob variadíssimos aspectos, pode representar um perigo tremendo para a estabilidade emocional de indivíduos normais que não disponham duma força mental excepcionalmente forte como a que eu tenho. A tentação é grande, ou costuma ser, a menos que se tenha o azar de só calhar conhecer raparigas da zona de Braga exclusivamente dispostas a práticas sado-masoquistas do género, querer enfiar-nos um vibrador pelo nosso próprio ânus acima, dar-nos com a chibata e coisas ainda piores. Reconheço que em casos assim, é fácil passar ao lado das tentações e dizer NÃO ! Ser macho, é isto mesmo, é dizer “não” sem hesitações a propostas deste estilo.
Mas não só... ser macho pode implicar saber resistir e dizer “não” a tentações sexuais ou de natureza sentimental, que ponham em causa a nossa integridade familiar (que desejamos preservar), que nos impeçam de andar de consciência tranquila, que possam destruir o nosso projecto de vida em troca de 3 ou 4 minutos de fugaz prazer sexual.
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Suponho que a todos nós a partir do momento em que casamos (ou nos juntamos) nos surge a pergunta: “e agora ... fiel ou infiel ? Nunca darei umas “facadinhas” no matrimónio ? Vou comer do mesmo até ao resto da minha vida ? ”. A resposta obviamente é, SIM !
Sim, deveremos comer sempre do mesmo enquanto o casamento durar, enquanto a nossa mulher for a nossa amada até as punhetas deverão ser batidas com ela no pensamento. E na realidade assim costuma acontecer, vamos comê-la por toda a vida, só que muito menos vezes do que em solteiro, especialmente depois de nascerem as crianças. Mas é isto a vida sexual da maioria dos casais modernos com filhos: um prolongado vazio salpicado por raras “rapidinhas”. Contra esta vida de miséria sexual (como lhe chamou Alberoni ) que fazer ?
--Nada ! -- Digo eu, ou como diria António Vitorino, “habituem-se !”
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Finalmente, cansado de desperdiçar o meu tempo no IRC, foi com alegria que me retirei dessa actividade e ingressei no excitante mundo da blogosfera.
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Capítulo 3 – Os Blogs
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a) Balanço do 4º aniversário.
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Em 2001, não conhecia nenhum blog português, mas apercebi-me do fenómeno através de blogs brasileiros (alguns hospedados em Portugal). Imediatamente me apercebi do potencial dos blogs e foi sem hesitação que fundei o meu primeiro blog faz agora 4 anos.
Comecei a escrever para brasileiros porque em 2001, quando em Portugal ainda muito poucos sabiam o que era um blog, no Brasil vivia-se uma verdadeira explosão do fenómeno blog.
Portugal, como é costume em tantas coisas, apanhou a onda 2 anos depois em relação à maioria do mundo civilizado. Mas tanto atraso não impediu que a fação mais intelectualoide da nossa blogosfera, se pavoneasse arrogantemente em entusiásticos posts e até artigos de jornal, como se tivesse acabado, ela própria, de inventar os blogs, ou descoberto a pólvora. Na realidade, longe de estar na vanguarda do fenómeno blog, Portugal aderiu tarde, com fracos conhecimentos de HTML e com a particularidade de não entender que a força do blog provém da novidade. Novidade de autores, de temas, de forma de escrever e de estar. A blogosfera portuguesa mais destacada, com raríssimas excepções, não trouxe novidade -- trata-se dos mesmos a escrever o mesmo, para os mesmos lerem.
Resumiu-se à vinda para a blogosfera daqueles que já antes escreviam em papel. Fraca novidade, mas ao mesmo tempo sintomático da forma típica de ser português e da forma genial como costumamos estragar o que em princípio poderia ser bom.
Um dia, no futuro, será interessante analisar a mentalidade destas elites do Portugal de hoje, através da leitura dos seus blogues. Será possível perceber a razão pela qual havendo uma elite que se julga tão esperta, tão inteligente, tão culta, tão bem pensante, tão politicamente correcta, porque razão Portugal não passa nunca dum pobre país sempre classificado na cauda da Europa em todos os índices de progresso e desenvolvimento.
Naturalmente uma blogosfera assim fechada, nunca me atraiu. Daí que este blog “Abrupto Sexual” mais não tenha sido do que uma pequena experiência para perceber se finalmente já existiria em Portugal gente em número suficiente para proporcionar um outro tipo de blogosfera, arejada.
Já vão existindo muitos e bons blogueiros, sim. As coisas começam a melhorar, mas por vezes sinto que ainda por aqui aparecem totós que não entendem este blog.
É natural. Este é um blog que goza não com o Portugal Pimba, como possa parecer, mas sim com o Portugal intelectualoide... saloiamente intelectualoide, entenda-se.
E porque este é um blog para gente inteligente, onde as coisas quase nunca são o que parecem, que individuos como aqueles cujos blogs linkei ali na coluna da esquerda, apelidando-os de melhores do mundo, para mim são pessoas preciosas e raras nesta blogosfera infestada de snobs.
Mas confesso que ainda me bate a saudade de outros lugares. Tenho saudades da blogosfera brasileira.
Ainda hoje suponho que sou o blogueiro português mais lido no Brasil. Sinto-me muito bem lá, as pessoas são talentosas, escrevem excelente blogs e não se fecham por não me conhecerem de lado nenhum, nem por não pertencer à sua “tribo”. Enfim, mentalidades diferentes...
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b) Anonimato.
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Desde o início sempre tive o cuidado de assinar os meus posts com um nickname e nunca divugar o meu verdadeiro nome. Trata-se duma medida que visa proteger-me (especialmente quando se trata de lidar com portugueses) e não, de utilizar o anonimato para atacar ou insultar os outros. Suponho que a minha simples presença na blogosfera com este blog de luxo é já, por si, um insulto suficiente para aqueles que me dão náuseas (a cáfila de snobs que acha chique ter um blogue, sem sistema de comentários e se entretem a escrever banalidades sobre política, sociologia, literatura e outras porras do género).
Na mesma linha de cuidados anónimos, também não divulgo nenhum endereço de e-mail. Para além de me proteger de spammers, de me proteger de brincadeiras parvas, a verdade é que não estou interessado em receber mails de ninguém, especialmente conhecidos e amigos meus.
Para além disso, evito participar em encontros e jantares de blogueiros. Já me basta ninguém nunca se sentar ao meu lado quando viajo em transportes públicos, tipo autocarro, porque razão haveria de ir a sítios longe de casa conviver com gente mais estranha que eu ?
Na mesma linha de pensamento, suponho que nenhum de vós levará a mal se vos disser que as minhas fotos que aqui publiquei, foram “ligeiramente” retocadas/melhoradas para que a singularidade do meu rosto não provocasse sustos a ninguém.
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c) Adeus, ou até já.
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Enfim, fico com a sensação de que este magnífico blog poderia ter sido melhor se por ventura eu tivesse feito a 1ª classe.
Sim, também poderia ter escrito uma série de posts sobre Ulisses de Joyce, numa demonstração da minha vasta cultura, se por acaso tivesse tido a pachorra de ter visto o filme até ao fim.
Sim, confesso que fui o autor moral do fim do blog “Gato fedorento” (hilariante template em tons de verde), quando expliquei aos bravos rapazes que, da mesma forma que as putas não devem dar borlas aos clientes, por ser mau para o negócio, também aqueles que escrevem profissionalmente não devem esbanjar talento e dinheiro, escrevendo à borla em blogues. Quem quer bom, que pague !
Sim, confesso que não entendo os blogs como uma forma de arte ou jornalismo. Rio-me dos que pensam isso.
Finalmente: Sim, estou a pensar dedicar-me a outro estilo de blog, ou talvez não. Mas concerteza noutro local. Procurem-me talvez me encontrem.
Para portugueses, quem sabe um dia volto a escrever aqui...
Se um dia estiverem preparados para mim. É que isto sem amigos não tem piada.
Hasta la vista !

domingo, 30 de Outubro de 2005

Homem de Sonho (2ª parte)

Esta é a 2ª parte do meu curso "Homem de sonho" (ver post de 22/10).
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f) Ao sair do banho deve deixar metade dos pêlos púbicos agarrados ao sabonete e os restantes na baixa da banheira. Você não tem culpa de ter um carpélio nas costas maior que o do Tony Ramos pois não ?.
g) Com o WC envolto numa densa nuvem de vapor enxugue-se em várias toalhas, sendo a da sua esposa a mais apropriada para secar a região dos tomates e o rabo.
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8:00 - Tomado o banho, é altura de deixar entrar o gato para dentro da banheira. Certifique-se de que ele andou a esgravatar nos vasos das flores e tem as patas sujas de terra.
Pode crer que a banheira fica um nojo.
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8:01 - Abandone o WC e vá-se vestir. Se entretanto a sua esposa voltou a adormecer é conveniente que você não a incomode, entre no quarto sem fazer barulho. Porém, se ainda tiver algum remanescente de gases alojado nos intestinos que lhe apeteça libertar, esta é decerto uma boa ocasião para acordar a sua cara metade bem como o resto da visinhança. Força !
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8:30 - Quanto ao pequeno almoço, é natural que as primeiras torradas se queimem e encham de fumo a cozinha. Mas não se preocupe, o importante mesmo é deixar muitas migalhas espalhadas pelo chão, sujar metade da loiçaexistente, usar a toalha da mesa como naperon e deixar tudo desarrumado e aberto, incluindo a porta do frigorífico.
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(continua)

quinta-feira, 27 de Outubro de 2005

Separados à nascença ?



Pisconight, do you know what I mean ?

sábado, 22 de Outubro de 2005

Bino, o Homem de sonho (1ª parte)

No blog Chez Maria, estão a promover um concurso ( concerteza inspirado em mim ) a que chamaram "Homem de Sonho".
Numa primeira reacção senti o impulso de concorrer, mas depois achei que seria injusto para os outros concorrentes. Afinal, perante a minha pessoa, homem algum teria qualquer hipótese de ganhar o título de homem de sonho. Isto não é para me gabar, trata-se dum facto (uma cruel realidade).
Então, achei preferível deixar aqui alguns conselhos aos gajos que lá quiserem ir concorrer, no sentido de lhes dar algumas pistas, a fim de se tornarem homens de sonho como eu. Bem sei que não é fácil. Ter a classe dum Bino é daquelas coisas que não se aprende, nasce logo com a pessoa. Mas ao menos tentemos educar um pouquinho o Povo (estilo Rititi).
Ora portantos, aqui vão as dicas a ensinar como é que vocês devem fazer durante um dia para se tornarem um homem de sonho, versão Bino:
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6:50 - Antecipe-se ao despertador e saia discretamente da cama 10 minutos mais cedo. Quando forem 7h em ponto e o relógio começar a tocar, já você estará trancado no wc. Terá então que ser a sua mulher a desligá-lo, acordando 1 hora mais cedo que o necessário.
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7:00 - No wc as hipóteses de ser um homem de sonho são quase infinitas:
a) Nunca, mas nunca acabe o rolo do papel higiénico. É preferível deixar ficar uma única e última folha do que ter de proceder à colocação dum rolo novo. O truque é ter algum papel higiénico escondido numa gaveta do armário da casa de banho que utilizará quando estiver eminente a utilização das derradeiras folhas do rolo. Assim evitará que calhe a si a tarefa da morosa e complicada substituição do rolo findo.
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b) É bom esquecer-se de puxar o autoclismo, mas se o seu for daqueles antigos que fazem muito barulho, puxá-lo e deixar ficar a água a correr poderá ser uma boa alternativa.
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c) É como a tampa da sanita. Tanto pode ficar aberta como cair com estrondo.
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d) O banho deverá ser com muita água. Esqueça-se de ligar o esquentador (ou o gaz) peça à sua mulher que saia da cama e lho vá ligar.
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e)A água muito quente para criar aqulele ambiente de sauna, em que tudo fica encharcado de condensação, é fundamental. Mas mesmo assim convém molhar directamente todos os azulejos da parede, inundar o chão, ah... e não se esqueça do tecto.
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f) Ao sair do banho deve deixar metade dos pêlos púbicos agarrados ao sabonete e os restantes na baixa da banheira. Você não tem culpa de ter um carpélio nas costas maior que o do Tony Ramos pois não ?
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g) Com o WC envolto numa densa nuvem de vapor enxugue-se em várias toalhas, sendo a da sua esposa a mais apropriada para secar a região dos tomates e o rabo.
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8:00 - Tomado o banho, é altura de deixar entrar o gato para dentro da banheira. Certifique-se de que ele andou a esgravatar nos vasos das flores e tem as patas sujas de terra.
Pode crer que a banheira fica um nojo.
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8:01 - Abandone o WC e vá-se vestir. Se entretanto a sua esposa voltou a adormecer é conveniente que você não a incomode, entre no quarto sem fazer barulho. Porém, se ainda tiver algum remanescente de gases alojado nos intestinos que lhe apeteça libertar, esta é decerto uma boa ocasião para acordar a sua cara metade bem como o resto da visinhança. Força !
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8:30 - Quanto ao pequeno almoço, é natural que as primeiras torradas se queimem e encham de fumo a cozinha. Mas não se preocupe, o importante mesmo é deixar muitas migalhas espalhadas pelo chão, sujar metade da loiçaexistente, usar a toalha da mesa como naperon e deixar tudo desarrumado e aberto, incluindo a porta do frigorífico.
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(continua)
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quinta-feira, 20 de Outubro de 2005

A saliva milagrosa

Naquele tempo, andava pelas grandes estepes um homem acompanhado da sua esposa, a caminho do santuário do Grande Guru.
Após dois anos, tento sobrevivido ileso aos mil e um perigos próprios de tão longa jornada, o casal chegou finalmente ao seu destino.
-- Venerável Mestre, vivo angustiado -- lamentou-se o homem ao Guru -- pois a minha esposa recusa-se a deixar-me sodomiza-la.
-- Tens mais esposas ?
-- Não. Só tenho esta. Sou um pobre pastor, sem recursos para sustentar mais esposas ou concubinas.
-- É pena -- assinalou-lhe sabiamente o Mestre -- se tivesses várias esposas talvez tivesses mais hipóteses. Pois na esperança de se tornar a tua favorita, uma delas talvez acedesse ao teu desejo.
-- Venerável Mestre, rogo-vos uma solução. Mostrai-me a forma de conseguir comer o cu da minha mulher.
-- Jovem, o teu erro foi não teres provado os pratos todos antes do casamento. A coisa começa logo dum princípio, desejosa de casar contigo e para não te perder, ela talvez tivesse deixado... agora é capaz de ser tarde. De ti, ela já tem tudo o que quer. Porque haveria de deixar-te, agora, rebentares-lhe com o cagueiro ?
-- Mas Mestre, tem de existir uma forma. Algo que a convença. Ajudai-me...
-- Muito bem. Amanhã enviarás a tua mulher à minha presença. Obviamente deverá vir sozinha.
-- Obrigado, Grande Guru !
-- Fica tranquilo, em breve comerás o cu da tua querida. Agora vai e faz o que te mandei.
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Moral da história: depois do Grande Guru ter conhecido (biblicamente) a esposa do pastor, imediatamente o casal regressou à sua longínqua terra.
E é claro que o Pastor e a sua esposa viveram muito felizes para sempre.

domingo, 16 de Outubro de 2005

Sim, é o regresso !

Muito haveria para contar se por acaso tivesse tempo para estar aqui a escrever.
Em primeiro lugar quero descansar as almas afirmando, desde já, que esta minha ausência não se deveu a nenhuma crise existencial. Sou um homem de sucesso afectivo, a quem a vida sorri maravilhosamente todos os dias.
Em segundo lugar, quero lamentar não ter sido eleito nas últimas eleições autárquicas. Bem sei que era um combate difícil e desigual, mas mesmo assim na noite do apuramento dos resultados ainda tinha uma secreta esperança de ser eleito, isto apesar de não ser candidato a nada. Se me tivesse candidatado, não sei não...
Em terceiro lugar, quero aqui expressar a minha estranheza pela preocupação de certos indivíduos acerca da minha orientação sexual. Porque eu, pessoalmente, a mim só me interessa é a orientação sexual das mulheres: "esta gaja será fufa ? Serei capaz de lhe dar a volta e mostrar-lhe do que é capaz um macho a sério, como eu ?".
Agora nunca me ocorreu interessar-me pela sexualidade de outros gajos. Não me interessa saber se alguém é paneleiro ou não. Simplesmente não me interesso por gajos. comigo o assunto é gajas e ponto final. Por isso fico sempre desconfiado com gajos que insinuam que outros são paneleiros. É interesse a mais e dá para desconfiar...
Finalmente, obrigado por terem visitado na mesma o meu blog. É interessante verificar que as audiências se mantiveram elevadas, mesmo sem escrever nada aqui. Vamos ver se na próxima semana tenho tempo e inspiração para mais uma série de disparates blogosféricos.
Beijos às meninas e apertos de mão aos rapazes. Hasta la vista.

segunda-feira, 19 de Setembro de 2005

Sou o Roberto Leal dos blogs.

Quem me conhece um pouquinho melhor, sabe que sou um dos fundadores da blogosfera portuguesa, sabe que sou dono de um dos mais antigos blogs portugueses ( fundado em 2001), sabe que o meu verdadeiro nome é famoso e apenas por pudor não o revelo aqui (quero que me leiam, não pelo meu nome, mas por aquilo que escrevo ) e, finalmente, sabe também que sou mais lido nos estrangeiro do que em terra lusa ( através de um outro blog alternativo a este ) .
E se aqui em Portugal não passo dum obscuro blogueiro, desconhecido e ignorado, não é menos verdade que em terras brasileiras a minha popularidade não cessa de aumentar. Sou uma espécie de Roberto Leal dos Blogues. Por lá, o meu blog já passou na Tv, já fui referido elogiosamente por jornalistas brasileiros conceituados e agora (imaginem só) acabo de saber que existe uma banda brasileira que decidiu adoptar o meu nome: são os "Binoc Hardcore". Tiveram a amabilidade de me informar que são meus fans e dessa forma quiseram homenagear-me. Fiquei sem palavras...

terça-feira, 13 de Setembro de 2005

Apeteceu-me ! (esta aprendi com o Carlos )

I
Eu, o Puto.


O Triumph Spitfire vermelho descia na brasa as curvas do Alto do Lagoal rumo a Caxias. Ao volante, o Jaime virou-se para mim com ar de gozo :
Ó puto vê lá não te cagues, que aí é o lugar do cão.
Mas eu, ia na boa. Só me incomodava ir tão encolhido no curto espaço existente por detrás dos dois únicos assentos.
No "lugar do morto", o Guga ocupava-se em fumar um cigarro distraído.
Já em Caxias, paramos na bomba de gasolina. O Jaime salta para fora do carro.
-- Mandem atestar que eu vou ali à farmácia.



Eu e o Guga ficamos silenciosos a ouvir o bater seco duma basta chuva miudinha tocada a vento na capota de lona, mesmo por cima das nossas cabeças. É um daqueles dias cinzentos de Outubro que nos faz ter saudades do Verão.
-- O mar de certeza está bravo. Temos a pesca estragada.
O Guga concorda comigo acenando que sim com a cabeça.
Entretanto, o Jaime regressa a tempo de fechar o tampão do depósito e pagar ao homem da bomba.
Abeiram-se dois gaiatos a distribuir propaganda política. O Jaime enxota-os. Não insistem.
Arrancamos novamente em alta velocidade. "Vê se me encontras aí a cassete dos Deep Purple", pede o Jaime.
Mas o Guga não encontra népia. Está montes de lento, desconfio que são efeitos do vinho do almoço.
Quando finalmente se começou a ouvir "Smoke on the water" já íamos em plena avenida Marginal.
Damos um pulo desesperado a Paço de Arcos, ao menos para ver se está tudo em ordem com o bote do Jaime.
O barco está fixe, mas ficamos todos lixados com a merda do tempo que nos impede de ir á pesca.
-- E agora, o que é que um gajo faz ?
Durante alguns minutos ficamos embasbacados dentro do carro a olhar para o mar revolto.
É sempre assim: tempo de sobra, sem nada para fazer , nem saber para onde ir. Eu até sei o que é que me apetecia fazer. Mas também, não admira: estou sempre a pensar em sexo...
Finalmente, o Jaime sai-se com uma ideia:
-- Olhem, conheço umas gajas que ao Domingo costumam ir ao baile, nos Bombeiros de Algés.
-- Só agora é que dizes ? Vamos já lá ! -- Respondo-lhe eu.
O Guga também concorda.
Não demoramos mais. De novo na estrada lá vamos nós, ansiosos pelas garinas.
Fazemos a curva do Mónaco a abrir. Na zona da Cruz Quebrada avistamos um jipe da GNR... ultrapassamo-lo devagar (como convém). Já afastados do perigo, o Jaime aproveita para acender um cigarro e guiar com os joelhos. Ri-se.
Chegamos enfim a Algés, mas o baile está fraco.
"É da chuva..." desculpa-se o Guga, "ficou tudo em casa a ver televisão".
Ainda por cima as amigas do Jaime não vieram ao baile.
Meu rico Domingo... Só de pensar que amanhã começa a escola ainda me dá um ataque.
O Jaime de repente, deixou de se ver. Pergunto por ele ao Guga. "Pirou-se. Disse que ia ás putas ao Restelo. Não deve demorar".
Pois!... Bem me queria parecer que aquele cabrão não é lá muito do estilo de se perder em bailaricos. De certeza já trazia esta na manga.
Ali ficamos, eu e o Guga, de perna dobrada, encostados a uma parede, a controlar o baile.
O conjunto é uma merda. Só sabem tocar Camilo Sesto, Nelson Ned e outras foleiradas do género. "O que é que você vai fazer Domingo á tarde?" canta o vocalista. Por mim, enforcava-o no fio do micro.
Viro-me para o Guga:
-- Quem me dera os Apocalipse...
-- Pá, isto a gente hoje tivémos foi azar, calhou estarem cá estes foleiros. Porque até costumam tocar aqui bons conjuntos.
No centro da sala, meia dúzia de pares arrastam-se ao ritmo da música.
Um deles desperta-me a atenção. São de certeza namorados e têm mais ou menos a minha idade. Ela é boa com'ó milho e ele, um vaidoso da merda.
Se o meu olhar de inveja matasse, o cabrãozão caía fulminado em pleno dancing, agora mesmo.
Não percebo o que é que as miúdas vêem nestes paneleiros cheios de mania que são bons.
Entretanto, regressa o Jaime. Cigarro na boca, passo lento, quase á toureiro...
O sacana tem estilo, às vezes até parece um actor de cinema acabadinho de sair do écran. Pelo menos, é o que diz a Paula, a minha irmã mais velha.
Sentadas nas cadeiras, duas ou três miúdas mandam olhares ao Jaime, que não lhes liga. Os duros não dançam e o Jaime também não. Tem pressa em sair dali para fora. Acabamos por ir.
Começa a fazer-se noite quando chegamos á nossa "ilha", o nome que damos ao bairro onde moramos.

II
Eu, o Jaime


O Puto tem 16 anos, mas parece que só tem 12. É um enfezado do caraças, pele e osso e nada mais. Ao princípio até lhe chamávamos o "Biafra". Mas é esperto como um corno. Não se mistura com os da idade dele. Gosta de acompanhar com pessoal mais velho. Faz de conta que é a mascote.
E então, estávamos a jogar snooker na sala de jogos do café Matias e o gajo a querer saber... "No outro Domingo, a puta que tu fodeste era boazona ?" , quase parecia que perguntava por acaso, enquanto preparava a tacada... E insistia, "que idade tinha ela?"
Mas eu não me descosia e protestava em voz baixa, "isso, espalha aí pelo bairro que eu vou ás putas".
E o Puto, com ar sério, "não digo a ninguém...Juro".
Olhei à nossa volta. Não havia mais ninguém na sala de jogos. Cheguei-me perto dele e olhei-o bem nos olhos:
-- Por que é que queres saber ? -- Respondeu-me meio envergonhado:
-- Naquele dia, gostava de ter ido contigo ás putas... Nunca fui. -- Por instantes fiquei especado a olhá-lo. Depois, Peguei outra vez no taco e recomecei o jogo. Enquanto atirava à bola 8 fiz um sorrizinho discordante:
-- Impressão tua !
A 8 entrou no buraco.
O Puto ficou a olhar, sem compreender.
Iniciámos novo jogo. Decidi explicar melhor:
-- Se te apetece foder a solução é arranjares uma gaja que grame foder contigo.
-- As miúdas não gostam de foder.
-- Algumas gostam.
-- As putas...
-- Não ! Essas, são as que menos gostam.
-- 'Tás a gozar !
-- Falo a sério. Contigo ou com outro, é igual. Desertinha está a puta que te venhas depressa e saias de cima dela.
Algumas esposas, quando o marido lhes salta para cima também querem é que ele se despache.
Num caso ou noutro, achas que dá algum gozo estares a foder com alguém que sabes que está a fazer frete ?
-- Sempre há-de ser melhor que bater punheta.
-- Vai por mim, puto. Arranja antes uma chavala que atine contigo. Apaixona-te, não queiras ser como eu.

domingo, 11 de Setembro de 2005


Onde está o Bino ?
Conseguem adivinhar qual sou eu ?
Resposta: Ok, sou o puto cabeçudo à frente de todos.
( 3 anos e já na escola, isto tinha de me fazer mal)

sexta-feira, 9 de Setembro de 2005

Bino ama as cabeleireiras.

A minha forte atracção sexual por mulheres foi um instinto vital imediatamente assumido desde a nascença. Mas o acontecimento chave a partir do qual, as cabeleireiras se tornaram, de entre todas as mulheres, no alvo preferencial das minhas fantasias deu-se por volta dos meus 5 anos, quando certo dia acompanhei a minha mãe numa ida à cabeleireira.
Ao entrar no salão de cabeleireiro percebi logo estar perante um fascinante mundo até então desconhecido para mim. No ar pairava um odor estranho, porém muito agradável e que hoje reconheço ser o perfume característico das lacas, plixes e demais cosméticos capilares habituais em qualquer salão. Mas na época, para um miúdo de 5 anos cujo único aroma forte que conhecia eram os peidos do pai, combinados com o cheiro a óleo da oficina onde trabalhava, aquilo pareceu realmente muito excitante.
Sentei-me num sofá a observar todo aquele ambiente, enquanto a minha mãe era atendida.
Recordo-me que era Verão e estava um dia de calor insuportável. De repente, começo a notar que quase todas as cabeleireiras vestiam batas brancas de tecido muito fino e que, pela transparência destas, dava para ver que não traziam mais nada vestido. Devido ao calor, trabalhavam semi nuas, apenas cobertas pela bata de trabalho. Mas olhando com atenção, dava para perceber as cuequinhas e o escuro dos bicos das mamas sem sutiã.
Para mim, um puto de 5 anos, tais visões foram o suficiente para me causar uma valente erecção, que mais forte se tornava quanto maior era o meu embaraço e tentativa de ocultar o pequeno vulto que se notava debaixo das calças. Valia-me na circunstância uma revista, a célebre “Crónica feminina”, para com ela tapar disfarçadamente o “maroto”. Felizmente, clientes e empregadas conversavam animadamente sem parar e ninguém reparava num fedelho sentado ali num canto. Com muita calma consegui desviar a minha atenção para a leitura e desmobilizar o tesão. Contudo, esse dia mudou o meu destino e fez-me tornar naquilo que sou hoje: um homem que ama as mulheres em geral, mas as cabeleireiras especialmente.

terça-feira, 6 de Setembro de 2005

Métodos de acasalamento usados pelas mulheres - Lição 3

Vimos anteriormente dois métodos empregues pelas mulheres para acasalar: primeiramente, a mulher que se deixa envolver por machos que lhe inspiram instintos maternais ( a que chamámos a técnica do "coitadinho" ) e depois, o caso das mulheres pouco atraentes ( camafeus ) que se sujeitam ao pouco que aparece a querê-las, no post anterior a este.
Relativamente aos comentários em posts anteriores, uma das nossas alunas (Salma) confessou pertencer ao grupo das mulheres descrito no primeiro caso. Devemos acrescentar que não existe nada de errado em se gostar de "coitadinhos" e sentir prazer em mimar um homem, ou até mesmo sustentá-lo economicamente. Não estamos aqui para julgar ninguém. Aliás, se isso vos der felicidade podem enviar-me donativos, sintam-se à vontade, até dispenso os mimos (só quero os da minha Babe).
Quanto à distinção entre sexo e amor (sugerida por Heidy) será uma questão aflorada brevemente.
Vamos agora continuar o nosso curso:

O acasalamento como fonte de riqueza

Trata-se dum método que se julga bastante generalizado em certas sociedades. São muito antigas as teses que tendem a construir certos pontos de contacto entre o acasalamento e a actividade económica. Existe até quem faça do acasalamento uma espécie de profissão, cujos serviços são isentos de IVA ou IRS.
Desde tempos imemoriais que as mulheres perceberam que poderiam beneficiar economicamente em troca de sexo. Ainda hoje assim acontece.
Neste ponto, parece-nos importante estabelecer a distinção absolutamente fundamental entre Putas (ou prostitutas) e "Mulheres de vida alegre", até porque é muito frequente confundir as duas categorias de mulher, ou mesmo inverter os dois conceitos. Assim, temos:

1-Puta é a mulher que acasala ou fode, não porque tenha prazer naquele acasalamento, ou no acto sexual com aquele macho, mas porque desse modo obtém um benefício de natureza económica ou social.

Existem variadas formas de prostituição. As mais comuns no nosso país, são duas:

a) A prostituta que pratica o coito com clientes ocasionais e variados, mediante um pagamento, normalmente em numerário.

b) A prostituta dum só cliente, com quem eventualmente pratica o coito, não por prazer, não por amor, mas porque casou com o cliente e mediante essa relação matrimonial, a puta beneficia de bem estar económico ou posição social.

2- Mulher de vida alegre é a mulher que copula (muito) com múltiplos parceiros sexuais. Fode, não por dinheiro (aspecto fundamental) ou qualquer benefício patrimonial, mas fode por prazer. Porque gosta.
Infelizmente, é comum chamar "puta" a este tipo de mulheres. Nada mais errado e injusto. Trata-se duma profunda injustiça, dum tremendo preconceito e trata-se de lançar um estigma sobre esse tipo de mulheres que todos deviam enaltecer e até apoiar.
Vejam que machismo: se um homem fode muito, é apelidado de "fodilhão", é invejado pelos amigos e até admirado (secretamente, ou não ) pelas mulheres. Reparem, eu acho bem... passei a consumir mais gelados da "olá" (uma excelente marca de gelados, diga-se) por causa do anúncio com o Zezé Camarinha. Sem ironias, mas falando muito a sério, homem português que é macho admira o Camarinha (pode não concordar com o estilo dele, mas isso é já outro assunto).
Todo o homem que é macho acha-se um fodilhão em potência. Tivesse vida que lhe permitisse, gostaria de foder gajas todos os dias e à "fartazana". Isto é um facto da natureza.
Por outro lado, uma mulher que ganhe fama de dar as suas quecas, logo na boca do povo passa a ser uma puta, uma maluca, etc. etc. Existirá maior e mais profundo preconceito que este, na nossa sociedade? Onde está o Bloco de Esquerda nestas ocasiões ? Onde está o fodimento mínimo garantido ?
Enaltecer de virtudes a abstinência sexual e a virgindade da mulher, é a pior das descriminações e a face pior do machismo. Sejamos feministas.

quinta-feira, 1 de Setembro de 2005

Perceber as mulheres, por um grande especialista mundial (eu) - 2ª Lição.

Olhai os cãezinhos da rua - Uma cadela saída é sempre seguida por uma matilha de cães desejosos de copular com ela (para os mais distraídos, copular é foder).
Também nos seres humanos, tal como sucede no mundo animal, quem escolhe o parceiro sexual é a mulher e não o homem, como por vezes é suposto.
Como se faz essa escolha, que elementos a determinam, os seus aspectos psicológicos, esse é o tema central de hoje aqui no Abrupto Sexual, na sua secção "Perceber as mulheres - por um grande especialista mundial (eu)".

As escolhas sexuais da mulher, para fins de acasalamento, segundo um princípio de raridade.

São muito interessantes as teses que defendem que à mulher, tal como à cadelinha, interessa possuir um lote de pretendentes suficientemente numeroso e rico em qualidade, para que no final a escolha recaia sobre um espécime minimamente de jeito.
Sabe-se que muitas raparigas gostariam de possuir vários maridos, não só pela possibilidade do sexo em grupo, mas porque dá pena ter de casar só com um dos pretendentes e desperdiçar todos os outros, por vezes igualmente interessantes. Realmente o ideal seria a mulher ter e exercer efectivamente o direito de possuir todos os homens que desejasse e conseguisse ter (foderíamos todos mais). Mas essa possibilidade de possuir um ou mesmo, vários amantes, dentro ou fora do casamento, é uma questão que não está prevista ser submetida a referendo pelos menos nesta legislatura (embora fosse interessante). Contudo algumas mulheres, independentemente das omissões legislativas dos nossos deputados já se sentem suficientemente livres para fazer sexo com quem desejam, são é poucas (ou então ando sem sorte).
Porém, para a maioria das raparigas a regra não é a abundância, mas pelo contrário, ter um só pretendente que agrade já é difícil. Normalmente os pretendentes que aparecem, são para desaparecer depois de foder. Ou seja, rapazinhos bem falantes que surgem às donzelas com excelentes promessas de casamento, mas depois de foderem... piram-se. São os "Barrosos da foda".
Raros, raros são os homens que realmente agradam a uma mulher e se dispõem a viver com ela para o resto da vida. Especialmente se ela for uma espécie de camafeu como muitas que há por aí.
Ora como não ser um camafeu (ou mesmo sendo) e ter homens bons às paletes será uma das nossas próximas abordagens, para felicidade das meninas que lêem o Abrupto Sexual.

Ass: Bino, ( o irmão do meio do Bino ).

terça-feira, 30 de Agosto de 2005

Perceber as mulheres, por um grande especialista mundial (eu)

O Claudio do "meia livraria" fez-me pensar um pouco (só um pouco)...
Talvez devesse dar aqui uns cursos sobre a arte de engatar gajas. Mas engatar gajas à séria assim... EM GRANDE ESCALA (como eu costumava fazer, até que conheci e me apaixonei pela minha Mekinha e reformei-me).
Portanto, a partir de agora os meus amigos mancebos não temam se aqui o Bino vos parecer um bocado "abichanado". É que a primeira medida a tomar para engatar gajas às paletes é conhecer bem o lado feminino e parecer sensível.
Portantos, a partir de agora, nada de futebóis, nem de falar em merdas que as mulheres não curtem.
A partir deste momento começa o curso intensivo:

"Como conhecer gajas e comê-las".

1º colocar no blog uma música própria para gajas

2º O próximo post será sobre manicure, cabelos ou moda (ainda vou pensar).

domingo, 28 de Agosto de 2005

O gato Houdini.


Houdini

1- Este gato é uma fera. Reparem na sua expressão de mau. Já o conheço, está pronto a virar o focinho e tentar morder a minha mão (o passatempo preferido dele).

2- Fez 13 anos em Março. Era bébé, ficou com a cabeça entalada na porta do carro (não tive a culpa, eu nem sequer estava no local ). Apesar do sangue espirrado por todo o lado e da cabeça espalmada, conseguiu sobreviver ( os gatos têm mesmo 7 vidas).

3- Chama-se Houdini, porque tal como o outro Houdini este é um autêntico rei da fuga. Basta uma porta aberta, uma janela mal fechada e zás... escapa-se. Nada detém este gato.

4- O seu "número" mais arriscado, foi se atirar-se da varanda dum 2º Andar até lá abaixo. Como todos os gatos, caiu de pé, mas afocinhou no chão. Infelizmente, o piso era calçada portuguesa e Houdini partiu o céu da boca. No entanto, uma vez mais, o grande Houdini sobreviveu.

sexta-feira, 26 de Agosto de 2005

Guru Bino Shankar

- Prevejo que no futuro irás passar uns dias a comer banana.
- Mas mestre, eu não gosto de banana...
- Minha querida, não será pela boca.

quinta-feira, 18 de Agosto de 2005

Bino goes to Kleópatra


A Kleópatra é como seja uma discoteca, tem luzes e bolas de espelhos, pista de dança e tal, só que a música em vez de Techno, Hip Hop ou Trance é antes pimba e tocada ao vivo por organistas.
Obviamente as pessoas dançam agarradas porque basicamente a Kleópatra é uma casa de bailes. Um tremendo sucesso.
Sábado à noite fui lá com a minha Babe. Mal entrámos fomos directos para a pista de dança e não parámos mais, excepto para beber Red Bull. Enfim, grande ambiente, muita gente, muita alegria e granel de kotas assanhadas.
Já disse que adoro dançar ? Pois é... A série que mais gostei foi a do Marante ("Portugal minha saudade" e "Bela Portuguesa", entre outros grandes sucessos).
Depois, um momento sempre muito esperado, dá-se durante o intervalo da música ao vivo: um Dj sobe ao palco para passar Kuduro e Kizomba. É a parte que o pessoal se desagarra e fazem uma espécie de coreografia, dançando todos com os mesmos passes ao som da música africana. Mas desta vez, a loucura total deu-se foi quando o organista regressou e resolveu tocar pasodobles (a música das touradas). Bom, para quem não sabe, esclareço que a Kleópatra fica em Alhos Vedros, no concelho da Moita e naqueles lados o povo é doido por touros. Basta escutar três acordes de pasodoble e entram em delírio. Foi o que aconteceu, eram 3h da manhã.
Depois, a Babe pediu-me para levá-la à Kaxaça, uma discoteca no Montijo. Metemo-nos pela via rápida e fomos.
À porta da Kaxaça, bruta quantidade de putos para entrar. A discoteca é gira, com várias explanadas, uma delas à beira mar, onde eu e a babe nos sentámos tranquilamente a beber cerveja.
Na primeira das duas pistas de dança tocavam música ao vivo, ritmos sul americanos. Não gostámos muito e fomos experimentar a pista dos "martelinhos", mas estava um forno insuportável e decidimos regressar à primeira pista.
A banda já tinha parado de tocar e agora um Dj passava música boa. Sabem como é: "me gusta la gasolina, me gusta la gasolina ". Decidimos ficar, dançámos até 6h e tal da manhã. Achámos bem melhor que as docas, em Lisboa.
Para referência, aqui fica o som do Marante e os Diapasão, com "Portuguesa Bonita".
A propósito de músicas, ando a ver se arranjo maneira de colocar aqui "Lembra tempo" de Gil Semedo, mas até agora sem êxito. Beijos.

terça-feira, 16 de Agosto de 2005

Cândido Barbosa


Força Cândido Barbosa !
Para mim és o maior. Não há ciclista com maior coração e garra que tu. Foste o orgulho de todos os portugueses que seguem a Volta a Portugal. Três etapas vencidas, três 2º lugares não chegaram, mas é de homens como tu que são feitos os heróis. Sem ti a Volta não teria emoção. Obrigado pela alegrias que nos dás todos os anos em Agosto, quando te vemos pedalar. Tu encarnas o verdadeiro espírito do ciclismo, com esforço, coragem, alegrias, vitórias e derrotas. Tudo isso faz parte, é assim o ciclismo.

quinta-feira, 4 de Agosto de 2005

Cenas da vida conjugal - 1

(No supermercado)
- Fôfo, já comprei tudo o que estava na lista. Achas que falta mais alguma coisa ?
- Camisinhas... precisamos de camisas de vénus.
- Uma embalagem ?
- Nem penses que vou passar vergonha com a rapariga da caixa, quero quatro embalagens, pelo menos.
( 2 minutos depois, Bino a percorrer os corredores do hipermercado com 4 embalagens de preservativos na mão à procura da sua beibe ).
- Mas onde é que ela se meteu com o carrinho das compras ? Agora ando com isto nas mãos...

segunda-feira, 1 de Agosto de 2005

Pois é... não tenho postado.
Acontece que as crianças foram de férias com os avós e eu, mais a Babe, ficámos sozinhos em casa.
Com tempo só para nós, resolvemos fazer o que mais gostamos. Isso mesmo que estão a pensar: SEXO (eu) e compras (ela).
De resto, tenho pensado que me apetece continuar a escrever a história da civilização ocidental que comecei há quase 1 ano e ainda não passei dos dinossauros, por preguiça. Além disso, também me está a apetecer escrever sobre a festa brava, touros e toureiros (todo el mundillo).
Finalmente, outro dia vi o filme dos Blue brothers, com o Dan Akeroyd e senti-me invadido pela nostalgia. Talvez tente reunir de novo a banda, os Bino Brothers.
Ou isso, ou emigrar para Espanha (como a rititi) e tornar-me toureiro, realizar o sonho de actuar na Maestranza de Sevilha, durante a feira de Abril.

Sim, meus amigos, a guitarra tem-se sobreposto ao computador. Talvez seja um prenúncio para o regresso dos
"Los Terríficos Bino Brothers".

domingo, 24 de Julho de 2005

As mulheres querem os homens para quê ?

Ontem fui ver aquele filme, "Uma sogra de fugir", com a Jane Fonda e a Jennifer Lopez.
Foi giro, quase podia ser uma comédia se não fosse tão parecido com a realidade. No final fiquei com uma dúvida:

As mulheres querem um homem para quê ? Será que vale tanto a pena tentar arranjar um ?

1º os Homens
Um homem é fácil, além de querer sexo (que não terá), quer uma mulher para substituir a mãezinha, alguém para ser sua criada e uma mãe para dar-lhe filhos.
Os homens é isto que querem duma mulher, porque precisam sempre de alguém que tome conta deles. Um homem sem mulher, fica desorientado e perdido no mundo, como se fosse um cachorrinho abandonado. É inato à condição masculina. Fatal, como o destino.

"Os rebeldes"
Já tive alguns amigos que tentaram negar o óbvio e divorciaram-se. A princípio é excelente, sentem-se novamente livres e rejuvenescidos. Pensam nos sonhos antigos - voltar a praticar desporto ; voltar a estudar ; sair à noite, arranjar muitas namoradas e tentar realizar aquelas fantasias sexuais que sempre sonharam, mas nunca tiveram coragem de fazer.
Pura ilusão. Em vez disso, tornam-se indivíduos ainda mais desleixados e carentes do que eram antes. Fracassado o divórcio, não tarda vê-los novamente a casar, justificando aos amigos que "desta vez é para toda a vida"
Nós, os amigos, todos acreditamos é que, desta vez o estafermo da noiva ainda consegue ser mais feia, burra e antipática do que a anterior. Mas enfim, o amor é cego e se eles querem enforcar-se novamente, que o façam.
Pela minha parte, sempre que um dos deles volta a casar, conforto-me em acreditar que desta vez, a nova esposa, ao contrário da anterior, talvez lhe faça uns bons broches e curta sexo anal ( a base essencial para fazer feliz, qualquer homem simples como eu).

Então e as mulheres ?
As mulheres, sinceramente não sei.
Afinal, porque razão as mulheres querem um homem ?
Como sabem (escrevi aqui há tempos) já perguntei à minha mulher porque casou comigo e até hoje as respostas dela não me convenceram.
Mas não devo ser um caso isolado, suponho que todo o homem casado já se questionou, pelo menos uma vez na vida, sobre as razões que levaram alguém na posse plena das suas faculdades mentais, a querer casar-se com ele.
Alternativa, ao suicídio ? (acreditaria se não visse as noivas tão felizes no dia do seu enlace ).
A noivas ficam felizes porquê ? Por se casar ou por achar que engaram um palerma ? Reparem, eu não concordo com aquela teoria maldosa, que defende que uma mulher só casa com um homem para poder infernizar-lhe a vida. A existência dum homem na Terra é, já por si, um inferno, pouco adianta virar-lhe as costas na cama e desculpar-se que está com enxaqueca ; dar-lhe cotoveladas, para que deixe de ressonar; ou que reclame dum simples peido que a gente dá, naturalmente, debaixo das mantas.
A resposta, quanto a mim, encontra-se fácil de encontrar no quotidiano da vida. Alguém aqui já reparou como elas fazem questão de nos arrastar para tudo o que é loja ? As mulheres adoram compras.
Mas para que precisam elas da nossa opinião a respeito de coisas sobre as quais, não entendemos porra nenhuma ?
"Amor, que achas desta mobília de sala, gostas da cor dos sofás ?". Eu cá, nem respondo. Limito-me a perguntar, "Quanto custa ?". Afinal, só estou ali mesmo é para pagar. E ela fica feliz.
Além desta teoria, só resta uma outra que aliás, não é antagónica daquela e que nos diz que as mulheres querem um homem, simplesmente para poder exibi-lo.

A teoria da posse
Isso mesmo. As mulheres, segundo esta visão, querem um homem para exibi-lo, como se fosse um troféu.
Isto não é tão parvo como parece. Eu próprio, na minha juventude, exibi várias namoradas (as boas, claro).
Vocês já reparam como elas nos tratam como objectos ?
Sei duma amiga da minha mulher que encontrou o marido com outra na cama. Acham que ela reagiu contra ele ? Não senhor, atirou-se foi ao pescoço da outra, deu-lhe uma sova. No fundo tudo se resumiu a deixar claro a qual delas ele pertencia. A culpa não foi dele, foi da daquela desavergonhada, "que se meteu com o marido de outra".
E atenção que um homem, mesmo solteiro, nunca é "res nullius". Isto é, um homem mesmo solteiro, tem sempre dono: a mãe ! Um Homem nunca é coisa abandonada, sem dono. Por isso, muito cuidado.

Conclusão
Depois de todos estes disparates, voltamos ao início. Afinal, para que querem as mulheres um homem ?
Bolas, não me venham dizer que é por amor.

quinta-feira, 21 de Julho de 2005

Ia na rua e cruzei-me com o meu antigo professor de Química, o "Caldeirada". Tentei passar a fingir que não o via, mas o gajo topou-me e meteu conversa:
- Tu não és o Binoc, meu antigo aluno ?
- Oi professor, sou eu pois. Ainda se lembra de mim ?
- Ora, como não havia de lembrar ? Não sejas modesto Binoc, um aluno que manda com todo o stock de sódio e potássio do laboratório no lago da escola, a gente nunca mais se esquece.
(encolhi os ombros)
- Um pequeno erro da juventude, professor. Apenas isso.
- Conheço-te bem Binoc, será que mudaste ? Diz-me, continuas a desperdiçar a tua juventude ?
- Ah, eu não professor. Deixei-me de maluquices, parei de desperdiçar o meu tempo.
- A Sério ??? O que fazes agora ?
- Bem, Professor... Agora eu escrevo um blog !

segunda-feira, 18 de Julho de 2005

I love you babe.

Hoje, mais do que o habitual, acordei completamente apaixonado pela minha Babe.
As pessoas dizem-me "a tua mulher é muito bonita", na verdade pretendem dizer é que eu, ignorante e inútil quão Dedalus, tenho a sorte de ter alguém maravilhoso que me ama.
Pois, pois ! E já lá vão treze anos de sorte, fora o tempo de namoro.
Ela e as nossas duas filhotas, são o grande milagre da minha vida.
Não ! Não pensem que a conquistei. Não se interroguem sobre o que terei dito ou terei feito para conseguir tê-la. Na verdade, foi ela que me quis, eu simplesmente fui escolhido.
Por mim, nunca teria ousado olhar tão alto. Jamais pensaria sequer beijá-la, quanto mais ser dela todo este tempo.
(Pergunto-lhe muita vez) Porque me quiseste ?
(Ela sorri) "porque eras um rapaz muito estranho. Mas fazias-me rir".
Pois... fazer rir uma mulher é meio caminho para a felicidade. Mas eu nem sequer sou engraçado. Sou o tipo mais chato que conheço, sempre a repetir-me:
- Afinal, porque me quiseste ?
- Ai, chato ! Sei lá... Porque antes de te conhecer disseram-me que eras muito feio e estúpido. Mas depois, quando te conheci, não achei que fosses assim tão feio e estúpido... Só um bocadinho.
Hum... "só um bocadinho" (penso sem dizer) Babe, tu deves ter falta de óculos, mas não contes comigo para te levar à multiópticas.
- Já sei ! Gostaste de mim, porque julgaste que era rico.
- Pois foi, mas bem enganada fiquei. Afinal és pobre.
- Deixa lá, não sou rico mas ao menos sou bom na cama.
- Bino, não falemos de coisas tristes, pode ser ?
( ok, ok, esta parte é mentira, mas não resisti a escrevê-la. Escusam de ir já a correr para os comentários a fim de gracejar com o meu desempenho sexual )
Pronto... agora perdi-me.
Mas a ideia principal deste post, penso que já ficou clara.
ISABEL, obrigado por todos estes anos e por tudo o que me tens dado. AMO-TE !

sexta-feira, 15 de Julho de 2005

Noite de maresia



Uma noite destas fui com uns amigos roubar melancias. O Chico Larau, homem que domina a técnica de conhecer a fruta madura às escuras era o guia da expedição, ele sabe também onde ficam os poços de água das hortas (para não cairmos dentro de nenhum).
Éramos um grupo de meia dúzia, onde estavam os dois putos "franceses", cagados de medo por andarem de noite no meio dos campos do Chão de Burro e a insistir em chamar pastèques às putas das melancias. Depois, o meu primo Lourenço que não gosta de beber (só de se embebedar) e finalmente o Naná, famoso DJ cá da aldeia que é presença habitual em bailes, festas e toda a espécie de eventos que metam "música a metro".
Depois de termos esmurrado e comido várias melancias, eis que de repente nos dá vontade de cagar e mijar. A malta lembrou-se de fazer as necessidades no meio da estrada. Vejam só o azar, precisamente quando estávamos a cagar de cócoras no meio do alcatroado, começamos a ouvir um barulho ao longe. E diz, o Náná, "foda-se ! vem aí um carro". De repente luzes dos faróis a varrer o horizonte e a gente de calças na mão a fugir da estrada com a luz do carro a alumiar-nos o traseiro. Havia uns eucaliptos ali ao pé e foi lá que nos escondemos.
Assim que chega perto de nós, a viatura abranda e pára. É um jipe verde.
Só me lembro de estarmos agachados à espreita e alguém dizer, "Merda... a GNR !"
Nisto, o Naná levanta-se e grita para os do jipe, "Ó cabrões, vieram estragar a cagadela à gente".
Mas não era a Guarda, grande alívio para mim, eram os Aparícios que vinham de Abrantes e traziam uns CDs novos que o Naná tinha encomendado.